19 de junho de 2018

I didn't expect him at all

We have absolutely nothing in common. Lie. We have one thing in common and it is the fact that we were friends in the past. That is it. But still... when I heard his voice calling my name my heart raced so fast that I couldn't breathe. It was like my body wasn't responding to me anymore. It was responding to him and only him. I turned to look at him, respond the calling, and my stomach went crazy fool of butterflies, giving me a cold chill that I have never felt. Until this day I have no idea of how he did that. I was half prepared, I knew he would be there, he had confirmed in the event, but I did not expect to see him, to listen to his voice, to be hugged... I didn't expect him at all.

17 de junho de 2018

Eu não quero ser o crush de alguém.

Ser o crush significa ser uma das opções, ser alguém por quem a outra pessoa sente algo sim, mas não forte o bastante para deixar todo o resto de lado. Ser crush significa ficar, significa algo passageiro, rápido, sem muito significado. Ser crush não é ser especial, é ser uma quentinha, um interesse, um atração... E tudo bem ser tudo isso, não tenho nada contra os crushs por aí, mas eu quero mais.

Eu quero ser a primeira opção de alguém, quero ser aquela pessoa por quem a outra não tem dúvidas do que sente, quer ficar com ela e só com ela, quer dizer "eu te amo" e construir uma vida. Eu quero me sentir especial para alguém mais do que eu mesma. Quero me sentir boba e ainda assim ter coragem de dizer o que quero porque confio no outro. Quero não me torturar querendo saber se a pessoa gosta de mim ou não, porque ela tem tanta certeza de como se sente em relação a mim que não consegue disfarçar, não quer disfarçar.

Eu quero um amor. Um amor de certezas e planos para o futuro, um amor de olhares significativos e discussões bobas, de mãos dadas e conversas longas. Eu não quero sentir ciúmes, não quero brigar por olhares trocados, não quero ter dúvidas e medo de confiar. Quero sentir vergonha de falar e dizer mesmo assim, porque não tenho medo do seu julgamento.

Eu quero alguém que me diga o que sente mesmo com medo, porque esse sentimento não cabe mais nele(a) e quero me sentir assim também, assustada e com medo de não ser correspondida, mas transbordando de um amor que precisa ser correspondido. E é.

31 de maio de 2018

Viver sozinha

As vezes parece que eu parei no tempo, que nada na minha vida está realmente mudando, como se todo mundo estivesse vivendo vidas agitadas, com momentos divertidos, fazendo algumas loucuras e até mesmo sofrendo e eu não. Eu não vivi loucuras, não sofri exaustivamente... eu sou meio morna, nunca fui muito afeita a grandes paixões e acho que isso tem feito eu me sentir meio parada.

Quando paro para pensar e racionalizar percebo que na verdade o que estou sentindo deve ser só uma reação a não ter uma vida de filme/livro/série. A vida real é morna, a vida real não te dá tempo de só viver aventuras e loucuras e fazer grandes besteiras, porque as consequências estão logo ali, e, diferente dos filmes, pode não ficar tudo bem por um bom tempo, as vezes nunca. Até as grandes tristezas são romantizadas nos filmes, mas na vida real não é bom, dói, faz nós vermos tudo cinza e chorar e não sentir vontade de sair da cama, mas ser obrigada a fazer isso, porque na vida real não dá para só chorar umas horinhas com um pote de sorvete, na vida real você precisa trabalhar, estudar, dar atenção à família, amigos, namorado/a, pet. As vezes parece que viver a vida real faz com que não tenha tempo de viver a vida de verdade.

Dito isto, acho que também tenho sentido falta de um amor, não daqueles que sempre senti, mas um amor correspondido, alguém com quem planejar momentos e compartilhar alegrias, aquele tipo de amor que todo mundo parece estar vivendo, mas eu não, sabe deus o porquê. As vezes me pergunto se um dia vou viver isso, vou ter isso, ou vou só continuar vivendo como estou. Não me leve a mal, minha vida até que é legal, a parte de ser morna, mas as vezes parece incompleta, como se faltasse viver uma parte dela. Talvez isso se dê porque t.o.d.o.m.u.n.d.o. age como se ter um namorado fosse me fazer mais feliz, fosse ser o objetivo da minha vida, fosse algo que eu preciso ter para ser feliz, caso contrário não seria possível. Eu acreditei nisso por muito tempo, me achando a própria Cinderela, mas agora... agora acho que não. Acho que posso ser feliz sozinha, mas não tenho conseguido me sentir completa assim, faz sentido?

25 de maio de 2018

Já é um passo

Eu tinha esquecido como é bom gostar de alguém. Não que esteja gostando agora, nem conheço o menino, é só interesse, mas me fez lembrar como é bom gostar de alguém. O frio na barriga, a vontade de impressionar, as olhadas furtivas, o querer saber se é correspondido.... É tudo tão cheio de magia.

E, conversando sobre a possibilidade de gostar desse menino, me apontaram o fato de que eu tenho um poder de sedução. Talvez todos tenham, mas eu nunca notei o meu. Para mim, sedução é sensualidade estavam diretamente ligados e como eu sou mais estilo clássico do que sensual, achava (inconscientemente) que não tinha nada que pudesse interessar os outros. Nunca me vi como uma pessoa desejável sexualmente e talvez isso tenha a ver com minhas concepções de sexualidade/sensualidade. Então me apontaram situações em que meu poder de sedução apareceu e eu não reparei, apontaram a possibilidade de seduzir e não ser sensual, apontaram que eu sou divertida... e eu lembrei que sou mesmo. Lembrei que até hoje, um ano depois, quando cruzo com o bonitinho do parque, ele me olha meio abobado, ele ficou sem fala quando falei com ele! Ele, que é um cara com um corpo incrível, que eu sempre achei que não teria interesse em mim, tentou me cumprimentar na rua outro dia, enquanto eu desviava o olhar e fingia que não vi, porque não sei dar fora.
Eu encantei um cara que eu tinha certeza que was way out of my league. Se isso não demonstra que eu tenho algo especial, não sei o que pode demonstrar.

Essa lembrança me deixou um pouco mais confortável em meio às minhas tantas outras inseguranças. Me deixou um pouco mais esperançosa, achando que, talvez, esse é seja o início de alguma mudança em mim e na minha vida. Sinto que ainda tenho um caminho longo a percorrer, mas que, cada vez mais, estou achando o caminho certo.

19 de maio de 2018