1 de junho de 2007

Andando por ai...

¬¬Andando por aí, perdida em meu mundo pink (pq cor de rosa eh eh comum demais) e acabei percebendo que talvez eu seja ingenua demais...é que eu sempre me jogo de cabeça e com vontade nas coisas, isso nem sempre é bom, porque acreditar demais pode ser dolorido quando o que acreditamos da errado.
Costumo acreditar nas pessoas, acredito que cada um de nós tem algo de muito bom para oferecer ao mundo, mesmo que essa coisa boa esteja escondida, e as pessoas podem me decepcionar muito fazendo coisas ruins comigo, eu sempre vou achar que ela é boa e que a bondade esta apenas escondida.
O mesmo acontece com sentimentos eu sempre radicalizo, se eu gosto crio inumeras esperanças e sonho ao máximo, depois sinto pena de mim mesma por ter conciencia que é apenas um sonho. Se não gosto mantenho distancia e imagino coisas ruins (que a pessoa faz) depois sinto pena da pessoa não descobrir seu lado bom e de mim por julgar demais me achando inatingivel.
Julgamento é outra coisa que eu faço de errado, julgo demais as pessoas, me justifico dizendo que também sou muito julgada, mas a verdade sei que julgar é errado e que nada justifica, mas é inevitavel, quando vejo já era. Pode parecer dificil de acreditar já que meu orgulho é conhecido, mas costumo reconhcer quando julgo errado, sei que vai soar prepotente, mas isso não acontece com frequencia, eu julgar errado. Por ser muito julgada (é ser patty é dificil!) deveria ter me acostumado com isso, mas é dificil, eu me importo com o que os outros dizem e pensam de mim, e prefiro que falem na minha cara, porque é melhor saber pela pessoa que pelos outros certo?
Ah, outra coisa que me faz pensar que eu sou ingenua é que mesmo depois que uma coisa da errado e/ou eu me decepciono muito eu tirou uma lição, vejo aquilo como um erro que não vai se repetir, sem generalizar claro, isso seria errado demais.

¬¬Andando por aí perdida em meus pensamentos malucos me lembrei de algo que me aconteceu este ano, na verdade foram duas coisas que me fizeram refletir muito. A primeira é uma longa história que prometo resumir ao máximo, mas vou usar nomes reais, não vejo motivo para omiti-los.
Tudo começou quando eu tinha apenas cinco meses de idade, meu pai comprou um hotel na praia, em Ilhabela, lá passamos a "viver". Quando eu tinha cinco anos uma nova recepcionista foi contratada, desde então criei um laço muito forte com ela, ela cuidava de mim, se importava comigo e minha familia, assim como nós nos importavamos com ela. Ajudamos muito ela, muito mesmo e quando meus pais não estavam por perto ela que tomava conta de mim. Eu realmente gostava muito dela, era como se ela fosse algo parecido com uma segunda mãe para mim. Em novembro do ano passado meu pai vendeu o hotel e veio parã SP, eu, minha mãe e meu irmão já moravamos aqui há algum tempo, mas sempre íamos para Ilhabela, chegando aqui ele passou a reparar algumas coisas erradas e quando descobrimos a verdade foi um choque. Elaine tentou esconder seus atos até o ultimo minuto, mas meus pais foram mais inteligentes e espertos e continuaram a investigar, não vou dizer exatamente o que ela fez, vocês não precisam saber, mas foi feio, muito feio. Detalhe? ela morou na kinha casa por pelo menos tres meses, e ela fez "isso" até aqui, na minha casa. Quando meus pais descobriram e ela finalmente se deu por vencida saiu do trabalho e veio para casa, começou a arrumar as coisas dela, já que meus pais não estavam em casa pois tinham ido tirar essa história a limpo. Enquanto ela arrumava as coisas me dizia que o que ela fez foi para nosso bem, que ela nos amava como se fossemos a familia dela, que ela jamais desejaria nosso mal, que eu era muito mas muito importante mesmo para ela e que ela ia embora porque meus pais nunca ia perdoar ela. Na versão dela eu acreditei e tentei consola-la e quando meus pais chegaram tratei de deixar eles a sós, depois quando voltei ela já não estava mais lá e eu nunca mais vi ela. Minha mãe me contou a verdade e eu fiquei muito decepcionada, me senti um lixo por ter me apegado tanto a uma traíra mentirosa sem amor no corção, porque se ela nos considerasse tanto assim não teria feito o que fez. Sei que a história esta um pouco confusa, mas acho que da para entender a base né? Meu mundo desabou, eu não tinha certeza de mais nada, estava tudo tão confuso, um furacão que levou tudo com ele. Ás vezes penso que seria bom ve-la novamente para poder dizer como eu me sinto para ela, mas tenho medo que fazendo isso eu a deixe "ganhar" afinal uma das unicas coisas que eu achava saber não era verdade. Não chorei, quando eu fico muito triste não choro, fico atônita, e eu fiquei assim por um tempo. Não me arrependo de ter estado com ela, me arrependo de ter amado ela, mas não posso negar uma coisa: Ela me ensinou duas coisas valiosissimas que eu nunca vou esquecer: Meninos de 16 anos não gostam de verdade (a maioria) e o mais importante: Nunca, jamais minta para seus pais, eles vão acabar sabendo e pode ser pior no final. Não se preocupe da ultima não vou esquecer, é algo que minha mãe sempre disse, que a mentira é que machuca e qua a verdade sempre aparece, o que nos leva a concluir que a mentira é uma tremenda perda de tempo, por mais branca que seja e ultimamente eu tenho evitado perder tempo.
A segunda coisa é que uns tres meses atrás meu tio teve um derrame e ficou muito mal, agora ele se recupera bem, foi junto com a coisa da elaine (que eu citei a cima) e essa coisa do meu tio me fez pensar sobre meus pais, eles são velhos e de repente me bateu um medo de perde-los, um medo de saber que nunca mais vou ve-los, me senti idiota por brigar tanto com eles, por questionar tanto, por nunca demosntrar meu amor, quer dizer sei que vou sentir falta disso um dia e eu não quero que esse dia chegue, por mais chato que seja ter meus pais enchendo meu saco dia e noite pior seria não ter eles aqui. Não ouvir suas brigas, não obedecer suas ordens, não lhes fazer favores toscos, não chorar de raiva por não discutir com eles, não ve-los me cobrindo a noite mesmo depois de quinze anos, não me sentir culpada por gastar demais o dinheiro deles, não encontrar o carro deles na garagem ou na frente da escola naquele dia em que voce reza para não voltar de onibus, não ouvir aqueles berros de "coloca o agasalho" "não anda descalça" e "fecha a janela", não chegar brava no colégio por ter discutido com eles. Sim seria terrivel não ter mais essas coisas que me irritam tanto, mas que já fazem parte da minha rotina, queria poder guarda-los em uma coixa e abrir toda vez que eu quisesse ou precisasse para ouvir seus sabios conselhos, uma caixa mágica onde o tempo não passava, mas onde claro eles seriam muito felizes, porque acima de tudo, depois de tanto que eles lutaram por mim isso é o minimo que devo a eles, uma vida feliz, ou pelo menos o mais feliz que eu puder deixá-los. São os seres mais odiados por mim, mas ainda assim as pessoas que eu mais amo no mundo.

¬¬Andando por ai percebi que estou me analisando mais, que estou mais emotiva e que sim estou mais racional.

3 comentários:

Aline disse...

ai que grande! hauhauhauahuhua


hmmm... calei.



huuahuahauhauhauhauhuhauhauaha bjosmeligah

Menina Lunar disse...

eh sempre bom analisar a nós mesmos, às pessoas e ao mundo. quanto mais profunda for essa análise, mais a gente acaba descobrindo, aprendendo, e errando menos =]
eu penso assim sobre meus pais tbm, sempre falo que adoraria levá-los na mochila pra poder tê-los onde e quando eu quisesse...
vou te linkar no meu pra não te perder de vista tah??
beeeeeeeeeeeijo :*

Thor Croix disse...

Não ligo para o que pensam
Mas sei que é mentira
Pois se não ligasse
Assim não estaria
A pensar

O que pensam
Não muda nada
Não me faz nada
Continuo o mesmo
Na forma de agir
Na forma de fazer
Na forma de ser

O melhor é nem saber
Sobre o que pensam
Pois assim tenho certeza
Que não faz diferença

Já o que ela pensa
Faz toda a diferença
Muda tudo
Na forma de agir
Na forma de fazer
Na forma de ser

Por isso faço questão
De tudo saber
O que ela pensa
Pois assim tenho certeza
Que farei toda a diferença.


Escrevi faz alguns anos