16 de dezembro de 2007

Começa de berço

Lágrimas de raiva e impotência escorrem por sua face jovem e bonita. Lágrimas derramadas por uma vitima da injustiça de seus próprios pais, por isso a falta de resposta. Mas e se fosse com outras pessoas? Haveria a fraqueza de não poder responder? Como combater a injustiça no Brasil e no mundo se ela se quer é capaz de combater a injustiça dentro de sua própria casa? Uma coisa tão singela que pode afeta-la pelo resto de sua vida é o cala boca que seus pais lhe dão. Não é suborno nem nada, apenas palavras quando ela tenta responder, dar sua opinião. Eles a mandam se calar como se sua voz fosse inútil e dispensável. Depois ainda tem a coragem de brigar com ela por sua falta de vontade e reação. Antagônico não? Pena que eles não vêem isso. Só sabem olhar os defeitos dos outros e não os defeitos de si mesmos. Sabem pedir opinião e quando esta é dada rejeita-la com fúria, e sem se importar como fica a cabeça da pobre jovem que assiste e participa da cena como a mais fraca. O nó em sua garganta não é de dor, não o nó em sua garganta é de raiva. Saber que eles estão errados e não conseguir que eles admitam, não conseguir nem avisa-los, isso a deixa com raiva. Essa sua impotência diante deles lhe da medo, e se for assim com todo mundo? E se ela for daquelas que apanha em silencio? Ela não quer ser assim. Seria exagero pensar que ela é pelo simples fato de não conseguir responder para seus pais? Por não conseguir faze-los enxergar o erro e consertar? Seu único refugio nunca será descoberto por eles, mas talvez as pessoas que a vejam a ajudem a superar, a levantar. Essa é sua esperança.