7 de fevereiro de 2008

Coragem, loucura, medo.

Doce e insano o desejo que corre escondido por minhas tantas veias.
Perigoso e saboroso: Jogar tudo para o alto e fugir sentindo no rosto a suave brisa da liberdade, fuga esta que me daria tudo o que não encontro aqui, mesmo que ainda não saiba o que é.
Tédio!
Talvez, coragem para fazer tudo o que minha educação rigorosa e meu medo, do perfeito logo acima, ou do desastroso logo abaixo, me impedem.
Vontade de fugir da vida de menina boa, mudar radicalmente e me tornar algo inimaginável.
Ser má só por diversão é pecado?
E o querer conta alguma coisa?
O já feito me deu gosto de quero mais, era doce, me deixava feliz. Talvez não seja pecado.
Rá! Isso não me importa. Fiz. Saboreei. Quero mais.
O pecado já não me assusta, que venha o inferno! Pior do que aqui? Provavelmente, mas não posso ir para um lugar que não acredito existir.
Bláh! Discussão religiosa nunca tem fim e agora estou sem paciência.
Olho dentro da minha consciência.
SOCORRO!
Ela me condena.
Ela é minha pior inimiga.
Não pequei quando fiz o desprezível, pequei quando senti um sorriso nos meus lábios e satisfação dentro de mim.Alguém aí sabe se somos capazes de viver sem consciência? Porque a minha já foi programada para me condenar e isso me impede de sair e me divertir.