14 de abril de 2008

Definindo o indefinivél



Eu mudo de idéia a cada minuto e sou uma pessoa diferente a cada segundo.
Eu ignoro minha infelicidade para alegrar os outros, mas também fico estranha só para chamar atenção.
Eu sou vaidosa, não sou obsessiva, sei o que é importante. Sou medrosa e odeio ouvir não, mas às vezes tomo coragem e engulo sem reclamação.
Eu sou infantil, risonha, mas sei brigar, ainda mais pelos outros, e sempre defendo o que acredito. Gosto de ter muitos amigos e tenho medo de perder o mais distante que seja, por isso às vezes sou obsessiva, mas acho que hoje em dia controlo melhor.
Eu adoro me apaixonar, mas agora meu coração esta branco, aprendeu a direcionar minha imaginação cheia de amores platônicos para meus contos lotados de romance e drama. A leitura anda atrasada e este ano só livro de vestibular e grandes nomes, claro quando não estiver estudando.
Eu adoro liberdade e independência, vejo com sofrimento e alegria este ultimo ano do colégio, vou crescer e deixar de ser a garota que brincava de barbie e lia Harry Potter para me tornar a moça que usa maquiagem e salto alto.
Eu vou estudar para fazer algo que quero, não que preciso, vou me tornar adulta!
Eu amo a sensação de ter isto chegando, mas sinto um aperto no coração de medo do futuro que se estende na minha frente.
Tão perto, tão longe.
Tão certo, tão nebuloso.
Eu sei que este ano é o fim.
Eu preciso que acabe.
Eu prefiro que continue.
Eu quero tudo, mas ainda não sei o que terei.