28 de junho de 2008

Mestres

Não é que não gosto, é que não vou com a cara, não acho nada demais, me da nos nervos que todos elogiem tanto algo tão sem graça.

Mas aí vem a época, vem as entrelinhas, vem a graça. Tudo aquilo que não enxerguei.

Aí eu me toco que é inveja!

Inveja dele que inovou de uma maneira revolucionaria numa época tão antiga, que tinha como objetivo não contar um conto, mas fazer uma critica, te botar para pensar. Eu não te boto para pensar. Inveja sim! Inveja de uma pessoa que se sobre saiu diante de todas as dificuldade que teve que enfrentar, que é ensinada, mas sem ser de fato entendida, por que era tão complexa que ninguém conseguiu realmente decifrar. Inveja dele que fazia sua arte e criticava numa época tão repressiva, mas que era tão sutil que nunca foi castigado. Que era tão perfeito que ninguém sabia se era real. Inveja dele que escrevia com tantos adornos que quase ninguém entende quase ninguém gosta. Inveja dele que escrevia sobre nada, mas descrevia um nada incrível.

Inveja de você porque eu sei que nunca chegarei aos seus pés.

Inveja de você Machado, de você Gil, de você José, de você Olavo, de vocês todos.

Uma homenagem a todos os autores da língua portuguesa que eu detesto admitir, mas são gênios como eu se quer tenho a ousadia de sonhar em ser.