17 de dezembro de 2009

Just keep walking

1673526

     Não importa o quão ruim as coisas pareçam, continue a andar que elas vão melhorar.

  A vida é como uma longa ponte, cada dia é um passo e cada passo muda alguma coisa. Se você fez alguma coisa de errado, tudo bem, todos nós já demos um passo em falso, o importante é continuar a andar. Se você cair não tem problema pois quem não cai não aprende a levantar. Se você ver alguém caído pode ajudar porque mesmo que ele não fizesse o mesmo por você não significa que você deva passar reto e muito menos pisar em cima.  E se você um dia passou reto ou pisou em cima ainda dá tempo de correr até a pessoa e pedir desculpa, ou esperar ela chegar perto de você para que você possa fazê-lo.  E se você foi caiu e passaram reto por você e pisaram bem no seu coração não tem motivos para guaradar rancor, o que passou já passou e para aproveitar essa caminhada é melhor deixar esse peso do rancor no meio do caminho. Se todos nós andassemos sempre reto, sem parar, olhar para os lados e sozinhos não aproveitaríamos a travessia dessa ponte e já que todos estamos aqui na mesma travessia porque não podemos dar umas voltas, olhar a paisagem e fazer um lanchinho e conhecer muitas pessoas?

  A vida pode não ser uma festa, mas isso não quer dizer que ela não possa ser divertida e muito menos que ela deva ser inútil.

26 de novembro de 2009

Agora estou satisfeita!

Layout novo, nome novo e esperemos que venha por aí vida nova.
Não que eu acredite que meu modo de escrever e minhas dúvidas e crises adolescentes mudem e/ou sumam. Eu ainda sou a Princesa de Sal, mas estou tentando deixar de ser. Quero crescer, amadurecer, me tornar mais crítica, mais próativa. Sei que nunca deixarei de ser a Princesa, uma parte dela sempre estará comigo, naquele lirismo, naquele jeito de se viciar, na carência, no medo. É bom que ela esteja comigo, não quero esquecer do que fui, não acho que ela seja má e que me faça mal, não acredito que eu seja capaz de mudar, acredito que ninguém é capaz de mudar, mas acredito em crescimento e que todos somos capazes de crescer. É isso que eu estou buscando.

2 de novembro de 2009

Não me satisfaz

Já faz algum tempo que o nome desse blog e dessa parsonagem que eu criei não me satisfazem. Não sei porque. Sinto que agora sou mais do que a Princesa de Sal, não se enganem ainda sinto falta de ter alguém do meu lado, ainda sou uma dessas milhares de cinderelas complexadas soltas por aí, mas a Princesa De Sal já não me satisfaz. Já passei a fase das paixões crônicas, ainda sou uma sonhadora fácil, mas tenho mais consciência. Não estou curada, nem um pouco, nem por um segundo, mas estou mais consciente de mim mesma, mais segura...

No fundo acho que ser a Princesa De Sal não me satisfaz porque eu amadureci, mas é difícil nos julgarmos mais maduros, maturidade é uma coisa tão relativa quanto liberdade. Me considero amadurecida no sentido de ser capaz de viver completamente feliz sem ter ninguém ao meu lado, gostaria, mas não acho necessário, me tornei autossuficiente. Também estou mais confiante do que no começo do ano, algo que reflete na minha timidez de modo quase imperceptível, mas que está ali. Também acho que fiquei ainda mais pragmática, se isso é possível, mas acho que isso talvez esteja relacionado com a melhora da minha autoconfiança que me fez passar por cima de detalhes inoportunos e confiar mais em mim mesma na hora das decisões e "mim mesma" toma decisões por impulso, fáceis e facilitadoras, daí a praticidade.

Só que ao mesmo tempo que isso aqui já não me satisfaz não conseguiria me desfazer desse blog, nem da PDS, ela sou quem fui e isso é parte de quem eu sou, quero manter para sempre me lembrar e neste momento não sinto que já estou pronta para seguir em frente, fazer outro blog e outra personagem. Não me livrei totalmente da PDS, não amadureci o suficiente... Talvez antes de mudar eu precise de uma mudança. Não sei se vou me satisfazer com um novo persoagem e um novo blog, mas até eu achar que chegou a hora talvez eu descubra, até lá...

20 de outubro de 2009

Eu não quero um "eu te amo"

Não que no momento eu tenha alguém do tipo namorado para me dizer tal coisa, mas quando tiver um sério e que seja para casar, ou pelo menos que eu ame o suficiente para fazer alguma loucura do tipo, não quero ouvir dele "eu te amo" ou "você é o amor da minha vida".
Não sei porque mas essa coisa de amor para mim é uma apenas uma palavra, e uma palavra totalmente vazia. Talvez seja porque eu nunca realmente amei ninguém de todo meu coração, não para casar, mas por outro lado eu amor muito minha família e meus amigos e acho que mesmo assim nunca disse "eu te amo" para eles. Na verdade, pensando bem, agora eu acho que para eles eu nunca falei nada disso porque eu tenho pavor e vergonha de demonstrar meus sentimentos, mas mesmo depois dessa reflexão eu continuo sem querer um "eu te amo" do amor da minha vida. Faz tempo que eu penso assim, mas dizer isso em voz alta me faz uma menina muito mais...peculiar do que eu gostaria de admitir na época.
Eu sou fã de elogios espontêneos coisas bobas do tipo: "você é linda", "eu quero você", "eu preciso de você" ; para mim isso é muito mais significativo do que "eu te amo". Quanto a ser o amor da vida de alguém eu não vou muito com a cara dessa frase porque, venhamos e convenhamos, a vida é uma coisa longa, cheia de surpresas... se alguém me disesse antes de morrer que eu fui o amor da vida dessa pessoa aí sim eu ia acreditar, me comover e chorar feito um bebe com fome.

Acho legal como as palavras devem ser muito bem lapidadas para demonstrar afeto e tão pouco cuidadas para plantar a intriga. As pessoas que aderiram ao ditado "um olhar vale mais que mil palavras" são mais espertas, olhares significativos são muito mais eloquentes do que a boca mais sábia, ainda mais quando se trata de demonstrar afeto, ou medo que é o sentimento mais mudo. Os olhares significativos são mais justos e fáceis de interpretar, mas nada é mais bonito do que um olhar significativo acompanhado de palavras verdadeiras.

2 de outubro de 2009

Aqueles olhos azuis...

Escrevendo agora me parece bobo, exagerado, mas naquele momento não pareceu. Eu estava sentada no ônibus e era um assento reservado, pensei em levantar e ocupar outro pois o ônibus tinha parado em um terminal que sempre tinha muita gente entrando, mas desisti de ultima hora com preguiça, ou porque pensei que daquela vez não iria entrar tanta gente, ou as duas coisas. O ônibus saiu do terminal e seguiu seu trageto e eu sempre observando a tudo e a todos ao meu redor passei meu olhar sobre um garoto, um adolescente quase adulto... Um jovem, que seja, o importante não era a idade dele e sim que ele também olhou para mim de modo que nossos olhares se cruzaram. Ele estava de pé perto da porta e tinha olhos azuis, um azul inteiro, maciço, da cor do céu. O olhar dele penetrou em mim de uma maneira intensa que me fez desviar o olhar, logo depois voltei a olhá-lo e ele voltou a me olhar também, mas eu sempre desviava, fingi que não vi.
Me senti tão patética quando três pontos depois de vê-lo passei a pensar que ele flertava comigo, mas pior foi quando me imaginei mostrando ele para minhas amigas como um namorado, foi com esse pensamento que tomei conciencia do quão ridicula eu estava sendo. Patética, ridicula e ainda olhava para ele furtivamente, quando ele me surpreendia ficavamos uns dois milésimos de segundos nos olhando, os olhos dele me hipnotisando, então em desviava o olhar novamente, invadida pela timidez.
Quando me dei conta faltavam apenas tres pontos para chegar no meu, então abaixei o som do meu mp3 de modo que se ele falasse comigo eu pudesse escutar e levantei para ir até a porta. Fiquei parada ao lado dele, lhe lancei alguns olhares rápidos e timidos, os quais, tenho bastante certeza, devem ter lhe parecido olhares de desprezo. Tenho esse dom, parecer metida e arrogante quando na verdade sou apenas timida, insegura e medrosa. Quando o ônibus parou no meu ponto eu passei por ele de cabeça baixa e saí, tive a impressão de que ele iria descer ali também, mas não tive coragem de olhar para trás conferindo. Tirei o mp3 da orelha e guardei assim que desci, depois fiz o curto trajeto até minha casa com passos lentos e cheios de esperanças e platonismos. Cheguei em casa e saí cinco minutos depois andando pela mesma rua que tinha acabado de passar, só que no sentido contrário. Andei dois pontos e entrei em uma loja, de fato não tinha nada para compar ali, mas entrei e comprei uma bala de goma e um chiclete. Voltei para casa comendo a bala que acabou antes do meio do caminho, duas ou tres quadras, passei pelo ponto onde tinha descido e não tive coragem de olhar ao redor. Cheguei em casa e voltei a viver minha vida.
Isso aconteceu há apenas algumas horas e o olhar dele ainda esta grudado no meu pensamento. Ele não era bonito, também não era nada feio, nem baixo nem alto, alguns centimetros acima de mim. Mas aqueles olhos azuis eu nunca vi igual. Não foi o par mais bonito que já vi na vida, mas tinha alguma coisa neles que eu não sei o que é...
Talvez seja o fato deles estarem direcionados para mim, talvez a cor homogênea...
De qualquer modo esse episódio só foi mais uma comprovação de como eu sou amante do platonismo e do medo. Tentei lidar com o platonismo dizendo a mim mesma que estava sendo idiota e que ele se quer devia estar me olhando com segundas intenções, devia ser simples curiosidade como a que eu tenho e sacio observando as pessoas, mas eu gosto desse platonismo de inventar histórias, é um vício que eu não estou disposta a largar no momento. O ruim mesmo foi o medo porque assim que eu desci do ônibus eu senti arrependimento, se eu tivesse falado uma palavra ele teria respondido, eu sei que sim! Esse arrependimento que não tira o olhar dele da minha cabeça. É esse medo que eu tenho que combater, mas eu sei que para combater o medo eu teria que combater um pouco desse platonismo e isso me coloca em uma situação muito complicada, eu quero mudar e perder o medo, mas tenho medo de mudar e perder o platonismo e ficar infeliz. É quase como se eu tivesse que aceitar que estou virando adulta e ter de parar de viver nesse mundo de fantasias em que eu vivo e eu não quero isso... Qual o problema de ser Peter Pan?
Talvez eu não tenha perdido o medo, o platonismo e a criança dentro de mim (pois a meu ver esta tudo entreligado) porque ainda não chegou a hora certa para isso, por outro lado quem faz a hora certa para isso? As circunstancias ou você mesmo? Talvez constatar isso tudo já seja um modo de estar evoluindo e crescendo sem necessariamente perder tudo o que acho que posso perder.

11 de setembro de 2009

Sentada na cama...

...com a luz apagada e a porta fechada. Tenho a coberta puxada até o pescoço e estou encostada nos travesseiros que se apoiam na cabeceira da cama. Começo a me sentir sufocada mais uma vez, esse nó que vai e vem agora conseguiu subir pela minha garganta e se libertar do meu peito. Começo a sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e meus lábios sentem o molhado e o salgado doce do meu pranto.
Não sei se foram as palavras escutadas, se foi o modo que elas foram ditas ou se foi por causa da pessoa que as pronunciou, só sei que de repente senti aquele nó subindo e engoli em seco tentando sufocá-lo, mas alguns minutos depois quando fiquei sozinha comigo mesma não vi mais motivo para reprimí-lo e deixei que viesse o choro.
Foi bom. Eu sempre digo que o choro lava a alma e limpa o corpo, dessa vez não foi diferente. Não resolveu meus problemas, mas me acalmou, permitiu que a raiva viesse e levou a angústia embora. Lido melhor com a primeira do que com a segunda.
E naquela noite, deitada na cama o sono veio depressa e com força. Agora de algum modo obtuso as coisas estão mais claras um pouco, meus pensamentos estão menos obscuros. Talvez um pouco mais resolva isso, talvez eu que esteja apenas esperando que as coisas, que não acontecem nem são vistas, se resolvam sozinhas.

20 de agosto de 2009

Borboletas no meu estômago

...Algumas horas no meu ventre, outras vai subindo pela garganta.
]
Não sei se o motivo é nervosismo de vestibulanda, ou o que meu irmão disse sobre eu ser medrosa demais, ou essa minha nova paixãozinha platônica pelo bonitinho. Claro, sempre tem a opção de ser apenas ansiedade, porque eu estaria ansiosa é que eu não sei.
Engraçado pensar que é nervosismo de vestibulanda, eu sempre fui tão calma nas provas por aí, só ficava nervosa quando começavam a estudar perto de mim e eu não sabia a matéria. Talvez eu só esteja nervosa porque a data de inscrição está chegando e eu estou com medo de não saber nada e ainda assim a inércia não me deixa fazer mais nada de mais. Hoje eu vi uma menina com a apostila de exercícios cheia de papéis presos com clipes e mostrando-se realmente usada. Meu coração deu um nó na minha garganta.
Logo depois disso o professor comentou algo sobre nunca desprezar um feio, de acordo com ele é melhor beijar um feio do que ver dois bonitos se beijando. Talvez ele tenha razão. Logo depois disso atrás de mim um menino, que eu sei ser amigo do meu bonitinho, comentou algo com outro amigo dele. Não ouvi tudo, pois as risadas da sala e a minha não permitiram, mas o que eu ouvi foi algo sobre umas pessoas, lembro dele dizer que era uma menina, mas acho que essa parte é só fruto da minha memória seletiva, de qualquer modo ele disse que umas pessoas pensavam que um amigo dele era gay e ele não sabiam de onde tiraram isso já que esse amigo dele não era gay. Eu tive que segurar o riso, uma vez que eu tenho bastante certeza, ainda mais agora, que o bonitinho já me ouviu comentar com um amigo meu sobre meu bonitinho ser gay. Eu acho que ele sabe que ele é o bonitinho e que eu acho que ele é gay. Só não sei se o amigo se referia a ele na conversa e/ou se a conversa foi proposital. Foi um pouco ruim isso, quer dizer, agora o problema não é ele e as escolhas de e sim eu e a minha falta de coragem para mostrar a ele uma de suas opções.
O que me lembra do meu irmão agora a pouco me dizendo que meu problema é medo. Medo de tudo, de dar a cara a tapa. Eu que sempre me julguei bastante corajosa, que vivo defendendo meus amigos e encrencando... Talvez ele tenha querido dizer que eu tenho medo de mostrar meus sentimentos, de ser errada e dar errado, de me mostrar e ser julgada do mesmo modo que eu julgo os outros. É, ele tem razão. Eu acho que ando trabalhando nisso, acho que esse ano tenho um pouco menos de medo da opinião alheia, mas que ainda morro de medo do julgamento dos meus pais. Acho que meu problema não é mostrar meus sentimentos e sim o medo de que eles não sirvam para nada, não demonstrem nada e acabem me traindo deixando meu ego ferido, minha auto estima abaixo de zero e minha insegurança acima de cem, o pior é que eu nem sei quando isso começou, se ela tem algo haver ou não.
Também pensou que esse friozinho pode ser ansiedade, parece que alguma coisa vai acontecer, eu não sei o que é, ou se vai mesmo acontecer. Talvez eu quero acreditar nisso porque minha vida anda muito parada e eu não quero sonhar tão alto e tão real como da ultima vez para mover ela um pouco.

Pode ser tudo junto, sempre pode. Pode ser porque eu vejo minha amigas vivendo a vida de faculdade delas enquanto eu fico nesse limbo, sabe-se lá por quanto tempo, o pior é que elas não entenderia porque nenhuma delas passou por aqui. As vezes penso em mudar de carreira, escolher uma mais fácil só para passar logo e acabar com isso, mas mais uma vez tenho medo de não gostar da escolha fácil. Eu não costumo dar valor as facilidades. Mas escrever acalma as borboletas, me da um nozinho na garganta...

...Estou começando a achar
...Que as borboletas estão a voar
...Querendo me recordar
...Que de vez em quando é bom chorar.

Eu sempre achei que as lágrimas lavam o corpo e limpam a alma. Me dê um motivo, só um e eu acho que me rendo as borboletas, acho que depois vou me sentir melhor

18 de agosto de 2009

Limbo

De repente um medo toma conta do meu peito e um desespero insano me domina.
A simples visualização de uma data faz com que eu perca o ar e comece a pensar no meu futuro incerto. Só depende de mim, todo um ano voltado para o fim do ano, voltado mais especificamente para um dia no fim de novembro, se não der certo não vai ser só um ano perdido, vão ter também as comparações com gigante logo acima, vai ter mais um ano no limbo, vai ter meu ego murcho, minha auto-estima abaixo de zero, meus sonhos cheios de desilusões.
Pensar nisso me dá um no na garganta, uma fraqueza nas pernas, eu não quero pensar que vai dar errado, mas é impossível não se perguntar: E se...? Meu estômago congela e as borboletas dentro dele alçam vôo a mil por hora.
Todo mundo já está lá, mas todo mundo que está lá não está onde eu quero estar. Por quê eu tenho que almejar aquilo que é mais difícil? Por que eu não posso simplesmente pensar no hoje e ser feliz agora? É tão cedo para pensar no futuro!
O que vou ser quando crescer? Pergunte para o "eu" crescido o que ele é!
Se ele der uma resposta e sorrir feliz e realizado, por favor, me conte. Quero seguir os caminhos dele, seria mais fácil levar o presente sabendo do futuro.
Poderia não ter a mesma emoção, mas pense bem comigo: Se você soubesse agora que lá na frente você seria uma advogada de sucesso, ou uma médica competente, você não teria muito mais facilidade em lidar com os seus 17/18/19 anos? Gostaria de ter uma bola de cristal para a qual eu diria as escolhas que eu vou fazer agora e ela me diria que resultados a longo prazo eu teria, se fossem bons eu seguiria este caminho, se fossem ruins eu mudaria de rumo.
A felicidade não teria segredo.
O mais engraçado é que nessas horas de medo você nem pensa em batalhar para conquistar seu sonho, você já entra correndo numa igreja, faz um monte de promessas, lembretes mentai para não esquecê-las mais tarde e vai para casa relaxar um pouco porque, afinal, você também é filha de Deus.
No meu caso eu até estou batalhando, mas fico com aquele sentimento constante no peito de que não é desse jeito que eu deveria batalhar e sim de outro, mas agora já esta tarde para mudar, não vai dar tempo, mas aí vem a insegurança de persistir desse modo e sabendo que não é certo e no fim não ser mesmo, mas não tenho abola de cristal então posso estar errada. Pode ser que nem ano passado que eu achava que ia dar tudo errado e no fim quase deu certo, se eu não fosse tão ambiciosa poderia até ter dado.
Ano passado eu tinha dentro de mim uma sensação invejável, para meu eu de agora, de que eu não ia passar, já tinha pensado em quantos pontos eu iria dizer que tinha feito caso fizesse muito poucos. Ah! O ano passado faltou dois pontos! Eu não tinha problema em fazer cursinho, não tinha pressão nem nada. Ah! O ano passado faltou dois pontos.
Esse ano eu comecei com uma sensação de que agora ia, não muito forte, mas presente, agora pensar em não passar me dá um desespero que me falta ar, me faz sentir vontade de chorar e me esconder envergonhada de mim mesma. Não sei se o que eu faço esta certo, poderia passar em muita coisa, mas a essa altura do campeonato eu estou me cagando de medo! Não quero por nada nesse mundo fazer cursinho ano que vem, experimentar essa angústia, culpa por achar que não estou dando o suficiente de mim em mim mesma. Principalmente raiva! Raiva daqueles que dizem que isso é normal, que é só insegurança, que eu deveria confiar mais em mim mesma, que só o tempo dirá.
Porra eu não quero esperar o tempo! O foda é que esse é o único jeito! Por mais simulados que eu faça, mais exercícios que eu resolva, mais duvidas que eu esclareça o único modo de saber se deu certo, se valeu a pena esse ano e tudo o mais é fazer a prova e ver o resultado, o tão temido resultado.
E é também engraçado que eu tenho todo esse medo, mas que também posso me ver perfeitamente cursando uma faculdade, a visualização é melhor quando eu me imagino em outra cidade, mas ainda assim ela existe de qualquer modo. Não é igual a sensação que eu tinha ano passado, talvez porque pensar que vai dar tudo errado é mais fácil, encarar a derrota com a certeza de ter uma segunda chance livre é fácil, mas encarar a derrota sem querer é mais difícil. Eu não sei se me visualizar na faculdade é só fruto dos meus sonhos e imaginação ou se é o mesmo tipo de certeza que eu tinha do ano passado, uma certeza quase certa de verdade.
Eu acho que o vestibular a forma mais verdadeira de formar caráter porque você tem que ser persistente, otimista, desavergonhado, é a verdadeira seleção natural porque só os mais aptos passam.
Até lá....

6 de agosto de 2009

Qualquer viagem

Agora sem ter nenhuma angústia, irritação ou qualquer coisa que me faça voltar desesperada a esse espaço para aliviar meu pensamento me lembrei de algo que de fato sempre me proporcionou momentos tranqüilos e lembranças boas. Acho que pela imagem e pelo título podemos adivinhar o que seja não?
Sim, Viagem, a qualquer lugar, de qualquer tipo. Não pelos lugares, não conheço quase nada, "malema" saí do estado umas duas ou três vezes. Eu me refiro ao trajeto até chegar ao destino, seja ele qual for, perto ou longe, mesmo aqui na cidade, que para ir a algum se chega a ficar horas no trânsito.
Talvez isso me ocorra por não ser a motorista, talvez porque na minha infância e uma boa parte da adolescência eu viajei bastante. Quando criança todo final de semana quatro horas de ida e quatro de volta, tudo isso para visitar meu pai que morava na praia, outra coisa que me faz muito bem independente do tempo, diferente da viagem, já que fico um pouco angustiada diante da neblina, chuva tudo bem, mas neblina me assusta um pouco, não se vê onde vai ou o que vem. De qualquer modo eu tenho a tendencia de me sentir bem durante uma viagem, eu gosto de viajar, especialmente de ônibus, é ruim fazer isso sozinha por não saber como será a companhia, e dependendo do ônibus pode ser desagradável, mas eu me sinto um pouco mais segura pela experiencia do motorista diante da estrada e por ver menos a estrada.
Gosto de viajar a noite, não sei porque, não olho muito para as estrelas, as vezes não acho lua, mas gosto de viajar a noites, especialmente sem nuvens. Gosto de ficar pensando na vida, pensando em uma possível história para um possível livro, gosto de ficar sonhando com um possível futuro, distante ou não, gosto de observar a paisagem, de ouvir a musica que sai do rádio, animada e leve, por favor, se não a viajem só fica mais cansativa. Gosto de parar no caminho, esticar as pernas e voltar pro carro, sento na frente ou atrás e não tenho problemas de ansia, pelo menos não no geral, mas se as curvas apertarem meu estomagos imita.
Acho que pela primeira vez eu escrevo aqui sobre algo que eu gosto sem saber porque, mas que me da essa paz, como se eu estivesse a caminho de um lugar onde meus problemas não existem, ou se for uma viagem de volta a paz de voltar e com calma para lidar com os problemas que me esperam.

17 de julho de 2009

Saudade da paixão

Nunca neguei que sou uma apaixonada por me apaixonar e voilá: Já faz dois ano que não me apaixono platonicamente e sinto saudades disso.

Saudade...
...Daquele lirismo derrotista de não ser correspondida
...Daquela sensação de falta de ar quando ele fala alguma coisa ambígua
...Daquele coração disparado quando por acaso vamos juntos ao cinema
...Daquela fuga que ele representa.

Saudade de ter um ele, porque não?
Estou cansada de olhar bonitinhos e bonzinhos por aí. Quero uma paixonite...
Não! Quero uma paixão! Quero um amor! Quero desejar alguém, quero ser correspondida (na paixão, no amor, no desejo...)!
Quero algo real! Alguém real, que saiba que eu sou real e que sejamos os dois reais como nenhuma de minhas paixonites foi.

Eu quero crescer e ter uma relação madura com alguém adulto, mas com um olhar de menino e que na nossa relação tenha muita molecagem. Não! Não molecagem do tipo sacanagem, se vier que venha, mas molecagem, apenas molecagem.

Eu quero conhecer alguém assim, perfeito pra mim, neste momento e que dure o tempo que durar porque vai ser eterno de qualquer jeito.

29 de maio de 2009

Bonitinho. Meu.

Ele é mais alto, tem os olhos claros que chamam atenção de longe, além de ser mais alto. Não tenho nenhum fetiche ou preferencia por homens altos, mas ele é bem alto. Meu fetiche é por cachos e olhos claros ao mesmo tempo, mas não sou cega, sei apreciar beleza, de vários tipos. E ele é bonito, bonitinho, meu bonitinho. Nunca troquei uma palavra com ele, mas eu o vi várias vezes e ele me viu também, acho que uma vez ele sorriu, mas pode ter sido apenas minha mente imaginativa e confusa. Acho que um dia ele pode até falar comigo, se não talvez eu fale com ele, ou alto dele e perto dele, eu faço isso as vezes, para chamar atenção.

2 de maio de 2009

Nada de novo, de novo!


Você resolve sair com seus amigos e não tem nada para contar. Você sempre tem alguma coisa para contar, mas dessa vez é você que escuta, você que faz perguntas e tenta entender o que estão te falando. Não que você não goste de ouvir, é só que você prefere ser aquela que fala. Você gosta de no mínimo ter os dois. Mas dessa vez não tem nada de novo! De novo!
É como se eu estivesse sentada olhando pela janela, olhando a vida passar lá fora enquanto eu não faço nada aqui dentro. Eu sei que tenho que mudar, que preciso fazer as coisas acontecer se quiser que elas aconteçam, mas não consigo. Eu fico assim parada, não conseigo reagir, é como se eu fosse/estivesse letárgica. E se eu fizer as coisas acontecerem? E elas acontecerem e tudo o mais, e aí eu descobrir que meu foco estava errado? Talvez eu não faça as coisas acontecerem porque sei que primeiro preciso me resolver, me enternder antes de tentar interagir com o mundo. Eu deveria parar de invejar a vida de todo mundo acontecendo e me concentrar nos estudos, no auto descobrimento, no vestibular e no que eu vou prestar. Sempre tem a possibilidade de eu ser do tipo que se descobre integarindo com os outros, mas sei que comigo é diferente: Eu sou do tipo que se descobre sozinha, sentada, pensando e repensando as ações do dia, de preferencia no escuro de uma noite estrelada, sentindo a areia tocar na pele e com o barulho do mar ao fundo. Talvez tudo que eu precise seja isso, um tempo off, naquele lugar que deixou de ser meu, mas estará sempre comigo.

11 de abril de 2009

Assustada pessimista

Eu tenho dentro de mim uma menina insegura, pessimista(talvez apenas realista demais), medrosa, saudosista e carente. Neste momento minha mente voa por campos cheios de pessimismo que me dizem que todas aquelas amizades que eu fiz no colegial não vou durar mais que um ano, algumas até já se foram e ainda não se passaram seis meses. Difícil manter uma amizade de colégio estando distante, não existe mais o encontro todos os dias e isso esfria tudo. Lágrimas assustadas brotam em meus olhos quando penso que um dia eu talvez nem lembre destas pessoas que fizeram meu dia-a-dia durante três anos. No fundo acho que ruim mesmo vai ser lembrar deles neste futuro distante e saber que eles não estão do meu lado onde eu sei que gostaria de mantê-los. Sinto que falta uma parte de mim quando percebo um certo distanciamento daquela amiga por quem daria a vida sem pestanejar, até porque eu adoro um ato heróico e por isso mesmo as vezes me pego pensando que talvez esse sentimento não seja recíproco. Eu costumo me entregar demais em qualquer tipo de relação e às vezes acaba doendo demais quando a relação acaba, quando o outro vai embora. Parte de mim que causa esta dor, lembrando toda hora dos bons momentos e enchendo meu peito de saudades, dói. De vez em quando machuca não por causa da pessoa que estava ao meu lado, mas porque lembro como minha vida era naquele tempo, por pior que fosse, eu sinto saudades e penso em como eu gostaria de me sentir novamente daquela maneira. Talvez eu aprecie esta dor saudosa, sempre soube que eu era parcialmente sádica, e sei que no futuro, em um mês ou em dez anos, vou me lembrar dos tempos de hoje e sentir saudades e peço com todo meu coração para que meus amigos estejam ao meu lado. Sinto que sem alguns deles eu não poderia continuar caminhando, mas odiaria continuar e tê-los distantes, talvez então fosse preferível não tê-los.

28 de fevereiro de 2009

Tudo passa, tudo muda

Nós construímos nossa de vida com um quebra cabeça: juntamos várias peças que representam pessoas, lugares e momentos e montamos da maneira que mais nos agrada, que faz mais sentido para nós. Só que o tempo passa e as peças como pessoas e lugares se movem e se transformam. Algumas saem da figura para nunca mais voltar e quando nós temos esse quebra cabeça intocado há muito tempo uma simples mudança como o afastamento de uma peça nos provoca uma dor incalculável. Imagine agora várias peças se mudando e correndo rapidamente por um quebra cabeça que tinha uma figura perfeita, por tanto tempo, mas que agora está todo bagunçado, sem que ninguém queira, mas para o bem de todos.

Na minha vida eu estava acostumada a ir ao colégio, encontrar meus amigos, minhas amigas, sair com eles nos fins de semana, ir a casa da minha avó aos domingos para comer macarronada, pegar o mesmo ônibus todos os dias, encontrar as mesmas pessoas. Eu estava acostumada há um estilo de vida e se mudasse alguma coisa pequena tudo bem, com mudanças pequenas eu ainda lido bem. Mas eu acabei o terceiro ano e vários amigos entraram na faculdade, eu agora vou para o cursinho e não vou ter ao meu lado aquelas pessoas as quais estou acostumada desde que me conheço por gente, aquelas pessoas que já não me lembro da minha vida sem elas.

O medo é tão grande, medo dessa separação inevitável e do que ela pode nos causar. Me da um nó na garganta saber que mesmo aquela pessoa com quem eu briguei, que eu tratei mal, que eu tive medo de ser amiga e virei colega já não vai estar ali, ela vai mudar de cidade. Assim como aquela outra pessoa que é quase do meu sangue e que nossos corações já batem em sincronia, aquela pessoa também vai se mudar. É tão bobo esse medo, eu sei, mas é que ver essas peças se afastarem, mesmo que continuem por perto, já é estranho, é algo que eu não estou acostumada e eu que se quer sou uma pessoas insegura, acomodada e dependente.

Como eu queria que as coisas só mudassem quando eu quero, do modo que eu quero!Sei que a mudança é certa, que a amizade pode continuar e se depender de mim vai continuar, sei que o medo é infundado, que sou medrosa demais, sei de tudo isso. Mas ainda tenho medo. Porque eu tenho medo de perder aquelas pessoas que tanto amo, porque eu queria ter elas por perto para ficar de olho nelas e garantir que elas sempre me amem e que fiquem protegidas, sob a minha supervisão eu sei que elas vão ficar bem, mas longe? Ah! Elas são tão frágeis! Eu sou tão frágil!


19 de fevereiro de 2009

Princesa Boba!

Por que nos importamos com pessoas que não sem importam conosco?

Por que ficar bravo quando falta consideração dos outros conosco?

É tão bobo o modo que eu me importo com coisas toscas como, por exemplo, convites. Eu fico magoada quando deixam de me convidar para alguma coisa. A explicação pode ser ótima, sem erros e totalmente perdoável, mas eu ainda fico magoada. Também fico magoada quando deixo de fazer algo que eu gosto por uma pessoa e esta pessoa me retribui de modo egoísta fazendo algo que ela quer sem pensar em mim. E me sinto boba, pois sou sempre eu que me importo com os outros, os outros se importam comigo quando estou por perto, mas depois deixam para lá. Eu não, eu sou idiota e me preocupo mesmo longe, mesmo sem vê-los ou ouvi-los.

Eu sou do tipo de garota (ingênua, inocente, boba, sonhadora, chame do que quiser) que cuida dos outros e tenta deixar todos felizes, aderindo seus desejos, por vezes ignorando os meus, tentando conciliar todos, tudo. Sou do tipo que se apaixona por um garoto quando ele abre mão de alguma coisa para fazer algo por mim, do tipo que fica extremamente feliz quando lhe dão presentes sem motivo, uma lembrança que seja, um botão já me deixa alegre. Sou do tipo que não diz “eu te amo” ou “desculpa” quando realmente sente isso porque essas palavras ferem meu orgulho e me deixam vulneráveis, mas eu morreria por alguém que eu me importo. Até porque adoro um ato heróico.

Eu sei usar muito bem as palavras, posso comover uma nação com um discurso e talvez por isso eu não goste de usá-las para mostrar como eu me sinto, as palavras são maleáveis demais, é fácil mentir com elas. Mas tente mentir com um olhar, com um abraço, um beijo ou até um aperto de mão e perceberá que não é tão fácil. Talvez isso me aconteça porque sempre decifrei muito bem as pessoas, e por isso para mim é mais fácil acreditar em um gesto do que um uma palavra. Talvez seja porque as palavras me ferem com facilidade e me impressionam raramente. Talvez porque nunca ninguém fez um gesto bonito acompanhado de palavras sinceras para mim, isso mudaria tudo!



5 de fevereiro de 2009

Vulnerabilidade. Confiança. Conhecimento.


Talvez essas sejam as palavras chave para um relacionamento. Talvez essas sejam as palavras chave para eu não ter um relacionamento. Odeio parecer vulnerável, não confio totalmente em ninguém, odeio que me conheçam demais. Acho que meu problema é com relacionamento. Como é meu relacionamento com meus pais Senhor Psicólogo imaginário? Bom... Não vou entrar aí, mas acho que é nesta relação que se encontra a raiz de todos meus problemas.É só que quando as pessoas me conhecem mais profundamente, conhecem minhas analises de mim mesma quer dizer que elas sabem como me mexer e como se mexerem para me fazer mal. E se eu confiar nela? E se eu confiar nela e ela me ferir.
OHMYGOD!
Acho que acabei de descobrir a origem de meu medo por relacionamento, de meu medo por muito contato, confiança, conhecimento.
Yesgirl,itsallyourfall
Não sei se era assim antes, mas é agora e a única explicação é essa. Acho que a coisa nem é ter sido machucada, é ter sido ferida e não limpar o machucado. Eu nunca pude tirar tudo a limpo, olhar nos olhos e perguntar:
Por quê? Qual a razão? Por favor, não me venha com “sou doente”, quero algo plausível, que seja verdade.
Talvez seja por isso que eu vou continuar assim, fugindo de pessoas novas aprofundamentos de relação, porque eu sei que a verdade nunca vai chegar em mim. Mentira é uma doença. Você tem razão: Nunca minta. Você sempre vai ser descoberta certo?
Acho isso tudo tão besta!
Eu sempre me julguei apaixonada por me apaixonar, não consigo me render o suficiente para ser o objeto de paixão e devoção de alguém. Sei que ultimamente não ando apaixonada, talvez por isso escreva menos. Sempre julguei minha vida chata demais, a não ser quando estou apaixonada. Acho que minha vida é chata sim, como a de todos nós, a grama do vizinho é sempre mais verde, mas quando minha grama está apaixonada... Bom, aí ela fica chata. Só falando nele, sem me concentrar, me maldizendo por não ser correspondida e quando me canso eu simplesmente esqueço. Do modo que for, odiando ou simplesmente esquecendo-me de pensar na paixão. É tão fácil que chega a ser ridículo.
Então um belo dia eu estava andando por ai quando ouvi dizer que amor de verdade, paixão de verdade é que nem amizade de verdade, é correspondida, respondida e vivida a dois. Eu nunca tive isso. Eu sou idealista e autodesconfiante o suficiente para dizer por aí que sim, mas este é um esporário e dizer que sim aqui seria como mentir para mim mesma. Ainda não cheguei neste estagio de autodegradação, pelo menos não neste caso.
Há!
Eu adoro como as coisas sempre estão ligadas umas as outras:Posso relacionar meu medo de relacionamento ao meu relacionamento com meus pais e com ao fato de eu já ter me machucado, coisa que de fato aconteceu por causa do meu complexo de cinderela que faz com que eu seja dependente de outras pessoas e busque incansavelmente um príncipe encantado, que eu nunca vou conhecer porque além de não existir eu morro de medo de as pessoas me conhecerem de mais de modo que eu fique vulnerável.Isso é simplesmente ridículo, ridículo!
Meu irmão diz que esse complexo de cinderela é um fator da minha autodesconfiança. Eu estou sempre com medo de tudo e sempre achando que não estou boa o bastante, achando que tem algo de errado comigo, aí começo a acha que tem algo de errado com os outros porque sou orgulhosa demais para admitir que tem algo errado comigo...quando no fim não tem nada de errado, nem comigo, nem com ninguém. É só falta de autoconfiança que eu acredito ter chegado ao nível da altadesconfiança!Mas pelo menos eu já me dei conta disso e se eu ficar esperta eu posso até seguir em frente, sem, ou controlando, essas coisas.