28 de fevereiro de 2009

Tudo passa, tudo muda

Nós construímos nossa de vida com um quebra cabeça: juntamos várias peças que representam pessoas, lugares e momentos e montamos da maneira que mais nos agrada, que faz mais sentido para nós. Só que o tempo passa e as peças como pessoas e lugares se movem e se transformam. Algumas saem da figura para nunca mais voltar e quando nós temos esse quebra cabeça intocado há muito tempo uma simples mudança como o afastamento de uma peça nos provoca uma dor incalculável. Imagine agora várias peças se mudando e correndo rapidamente por um quebra cabeça que tinha uma figura perfeita, por tanto tempo, mas que agora está todo bagunçado, sem que ninguém queira, mas para o bem de todos.

Na minha vida eu estava acostumada a ir ao colégio, encontrar meus amigos, minhas amigas, sair com eles nos fins de semana, ir a casa da minha avó aos domingos para comer macarronada, pegar o mesmo ônibus todos os dias, encontrar as mesmas pessoas. Eu estava acostumada há um estilo de vida e se mudasse alguma coisa pequena tudo bem, com mudanças pequenas eu ainda lido bem. Mas eu acabei o terceiro ano e vários amigos entraram na faculdade, eu agora vou para o cursinho e não vou ter ao meu lado aquelas pessoas as quais estou acostumada desde que me conheço por gente, aquelas pessoas que já não me lembro da minha vida sem elas.

O medo é tão grande, medo dessa separação inevitável e do que ela pode nos causar. Me da um nó na garganta saber que mesmo aquela pessoa com quem eu briguei, que eu tratei mal, que eu tive medo de ser amiga e virei colega já não vai estar ali, ela vai mudar de cidade. Assim como aquela outra pessoa que é quase do meu sangue e que nossos corações já batem em sincronia, aquela pessoa também vai se mudar. É tão bobo esse medo, eu sei, mas é que ver essas peças se afastarem, mesmo que continuem por perto, já é estranho, é algo que eu não estou acostumada e eu que se quer sou uma pessoas insegura, acomodada e dependente.

Como eu queria que as coisas só mudassem quando eu quero, do modo que eu quero!Sei que a mudança é certa, que a amizade pode continuar e se depender de mim vai continuar, sei que o medo é infundado, que sou medrosa demais, sei de tudo isso. Mas ainda tenho medo. Porque eu tenho medo de perder aquelas pessoas que tanto amo, porque eu queria ter elas por perto para ficar de olho nelas e garantir que elas sempre me amem e que fiquem protegidas, sob a minha supervisão eu sei que elas vão ficar bem, mas longe? Ah! Elas são tão frágeis! Eu sou tão frágil!


19 de fevereiro de 2009

Princesa Boba!

Por que nos importamos com pessoas que não sem importam conosco?

Por que ficar bravo quando falta consideração dos outros conosco?

É tão bobo o modo que eu me importo com coisas toscas como, por exemplo, convites. Eu fico magoada quando deixam de me convidar para alguma coisa. A explicação pode ser ótima, sem erros e totalmente perdoável, mas eu ainda fico magoada. Também fico magoada quando deixo de fazer algo que eu gosto por uma pessoa e esta pessoa me retribui de modo egoísta fazendo algo que ela quer sem pensar em mim. E me sinto boba, pois sou sempre eu que me importo com os outros, os outros se importam comigo quando estou por perto, mas depois deixam para lá. Eu não, eu sou idiota e me preocupo mesmo longe, mesmo sem vê-los ou ouvi-los.

Eu sou do tipo de garota (ingênua, inocente, boba, sonhadora, chame do que quiser) que cuida dos outros e tenta deixar todos felizes, aderindo seus desejos, por vezes ignorando os meus, tentando conciliar todos, tudo. Sou do tipo que se apaixona por um garoto quando ele abre mão de alguma coisa para fazer algo por mim, do tipo que fica extremamente feliz quando lhe dão presentes sem motivo, uma lembrança que seja, um botão já me deixa alegre. Sou do tipo que não diz “eu te amo” ou “desculpa” quando realmente sente isso porque essas palavras ferem meu orgulho e me deixam vulneráveis, mas eu morreria por alguém que eu me importo. Até porque adoro um ato heróico.

Eu sei usar muito bem as palavras, posso comover uma nação com um discurso e talvez por isso eu não goste de usá-las para mostrar como eu me sinto, as palavras são maleáveis demais, é fácil mentir com elas. Mas tente mentir com um olhar, com um abraço, um beijo ou até um aperto de mão e perceberá que não é tão fácil. Talvez isso me aconteça porque sempre decifrei muito bem as pessoas, e por isso para mim é mais fácil acreditar em um gesto do que um uma palavra. Talvez seja porque as palavras me ferem com facilidade e me impressionam raramente. Talvez porque nunca ninguém fez um gesto bonito acompanhado de palavras sinceras para mim, isso mudaria tudo!



5 de fevereiro de 2009

Vulnerabilidade. Confiança. Conhecimento.


Talvez essas sejam as palavras chave para um relacionamento. Talvez essas sejam as palavras chave para eu não ter um relacionamento. Odeio parecer vulnerável, não confio totalmente em ninguém, odeio que me conheçam demais. Acho que meu problema é com relacionamento. Como é meu relacionamento com meus pais Senhor Psicólogo imaginário? Bom... Não vou entrar aí, mas acho que é nesta relação que se encontra a raiz de todos meus problemas.É só que quando as pessoas me conhecem mais profundamente, conhecem minhas analises de mim mesma quer dizer que elas sabem como me mexer e como se mexerem para me fazer mal. E se eu confiar nela? E se eu confiar nela e ela me ferir.
OHMYGOD!
Acho que acabei de descobrir a origem de meu medo por relacionamento, de meu medo por muito contato, confiança, conhecimento.
Yesgirl,itsallyourfall
Não sei se era assim antes, mas é agora e a única explicação é essa. Acho que a coisa nem é ter sido machucada, é ter sido ferida e não limpar o machucado. Eu nunca pude tirar tudo a limpo, olhar nos olhos e perguntar:
Por quê? Qual a razão? Por favor, não me venha com “sou doente”, quero algo plausível, que seja verdade.
Talvez seja por isso que eu vou continuar assim, fugindo de pessoas novas aprofundamentos de relação, porque eu sei que a verdade nunca vai chegar em mim. Mentira é uma doença. Você tem razão: Nunca minta. Você sempre vai ser descoberta certo?
Acho isso tudo tão besta!
Eu sempre me julguei apaixonada por me apaixonar, não consigo me render o suficiente para ser o objeto de paixão e devoção de alguém. Sei que ultimamente não ando apaixonada, talvez por isso escreva menos. Sempre julguei minha vida chata demais, a não ser quando estou apaixonada. Acho que minha vida é chata sim, como a de todos nós, a grama do vizinho é sempre mais verde, mas quando minha grama está apaixonada... Bom, aí ela fica chata. Só falando nele, sem me concentrar, me maldizendo por não ser correspondida e quando me canso eu simplesmente esqueço. Do modo que for, odiando ou simplesmente esquecendo-me de pensar na paixão. É tão fácil que chega a ser ridículo.
Então um belo dia eu estava andando por ai quando ouvi dizer que amor de verdade, paixão de verdade é que nem amizade de verdade, é correspondida, respondida e vivida a dois. Eu nunca tive isso. Eu sou idealista e autodesconfiante o suficiente para dizer por aí que sim, mas este é um esporário e dizer que sim aqui seria como mentir para mim mesma. Ainda não cheguei neste estagio de autodegradação, pelo menos não neste caso.
Há!
Eu adoro como as coisas sempre estão ligadas umas as outras:Posso relacionar meu medo de relacionamento ao meu relacionamento com meus pais e com ao fato de eu já ter me machucado, coisa que de fato aconteceu por causa do meu complexo de cinderela que faz com que eu seja dependente de outras pessoas e busque incansavelmente um príncipe encantado, que eu nunca vou conhecer porque além de não existir eu morro de medo de as pessoas me conhecerem de mais de modo que eu fique vulnerável.Isso é simplesmente ridículo, ridículo!
Meu irmão diz que esse complexo de cinderela é um fator da minha autodesconfiança. Eu estou sempre com medo de tudo e sempre achando que não estou boa o bastante, achando que tem algo de errado comigo, aí começo a acha que tem algo de errado com os outros porque sou orgulhosa demais para admitir que tem algo errado comigo...quando no fim não tem nada de errado, nem comigo, nem com ninguém. É só falta de autoconfiança que eu acredito ter chegado ao nível da altadesconfiança!Mas pelo menos eu já me dei conta disso e se eu ficar esperta eu posso até seguir em frente, sem, ou controlando, essas coisas.