11 de abril de 2009

Assustada pessimista

Eu tenho dentro de mim uma menina insegura, pessimista(talvez apenas realista demais), medrosa, saudosista e carente. Neste momento minha mente voa por campos cheios de pessimismo que me dizem que todas aquelas amizades que eu fiz no colegial não vou durar mais que um ano, algumas até já se foram e ainda não se passaram seis meses. Difícil manter uma amizade de colégio estando distante, não existe mais o encontro todos os dias e isso esfria tudo. Lágrimas assustadas brotam em meus olhos quando penso que um dia eu talvez nem lembre destas pessoas que fizeram meu dia-a-dia durante três anos. No fundo acho que ruim mesmo vai ser lembrar deles neste futuro distante e saber que eles não estão do meu lado onde eu sei que gostaria de mantê-los. Sinto que falta uma parte de mim quando percebo um certo distanciamento daquela amiga por quem daria a vida sem pestanejar, até porque eu adoro um ato heróico e por isso mesmo as vezes me pego pensando que talvez esse sentimento não seja recíproco. Eu costumo me entregar demais em qualquer tipo de relação e às vezes acaba doendo demais quando a relação acaba, quando o outro vai embora. Parte de mim que causa esta dor, lembrando toda hora dos bons momentos e enchendo meu peito de saudades, dói. De vez em quando machuca não por causa da pessoa que estava ao meu lado, mas porque lembro como minha vida era naquele tempo, por pior que fosse, eu sinto saudades e penso em como eu gostaria de me sentir novamente daquela maneira. Talvez eu aprecie esta dor saudosa, sempre soube que eu era parcialmente sádica, e sei que no futuro, em um mês ou em dez anos, vou me lembrar dos tempos de hoje e sentir saudades e peço com todo meu coração para que meus amigos estejam ao meu lado. Sinto que sem alguns deles eu não poderia continuar caminhando, mas odiaria continuar e tê-los distantes, talvez então fosse preferível não tê-los.