11 de setembro de 2009

Sentada na cama...

...com a luz apagada e a porta fechada. Tenho a coberta puxada até o pescoço e estou encostada nos travesseiros que se apoiam na cabeceira da cama. Começo a me sentir sufocada mais uma vez, esse nó que vai e vem agora conseguiu subir pela minha garganta e se libertar do meu peito. Começo a sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e meus lábios sentem o molhado e o salgado doce do meu pranto.
Não sei se foram as palavras escutadas, se foi o modo que elas foram ditas ou se foi por causa da pessoa que as pronunciou, só sei que de repente senti aquele nó subindo e engoli em seco tentando sufocá-lo, mas alguns minutos depois quando fiquei sozinha comigo mesma não vi mais motivo para reprimí-lo e deixei que viesse o choro.
Foi bom. Eu sempre digo que o choro lava a alma e limpa o corpo, dessa vez não foi diferente. Não resolveu meus problemas, mas me acalmou, permitiu que a raiva viesse e levou a angústia embora. Lido melhor com a primeira do que com a segunda.
E naquela noite, deitada na cama o sono veio depressa e com força. Agora de algum modo obtuso as coisas estão mais claras um pouco, meus pensamentos estão menos obscuros. Talvez um pouco mais resolva isso, talvez eu que esteja apenas esperando que as coisas, que não acontecem nem são vistas, se resolvam sozinhas.