26 de janeiro de 2010

Man! I fell like a woman!

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É difícil definir o momento em que deixamos de ser adolescentes para virarmos adultos, não estou falando de puberdade, até porque hoje temos crianças entrando na puberdade, falo de amadurecimento.

Não sei quando foi que passei a brigar pelo que eu acho ser direito meu, mas um dia me vi fazendo exatamente isso e no outro já não brigava só pelos meus direitos, mas também pelo que achava ser certo e justo também aos outros. Não lembro quando foi que tomei coragem para isso, mas lembro que antes eu abaixava a cabeça e seguia em frente aceitando o que quer que fosse e hoje vejo que já não faço isso. Também não sei quando foi que eu comecei a andar na rua sem me importar no que as pessoas estão pensando de mim, nem quando comecei a dançar como se ninguém estivesse olhando, mas sei que antes não era assim, me preocupava com o que os outros pensavam, diziam, viam e ouviam. Acho que não me importar com isso dessa forma faz de mim um pouco mais mulher e um pouco menos menina. Eu vejo essa segurança como amadurecimento. Antes também não conseguia aceitar meus erros e defeitos, pedir desculpas, refazer, corrigir e hoje já não vejo problemas em fazer isso, as vezes meu orulho sai ferido, mas eu aprendi a engolir o orgulho e ser um pouco mais humilde.

São essas pequenas mudanças que fazem com que eu me sinta um pouco mais adulta, um pouco mais mulher. Conseguir deixar as picuinhas bobas do diz-que-me-diz de lado e ter coragem e a humildade de falar na cara, aceitar meus erros e tentar corrigí-los. Até bom senso de engolir todo esse novo amadurecimento, todo meu orgulho ferido,  diante do que não vale a pena, ou do que pode ser machucado, eu aprendi.

Não sei em que ponto desses meus 18 anos e 10 meses  eu mudei, mas sei que mudei e que talvez não tenha sido de todo o mal (uma vez que eu vejo mudanças como coisas ruins).  

10 de janeiro de 2010

Eu sou completa

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Eu não sou o meu cabelo, não sou minhas roupas, não sou meus sapatos, não sou minhas unhas, não sou minha maquiagen, não sou a minha bolsa, não sou as minhas jóias/bijouterias.

Eu sou as minhas cicatrizes, minhas pintas, minhas palavras, meus pensamentos, meu jeito de andar, meu modo de falar, o jeito que eu me mexo, o meu sorriso, minhas espinhas, minhas rugas, a cor dos meus olhos, a consequencia de meus atos. Eu sou tudo isso e mais.

Eu sou um livro aberto ao vento, pronto para contar e para receber histórias.

Tenho defeitos, muitos, incontáveis e insuportáveis. Tenho qualidades, muitas, incontáveis e amáveis. Eu posso ser a pessoa mais legal do mundo, mas também posso ser a mais chata, se você gosta de mim ou não depende do seu ponto de vista, mas de qualquer modo eu sou uma pessoa.  Eu sou uma pessoa completa. Por isso você não deveria me julgar, mas sim tentar me conhecer e formar uma opinião. É isso que eu pretendo fazer com você.

É quase uma resolução de ano novo, me completar cada vez mais e conhecer o quebra cabeça dos outros antes de julgá-lo bonito ou feio.

5 de janeiro de 2010

O que passou, passou?

 

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Sabe aquelas suas amizades da infância, com que você compartilhou brincadeiras,  primeiro beijo, primeiros namorados, primeira vez,  e que depois de terminar a escola acabaram se afastando por que no final cada um segue com a sua vida? É delas que eu quero falar.

Não estou te questionando sobre sobre aquela que no último ano do colégio ficou grudada em você, estou falando daquelas suas amigas que te acompanharam desde que você se conhece por gente. Aquelas amigas que só de pensar em se separar delas já te dá falta de ar, porque afinal esse seu grupo é também seu chão. Esse seu grupo que por mais distante que você ficasse dele na escola você estava sempre por perto.  Aquelas garotas que antes ou depois de fazer qualquer coisa você consultava. Aquelas meninas que te viram chorar de tristesa, coisa que você nunca faz. É dessas amigas que eu estou falando, dessas meninas que fazem parte de você.

Elas me seguraram quando eu caí, eu fiz o meu melhor para segurar elas também. Nós éramos inseparáveis, até cada uma ir para um lado. Nós compartilhávamos uma vida em comum e agora só temos o nosso passado como conexão. Eu não quero viver no passado, ficar no passado, eu quero criar novas memórias, criar um passado para meu futuro, eu quero que elas não me deixem só. Mas até que ponto elas se sentem da mesma forma? Será que eu sou tão importante para elas como elas para mim? O engraçado é que eu que era a fechada.

Hoje cada uma tem uma vida, cada uma tem um futuro e um presente dos quais detalhes eu não sei. Elas estão criando a história de vida delas enquanto eu ainda estou presa no limbo. Talvez seja isso que me assuste, o fato delas já estarem vivendo a vida delas enquanto eu ainda não cheguei a esse patamar.