31 de julho de 2010

Branco

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  Talvez seja falta de inspiração, talvez seja falta de história, material, talvez eu esteja pensando demais, forçando uma coisa que deve vir naturalmente, talvez seja falta de talento.

  Ultimamente, leia-se no ano que se passou, não consigo escrever. Sei que postei mais no blog nestes últimos seis meses do que no ano passado inteiro, mas histórias de verdade não tem mais saído de minha cabeça. Eu penso em uma, tento criar uma linha do tempo dela e quanto acho que já está pronta para ir para o papel, ou no caso Word, simplesmente não consigo passar de uma página, enjôo. Ou então começo a pensar em várias cenas, em várias histórias diferentes, talvez apenas um conto, mas tudo que me vem ao pensamento parece sem sentido, vazio, fútil, fraco.

  Ás vezes acho que estou forçando a barra, que estou querendo escrever minha grande história muito cedo, que ainda tenho tempo antes de ser capaz de escrever meu grande livro, e tento pegar mais leve, crio uma história simples, trabalho mentalmente nela e aí enjôo! Talvez eu deva parar de pensar nela, mas é uma coisa tão difícil, parar de pensar em uma história, é como se pensar em histórias fosse igual a parar de respirar, com a diferença de que eu gosto de pensar, é meu jeito de não sonhar com a vida que eu não tenho e evitar angústias. O problema é que pensar tem me trazido muitas angústias ultimamente.

  Eu tinha tanta facilidade em pensar em Fanfics. E se eu não fui feita para escrever histórias totalmente minhas? Só que dentro de mim eu acho que fui feita para escrever histórias totalmente minhas, tem alguma coisa dentro de mim que não me deixa desistir, que me dá um nó na garganta só de pensar na idéia de parar. Alguma coisa dentro de mim me manda insistir, continuar a pensar que um dia vai haver um click, na minha vida, na minha cabeça, e eu vou saber o que escrever.

  De fato eu não me importo em ter um grande livro publicado, em ser um best-seller, eu só quero ser capaz de escrever uma história totalmente minha, que me faça ter orgulho de ter escrito, se for publicado e virar um best-seller é um bônus bem-vindo, mas o que eu quero é ter um romance para chamar de meu. 

14 de julho de 2010

Um amor assim…

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Diferente, impossível, inexistente, de mentira, para sempre.

Ele é aquele que me conhece desde que eu me lembro, que me mimava, me pentelhava, me usava, me escutava… Foi aquele para quem eu mais fiz doce, aquele que quando o nome era citado em uma conversa e eu ficava roxa, aquele que eu provocava, que eu obedecia, em quem eu batia…

Ele foi meu primeiro amor e talvez tenha sido meu único amor de verdade.

Um amor sem malícia e que não é de irmão, de amigo, ou de adulto. Um amor de criança, que vive apenas no pensamento e nunca ganhará forma, nem nome, mas é um amor que existe e, nesse caso, sempre vai existir. Um amor proíbido, não admitido, um tabu não entendido, mas correspondido.

Um amor assim que é uma mistura de todos os amores, e mora escondido em um dos cantos do meu coração.