20 de agosto de 2010

Um Sorriso Basta

KissWallpaper

 

Para que eu caia ao seus pés.

Só um pouco de atenção, um leve sorriso, um olhar mais demorado e um comentário inocente já me deixam assim: Boba. Pensando nas possibilidades, sonhando com um futuro a dois que nunca vai existir, tentando decifrar atos e palavras que não passam de apenas atos e palavras planos, que não tem nada haver comigo.

E por mais que eu me policie eu acabo voltando ao platônico.

Porque por mais mal que ele me faça, ele também me inebria, me distrai, me faz sonhar comigo mesma. E por mais que eu odeie a dúvida e ás vezes até a distração eu senti falta dele. Eu gosto dele.

Sei o quão patético é.

Eu sonho com algo que não existe e possivelmente não vai existir, mas ao mesmo tempo posso sonhar com algo que venha a acontecer. Talvez essa seja a chave: fazer acontecer. Eu devia realmente tentar fazer acontecer.

Mas eu tenho medo.

Eu tenho medo de tudo. De estar errada, de passar vergonha, de ser rejeitada, de ficar me perguntando “se” para sempre. E mesmo que eu quisesse, eu não sei jogar esse jogo.

Sempre achei ridicula essa brincadeira.

Essa coisa de estar afim, de agir diferente para tentar impressionar, mesmo que seja inconsciente. Eu ria das meninas que passavam a mão no cabelo e riam, que tocavam no ombro do objeto de desejo. Eu ria dos meninos mentindo para demonstrar coragem, flexionando os braços para mostrar o muque.

Eu sou do tipo que fica no canto observando.

Que perde oportunidades, que na única vez que se declarou foi por manipulação e acabou em arrendimento. Sou do tipo que prefere o platonismo a arriscar a ser real.