26 de outubro de 2011

Embalagem vazia

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  Nunca fui numa balada, eu sei, 20 e nenhuma balada, trágico! Eu mesma não sinto falta, acho que sou um pouco anacrônica no que se toca a balada, não gosto de lugares escuros, não gosto de não ouvir minha própria voz na hora de socializar e não me sinto confortável em lugares muito lotados. Ah! O principal: não acho que conseguiria fazer como tantas meninas fazem de ficar um vários homens numa noite, na verdade não acho que conseguiria ficar com um garoto que nunca tivesse visto na vida. Acho que sou uma garota à moda antiga.

  Eu gosto de conversar, gosto de sentir uma conexão que vá além da química, gosto de sentir aquela ansiedade e aquele arrepio do estar interessada. Sem contar que eu tenho essa louca necessidade de me sentir especial. Não consigo me imaginar sendo apenas mais uma garota que o cara vai beijar e que no dia seguinte nem vai lembrar meu rosto, muito menos do meu nome. Detesto ser tratada diferente por ser bonita, ou por estár feia e é isso o que acontece na balada, o cara te avalia com base na sua aparência e então decide se vai, ou não, ficar com você. Não sou uma embalagem vazia! Tenho sentimentos e inteligência e não apenas peito e bunda.

  A ncecessidade que nós jovens temos de sexo e do prazer sexual é grande, eu sei, mas acho que meu orgulho é maior. Não consigo me permitir ser apenas mais uma para qualquer cara que seja. Minha auto-estima e meu ego clamam pelo inesquecível e não dá para ser inesquecível em uma balada. Talvez isso mude, esse sentimento todo, afinal, tanta coisa tem mudado… Até lá, muito prazer, meu nome é Carol Neëh! e “I’m not one of those girls”.

11 de outubro de 2011

Não é TPM.

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Não é passageiro.

Eu achei que fosse, que essa angústia, que essa sensação de não ser entendida, que esse nó na minha garganta fosse sumir logo, mas ele não sumiu. Sou eu, faz parte de mim. Eu tento não ligar, tento não me importar com o que eles dizem, mas parece que está ficando impossível. Eu queria poder simplesmente sumir do mapa até essa sensação de estar sendo ignorada, exagerada, passar.

Meu complexo de Cinderela me diz que eu só preciso sentir o amor de alguém, sem julgamento. Porque a verdade é que essa besteira de que você encontra amor incondicional só na sua família é a maior merda que alguém já inventou. As pessoas acreditaram nessa merda e agora elas acham que podem te tratar do jeito que bem entendem, sem respeito, sem consideração, que está tudo certo, que você não vai se importar, porque afinal você é filha, você é irmã, você é alguém que os ama e é amado incondicionalmente. Besteira. Sou filha, sou irmã, mas preciso de respeito, consideração e educação como todo mundo, mais importante: preciso sentir que sou amada incondicionalmente.

E é só colocar uma música e pensar no assunto que já sobe o nó, pode ser qualquer música… maldita arte.

E as vezes parece que não importa o que eu faça, ou que atitude eu tome, as coisas não mudam. Eu tento relevar, tento não discutir, tento sair e esfriar a cabeça, esquecer, deixar para lá, mas de um jeito ou outro, passa algum tempo e eu volto a me sentir assim: errada, ignorada, frustrada, um lixo. Mas não se preocupe, é só em casa, é só com aqueles que deveriam me dar amor incondicional.

E justo esse ano, esse ano que eu queria estar bem para fazer a prova, esse ano que eu achei que ia dar tudo certo. E eu culpo meu irmão. Não por precisar culpar alguém, não por causa do nosso relacionamento tortuoso, mas por causa do primeiro dia do ano, daquele dia que ele arruinou porque enchou a cara e me deixou puta da vida. Aliás, pensando bem minha mão também é meio culpada, na véspera do ano novo ela foi uma vadia e tentou me obrigar a ir a uma festa de ano novo que eu não queria, então ela me deicou chateada durante a virada, isso deve ter afetado tanto o resto do ano quanto a bebedeira do meu irmão.

Sim eu sou supersticiosa.

Eu sei que eu já disse que esse ano foi bom porque eu amadureci e etc. e eu realmente quis dizer aquilo, mas também foi uma merda, foi um dos anos que eu mais me senti angustiada, ignorada, lutando contra um gigante. Acho que é nos anos ruins que a gente cresce, afinal precisamos superar as coisas ruins, continuar andando, seguir em frente em busca de algo bom, algo que valha a pena. Talvez passando por coisas ruins nós apreciamos melhor as coisas boas, não só por já estar crescidos, mas também por saber a diferença.