5 de janeiro de 2012

Fechado pra balanço

percorrendo o caminho da vida     2011 foi um ano difícil, começou com a morte do meu pai em 2010 e termina agora com o fim das provas da segunda fase em 2012. Além de mais longo que o normal foi também o mais tumultuado, sem dúvida que foi mais difícil do que qualquer outro e ainda assim mais fácil de levar. Talvez tenha sido mais fácil de levar porque eu cresci, aprendi a me impor mais, a agir um pouco de acordo com o que eu acredito, a não ter tanto medo de mudança e até a ansiar por ela. Eu me descobri um pouco mais, aprendi que minha força está nas minhas amizades e que mais do que ficar planejando o futuro também é necessário deixar os dias correrem. Descobri que minha mãe pode ser louca, favorecer meu irmão descaradamente, não ter um pingo de semancol e ter uma memória absurdamente seletiva, mas que também se não fosse pelo jeito dela de sempre ajudar os outros sem nem mesmo saber direito de quem se trata ou qual a injustiça eu não seria essa garota boba que sonha em de algum jeito mudar o mundo e se eu não fosse assim, eu não seria ninguém. Também teve a descoberta de que meu irmão não é deus, não está sempre certo e que nós temos uma relação doentia de competição e ciúmes, até o ponto de confundir minha identidade, mas que apesar disso a gente se ama e se fosse necessário eu sei que ele daria tudo por mim, assim como eu faria o mesmo por ele.

  Em 2011 eu fiquei admirada e encantada por professores, pela paixão com que eles davam aula, seja a matéria qual fosse e com isso descobri que não é é verdade o que falam, que a gente só pode ser verdadeiramente feliz se trabalhar com o que gosta. Com esses mesmos professores aprendi que todos somos humanos, com defeitos e qualidades, mesmo que mascarados pelo profissionalismo. O Maurício me mostrou que a única opinião que importa a respeito de mim e da minha vida é a minha, que ser idealista é pra qualquer idade e que a busca pela sabedoria não se restringe apenas a intelectualidade, mas também a conhecer si mesmo e a sempre tentar ver o mundo de maneiras diferentes. O Thiago me mostrou que querer desempenhar uma função social é bom, mas que não é necessário que esqueçamos de nós mesmos para realizar esse feito, também que nunca é tarde para começar a aprender alguma coisa diferente e que tudo acontece por uma razão. O Gian me mostrou que por mais coisa que a gente saiba, nós não conseguimos saber tudo, conseguimos apenas continuar a tentar nos aperfeiçoar sempre e que cair é normal, mas que a natureza humana é se levantar e continuar a caminhar, por pior que tenha sido a queda. O Artur me mostrou que é muito fácil criticar uma atitude, discurço ou pessoa e que não importa o quão boa seja a solução para os problemas do país, alguém sempre vai acabar pagando o pato e ficando infeliz, é muita gente e nunca é possível vcoê agradar a todos com suas atitudes. O Bucci me mostrou que a poesia caminha ombro a ombro com a vida, com a música, essa música bem feita que antes eu não sabia apreciar, mostrou também que quando se trata de suas opiniões, crenças e felicidade não se deve dar ouvido aos outros, não vale a pena.

  Eu sempre digo que confio nos produtores de House(série americana), que sempre que eu não estou gostando da série eles dão um jeito de deixar ela incrível, então eu confio neles. Esse ano eu aprendi a confiar no roteirista da minha vida, não sei se é deus, o destino, os astros, a sorte, ou quem sabe agora seja meu pai? Só sei que comecei o ano chorando, batendo o pé que preferia morrer do que voltar ao cursinho e a vida me surpreendeu com um tapa na cara de aprendizado e fazendo deste último ano um dos melhores da minha vida, no cursinho, em casa, nas amizades… Foi difícil, doloroso, mas foi sentido. Os últimos anos eu não senti, não aprendi. Esse ano eu senti, aprendi. As vezes é preferível sentir dor do que não sentir nada.

Adeus 2011 e, por favor, não leve nada do que você me deu com você, eu gosto das minhas cicatrizes e se você quer saber, espero que 2012 me traga algumas também.

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