1 de fevereiro de 2012

Frustração na vida alheia

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  Eu fico extremamente irritada quando eu digo meus planos para o futuro aos meus amigos e família e ao invés de eles acreditarem eles dão risada e dizem coisas como “tadinha, acha que vai ter tempo de fazer tudo isso” ou “ai menina, você sempre quer dar o passo maior que a perna né?”. E você lá sabe o tamanho da minha perna? E você lá sabe minha capacidade de fazer malabarismos com o tempo? E então vem meu irmão, dizendo que vai ficar rico, que é fácil, que é assim e assado e eu penso “ coitado, dando o passo maior que a perna”. E eu lá tenho o direito de dizer o tamanho da perna dele?

  Parece que é uma necessidade universal as pessoas que não conseguem ou não realizaram tudo o que querem dizer aos outros que eles não conseguem, que eles não podem. Taí, eu sempre disse que desafio as possibilidades, desafiei várias até agora, mesmo que batalhando mais do que seria justo, então não me diga que eu não consigo, porque você não tem noção do que eu sou capaz. E a mesma coisa se aplica a meu julgamento dos sonhos do meu irmão, eu não fico fula da vida porque ele sempre consegue o que quer? Por que ele consegue o que quer e com mais facilidade do que qualquer um outro? Pois bem, que ele consiga ser rico e que eu tenha tempo para tudo.

  Que acabem as limitações impostas pela sociedade frustrada! Meus sonhos, meu tempo, minhas pernas. “Não me diga que o céu é o limite quando há pegadas na lua”.

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