24 de fevereiro de 2012

Mimada

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  Eu sei. Culpem meu pai, minha avó, os empregados do hotel do meu pai e um pouco meu irmão, talvez até uma pouco minha mãe. Depois de um tempo pensando e refletindo percebi que o real motivo de eu sofrer tanto por não passar na USP foi o simples fato de eu não ter conseguido o que queria.

Quando eu quero uma coisa e não consigo não aceito bem, principalmente nesse caso da USP onde todos sabiam que era o que eu queria e todos souberam quando não consegui, o fato de ser um fracasso público envolve orgulho e aí o buraco é mais embaixo. As vezes eu quero uma coisa, mas não digo nada, só olho, penso no assunto e mantenho silêncio e nem faço nenhum esforço para obter o que eu quero, aí se eu não consigo tudo bem, ficou chateada, mas levo com mais facilidade, afinal, eu nem tentei. Com a USP não foi assim, com meu professor não foi assim.

Duas semanas atrás tive que lidar com outra frustração, a de mandar uma mensagem no Facebook praticamente chamando meu professor para sair e não ter resposta. Eu queria ele e pela primeira vez em anos fiz algo para conseguir e fui rejeitada por Facebook, envolve orgulho, envolve engolir a seco, mas é uma coisa boba, que não dói, mas incomoda pelo simples fato de não ter conseguido o que eu queria. A perda foi dele. Fato. Mas meu orgulho que saiu ferido. Foi ai que percebi o quão mimada eu sou, o quanto eu odeio ser contrariada, o quanto eu gosto de ter as coisas do meu jeito e o quanto a vida odeia me deixar satisfeita.

Pois é, mimada, caprichosa, autoritária, orgulhosa… Eu sei. Mas acho que se eu não fosse assim a vida não seria tão saborosa, afinal, são os dissabores e contradições que apimentas a vida né?

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