30 de março de 2012

Desabrochar

borboleta

  Acho que um ano frequentando a psicóloga fez muita diferença na minha vida, claro que junto com outros fatores, mas hoje eu vejo exatamente no que eu mudei nesse ano que passou. Esse ano que começou em novembro de 2010 com a morte do meu pai e acabou em fevereiro de 2012 com meu ingresso na faculdade.

  Eu percebi que hoje já não sou mais tão insegura, já não sou mais tão medrosa e nem tenho a auto estima tão baixa como antes. Me sinto mais forte, não da boca para fora como das outras vezes, mas de verdade, vendo essa força aplicada no meu dia a dia quando eu faço o que eu quero sem me importar com o que os outros pensam que eu deva fazer; quando eu consigo dizer não àquilo que eu acho errado, mesmo sabendo que eu possa passar por chata; quando eu faço planos para minha vida sem perguntar nada a ninguém. São coisas bobas, que parecem simples e automáticas, mas não são, não no meu caso que abaixava a cabeça por tudo e para todos. Hoje eu me analiso e não vejo nada que eu precise mudar, antes era só mudanças e reformas. E aquele medo absurdo de mudanças e dessa fase da minha vida que eu tinha antes… Era besteira. Essa fase é ótima, é muito parecida com todas as outras, talvez parecida demais, mas tudo bem, eu mudo ela um pouco. Eu quero mudar tudo! Acho que me falta é exteriorizar um pouco essa mudança que aconteceu dentro de mim, no visual mesmo sabe? Sinto que minhas roupas já não dizem mais quem sou eu, sinto que meu circulo de amizades, apesar de eu gostar imensamente dele, pode se expandir e que eu já estou emocionalmente pronta para viver essa vida que por tanto tempo eu deixei parada.

  Acho que esse ano de psicóloga fez com que eu aprendesse a caminhar com as minhas próprias pernas e não depender tanto dos outros e agora eu sinto como se estivesse na hora de seguir sozinha, por mais que isso me assuste um pouco. Acho que hoje eu sei que mesmo que eu tropece, eu não sou a única que tropeçou e posso muito bem me levantar, seja sozinha, ou com ajuda, a escolha é minha e não preciso ter vergonha de pedir ajuda ou mesmo vergonha de ter tropeçado.

13 de março de 2012

Passos firmes

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  Esse comecinho de ano tenho reencontrado muita gente que estudou comigo, há três anos atrás, no colégio. Seja em uma trombada na faculdade, um balanço do ônibus ou mesmo fuçando na internet, todos tem uma coisa em comum: todos mudaram. Não mudaram muito fisicamente, mas o suficiente para fazer com que eu sentisse que eu não mudei. Uma menina já está quase formada em direito, trabalhando, agora perdeu peso e veste social, a outra está no segundo ano de pedagogia e tem um filho de dois anos, o outro fez intercâmbio pela faculdade, o outro ainda está fazendo, uma que era super masculina está uma moça e está namorando… Aí toda aquele sentimento de mudança que me enchia o peito no fim do ano passado se desvanesce e só resta um aperto que me diz que eu estou atrasada.

  Eu não mudei, meu cabelo continua o mesmo, minhas roupas continuam as mesmas, meus sonhos ganharam forma mas continuam por se realizar, meus dramas de amor platônico não se moveram um centímetro e meus amigos… eles também me parecem os mesmos. Será que o grupo todo ficou para trás? Será que eu estou vendo passar o trem da mudança e não percebi que devo embarcar? Eu não vejo esse trem! Não vejo nada no momento. Ando meio perdida, meio que tentando me adptar a nova rotina, meio que tentando criar uma nova rotina e isso tudo me assusta. Não é segredo para ninguém que eu sou uma medrosa, mas não quero ser aquela que nunca muda por medo. Eu estava tão crente que estava mudada, que estava mudando, com minhas próprias pernas, dando passos pequenos e saindo devagar da minha zona de conforto, mas será que estou devagar demais? É o mais rápido que eu posso ir! Não posso me apressar demais e depois ter um breakdown como no rolo da Unesp, de que adiantaria?

  Não sei, me bate um desespero de querer mudar logo, mas eu não consigo simplesmente me jogar… eu tenho medo de mudar, mas também não queria continuar a sentir que não mudei nada, que estou regredindo! Eu preciso me organizar, até lá vou continuar a andar no meu próprio rítimo, afinal, essas pessoas que mudaram tanto nunca foram meus amigos, nunca os admirei por nada, não vai ser agora que vou começar a me medir por eles.

1 de março de 2012

Arrebatador

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  Talvez seja por isso que eu tenha tanta insegurança e medo em relação ao amor, claro que não é só isso, mas acho que isso deve ser grande parte do meu problema. O que é isso? Falta Paixão.

  Eu sou  uma romantica apaixonada por estar apaixonada, viciada em amores platônicos e com uma imaginação invejável, mas sou também insegura e racional e uso minha racionalidade para não me entregar completamente a uma paixão e assim evitar me machucar, mas não adiante, o vazio que fica no lugar da bolha do amor platônico quando ela estoura machuca do mesmo jeito.

  Eu queria uma paixão de verdade, que me fizesse perder o chão, que me conquistasse pela realidade da profundidade e do físico-químico, que arrebatasse minha alma antes que eu pudesse impedir. Eu queria uma paixão com P maiúsculo e que valesse apena até depois que desse errado, porque uma paixão de verdade tem que dar errado, acontecer de modo fulminante, mas finita. Eu queria perder a razão.