9 de junho de 2012

Será que pode?

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  Mais ou menos oito anos atrás, em um sábado, pouco antes das sete horas, eu sentei ao lado do meu pai, lá na sala de televisão do hotel, para ver tevê com ele. Lá fora a noite estava caindo, era verão e teria churrasco, meus amigos ainda não tinham aparecido, então eu resolvi me sentar ao lado dele, naquele vão entre os almofadões, apoiando a cabeça no ombro dele. Passava essa série que ele já tinha dito que parecia ser boa e que ele queria que eu visse, eu vi, achei mais ou menos, ainda não gostava de séries assim, gostava só de The O.C., e para falar a verdade nem prestei muita atenção ao programa, afinal se meu pai gostava eu não deveria gostar, ele geralmente gostava de coisas chatas e eu tinha 13 anos. Uns dois anos depois, em um fim de domingo, eu entro no quarto dos meus pais, aqui em São Paulo, meu pai está deitado na cama vendo a mesma série, um episódio diferente, reprise da segunda temporada. Eu prestei atenção nesse episódio, gostei e passei a acompanhar na televisão, fiquei fissurada em dois personagens e comecei a assistir só para provar ao meu pai que eles ficariam juntos, eles tinham química, não importava que ele havia sido casado com a outra e ainda amasse ela um pouco.

  Como a foto deixa claro a série era House. O primeiro episódio que eu vi e não prestei atenção foi o Piloto e já nele eu tinha sentido química no casal. O casal era Huddy(House+Cuddy). Como não tinha televisão a cabo pedi para o namorado da minha amiga gravar as temporadas em dvds para eu ver no computador, daí aprendi a baixar séries, procurei fangroups no Orkut e passei a ler fanfics, algumas, passei a escrever fanfics, algumas, songfics, e começar a conversar com gente como eu, que gostava de séries, que queria o casal junto. Não sei se fiz amigas, mas é bom a gente conhecer gente com quem nos identificamos e me identificar com essas pessoas já basta. Mantenho contato com ela no Facebook, algumas por mensagens de celular e com outras pessoas converso cara a cara. E talvez Huddy não tenha sido meu primeiro shipper, afinal eu antes via The OC e torcia pelo Ryan e pela Marissa, assim como pelo Seth e pela Summer, mas Huddy foi o shipper que me levou de volta a escrita, que fez com que eu descobrisse que talvez eu fosse boa nisso, que as pessoas gostavam do que eu escrevia.

  House foi uma série que me absorveu, foi um elo de ligação entre eu e meu pai, entre eu e a escrita, entre eu e as pessoas parecidas comigo, entre eu e minha imaginação, meu lado romantico… Então ver essa série acabar, ainda que não do jeito que eu queria, faz com que eu fique sensibilizada. Eu até aprendi algumas coisas com essa série, sobre as pessoas, sobre mim  mesma… Hoje essa série já não ocupa tanto espaço no meu coração, mas a verdade é que eu acho que nenhuma outra série vai cnseguir ocupar tanto espaço no meu peito, não só pelo fato de eu ter crescido e agora ocupar esse espaço com coisas mais reais, mas porque acho que nenhuma outra série vai conseguir fazer tanta diferença na minha vida como House fez. 

Um comentário:

Tatiana disse...

CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!
Lembra de mim? a Tate, do cursinho Etapa! Queria tanto voltar a ter contato com você meu, outro dia achei umas fotos nossas e pensei "O que aconteceu q eu nunca mais soube dela?!"

Tanta coisa mudou, mas o carinho que eu sinto por você não!
Me manda um email se vc quiser! Por favoooor, to com saudade ahaahah
tateeeee@hotmail.com.