19 de setembro de 2012

No fim do arco-iris

 

sonhos2

Me mata ver como ela consegue simplesmente não se importar. Me mata ver como ela está cavando cada vez mais fundo a própria cova. Meu irmão a compara com uma viciada em heroina e apesar de eu não concordar com o jeito prepotente de ele falar sobre o assunto, consigo ver de onde vem a comparação. Será que ela vai precisar chegar no fundo do poço para perceber o quão mal ela está? Mas e aí? E quando ela chegar vai fazer o que? Como vai ser? O que vai acontecer conosco? Eu tenho um medo tão grande desse fundo do poço. Acho que no momento este é meu único medo fundamentado, e o maior de todos eles. Talvez por ser um perigo iminente. Será que eu vou ter que fazer mais um esforço para ajudar? Eu odeio esse sentimento de que na verdade eu sou a única a fazer esforços, sei que nem é uma verdade, mas se eu fizer o que penso que pode ajudar vai ser um grande esforço da minha parte. Talvez eu esteja disposta(mas não tão disposta assim) a fazer isso porque querendo ou não sinto culpa por estar fazendo uma faculdade paga, por outro lado exigiria grande esforço da minha parte pois envolveria quebrar vários preconceitos meus. É um pensamento adolescente e infantil, mas as vezes parece que tudo que dá errado nessa família dá de errado comigo… e mesmo falando isso sei que é mentira. não sei, vou falar com ela. Talvez não seja a pior coisa do mundo.

E hoje choveu, choveu e não estava sol, mas eu queria que estivesse e queria que tivesse surgido um lindo arco iris, só para que eu pudesse tentar buscar o pote de ouro no final dele, porque do jeito que as coisas tão só mesmo acreditando em contos e feitiçarias para ver a luz no fim do túnel.

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