28 de dezembro de 2012

Merecimento?

 

Solidao

    Será essa a palavra chave?

Ontem vi um filme onde ouvi uma frase bastante interessante: “nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. Achei interessante porque até hoje nunca realmente aceitei o amor de ninguém exceto o da minha família e amigos, nunca aceitei o amor de um homem, de um garoto, de um namorado. E aí fiquei me perguntando: será que nunca aceitei amor nenhum por achar que não mereço ser amada, ou por me achar tão especial que nenhum amor que me foi oferecido foi suficiente? É complicado porque até, mais ou menos, dois anos atrás minha auto-estima era baixa, eu melhorei bastante depois da psicóloga, mas ainda assim, não sei se foi suficiente. Sim, eu, agora, tenho vontade própria, menos medo, me deixo levar mais pela curiosidade e pelo acaso, mas não sei se mudei no aspecto amoroso também. Sei que ainda tenho meus próprios preconceitos, sei que superei meu complexo de Cinderela, mas ainda não vi nenhuma mudança concreta, ainda não me abri inteiramente ao amor.

Não sei. Talvez ainda não tenha conhecido a pessoa certa, mas enquanto isso, por que não me permito um pouco de diversão com as pessoas erradas? Por que seleciono tanto? As vezes eu simplesmente penso demais e acho que é isso que eu espero de um amor: alguém que me faça parar de pensar. É isso que encontro nos livros, filmes e séries, então espero encontrar na minha vida. No fundo acho que eu sei que meu problema é que eu acho que mereço demais, por isso seleciono tanto, até meus amigos eu selecionei. Tenho medo de estar perdendo alguma coisa com isso… Maldito orgulho que me domina, quem se importa com a dignidade hoje em dia? Orgulho e medo, me marcar com coisas que minha memória não apagará… Não, certas coisas, certas pessoas, simplesmente não merecem entrar na minha vida, na minha história, é melhor que fiquem na periferia, no suburbio da minha existencia.

As pessoas aceitam o amor que acham que merecem e eu ainda não achei ninguém digno do meu coração. Eu sei que isso tem haver com admiração, essa necessida de admirar quem eu gosto, deve ter também haver com dad and mom echoes, mas taí uma coisa sobre a qual eu não quero pensar muito.

23 de dezembro de 2012

O tempo passa…

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  E as minhas idéias mudaram, meus conceitos, vontades, sonhos e amores são outros. Meu eu antigo se dissolveu no vento e outro nasceu.

Há mais ou menos 6 anos atrás eu estava perdidamente apaixonada por um garoto, que depois foi meu amigo e com quem eu ninca tive nada, mas por quem sempre nutri enorme carinho, hoje eu já não falo mais com ele. Eu fiz tudo errado e perdi sua amizade e hoje acho que ele me odeia e eu sinto pena dele por perder tempo e energia me odiando. Há mais ou menos cinco anos atrás eu estava perdidamente apaixonada por outro garoto, que me iludia como ninguém, atiçava meu fogo e depois queimou meu coração… Hoje já não falo mais com ele, sei que ele namora uma menina com quem nunca fui com a cara e as vezes me pergunto o que raios eu via nele? Para os dois escrevi alguns versos, alguns textos, coisas que hoje leio e sinto uma nostalgia, aquela nostalgia que se sente quando se tem saudade do sentimento da paixão. Eram versos bonitos, e eu quero me apaixonar de novo, mas hoje quero uma coisa mais real, madura, quero coração acelerado e também companheirismos… talvez hoje eu busque algo ainda mais difícil de encontrar do que ontem, mas continuo na luta, continuo esperançosa.

Há mais ou menos quatro anos atrás eu entrei no cursinho, lá fiquei por três anos, sobrevivi a meu amigos passarem no vestibular, a solidão, a morte do meu pai, a pressão, a Franca, a novas amizades, a paixonites por professores e a total e completa paralização da minha vida. Três anos sonhando com a USP, com a SanFran, com um ano de intercâmbio nos EUA, com trabalho voluntário e preguiça de não pagar a faculdade. Hoje estou no Mackenzie, fiz amizades ótimas, sinto uma super pressão para não ficar de DP por causa do preço, mas acho que isso reflete no meu desempenho academico de forma positiva, faço francês, estagio e faço natação, coisas que não estavam nos meus planos quando eu estava no cursinho. Não faço trabalho voluntário e desiste das poucas oportunidades que tive. Todo aquele plano de vida que eu tinha já não persiste na minha mente, hoje estou confusa, não sei para onde ir ou o que quero depois da faculdade e estou tranquila com isso. Hoje estou dando mais chance ao acaso, confiando mais e até um intercambio voluntário por conta eu vou fazer!

Há um ano atrás eu fazia planos a longo prazo e hoje faço a curto prazo, aprecio mais o meu dia a dia e confio mais no destino. Minha vida não saiu como eu esperava que saísse ano passado, deu voltas e eu chorei bastante, mas também não consigo me lembrar de uma época em que eu tenha me sentido tão completa como agora, uma época em que tudo estivesse tão bem como agora. E dá até medo de que essa fase boa seja passageira e logo logo venha a tempestade, é como se eu não estivesse acostumada a felicidade… E talvez eu não esteja mesmo, mas em 2013 vou tentar me acostumar.