24 de fevereiro de 2013

E nessa ânsia…

 

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…De me apaixonar eu caio no platonismo novamente. Fico me dizendo que a culpa é da pulseira que arrebentou bem quando eu o conheci, mas não foi só isso, foi uma vidente idiota dizendo para minha mãe que meu príncipe estava a caminho há algum tempo, que já estava chegando e que era moreno, que eu deveria olhá-lo se preconceitos, foi minha melhor amiga me enchendo sobre ele, me dizendo que ele era fofo, foi aquele olhar, naquele jogo e depois naquela noite, foi sua doçura, sua educação, seu senso de humor, quando o conheci… Mas agora é a ânsia de me apaixonar, de ter companhia, de esquecer quem não se deve mexer.

E eu sei que é platônico porque mal o conheço, gosto da idéia dele, da idéia de me apaixonar, de ter alguém. E mesmo o pouco que eu conheço dele me dá mostras que ele não é certo para mim, mas aí lembro da vidente da minha mãe e de que eu estou sozinha por escolher demais, então talvez simplesmente devia dar uma chance a ele, conhecê-lo melhor antes de julgar. Aí vem o orgulho, duas vezes falei com ele e depois fiquei sabendo que ele disse que falo muito. Idiota. Não sei em que contexto ele disse isso, nem com que tom ele disse, mas ainda assim, idiota. No fundo existe também curiosidade, sabe para ter certeza que não é ele, que a vidente estava errada, que a pulseira nem se quer funcionou e que minha catraca seletiva tinha razão. E também existe um pouco de orgulho, agora sinto necessidade de mostrar para ele, esfregar na cara dele, que aquela garota que fala demais é a garota que ele quer.

Mas a verdade é que o que eu mais gostaria é de esquecer ele, tirar ele da minha cabeça logo, antes que não dê em nada, como sempre e eu fique me sentido mal. Porque toda vez que não da certo fico me sentindo fraca, covarde, por não ter tentado nada, com auto estima baixa por não ter feito ele tentar algo e idiota por ter me deixado levar novamente pelo platonismo. Fazia tempos que não deixava isso acontecer, foi só o professor bonitinho um ano e meio atrás…

Eu quero o real, o sentimento real e verdadeiro.

19 de fevereiro de 2013

Diário de viagem - Salvador 07/02 a 17/02

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10 dias é muito tempo para ser retratado de uma vez só, então vou retratar agora os 4 primeiros, que já foram incríveis. Ok, sim, eu menstruei logo no dia da viagem, mas o ob veio em meu resgate. Embarquei em um avião pela segunda vez na minha vida e o frio na barriga na hora da viagem ainda existe, principalmente na decolagem, fiquei com medo de na hora da aterrissagem não conseguir descompressar direito, mas deu tudo certo e eu cheguei em salvador em um calor de 30 graus, sorte que já tinha sido avisada para viajar de shorts, não importando o quão frio estivesse em são Paulo, minha família sim, eles vieram todos de calça e sofreram como calor, rezando para que chegássemos logo no hostel. Pegamos a vans e viemos, os desvios devido ao carnaval Jah existiam, mas conseguimos chegar com a vans aporta do hostel. Aqui descobrimos que só um quarto estava pronto, o outro ainda estava sendo montado, tipo montado mesmo, lá havia uma cama de casal e eles desmontaram para montar as beliches e camas de solteiro. Tudo bem, deixamos tudo em um quarto, onde já havia uma argentina, e fomos almoçar. Comemos em um por kilo barato demais para ser verdade, as três horas da tarde, e depois fomos até o farol da barra do outro lado da praia. Lá sentamos na praia e ficamos batendo papo até acharmos que já era hora de voltar, aí uma parte voltou pela avenida e eu e a Silvia voltamos pela praia com o Edson. Quando chegamos tomamos banho e já descemos para a varanda do hotel, onde foi montado o camarote. Foi ótimo. Ver os artistas famosos de perto, ainda que cantando apenas 2 músicas, é incrível, mas cansativo. O carnaval começa as cinco da tarde , então quando chega meia noite, uma ou duas da manhã, o cansados bate pesado, afinal já curti sete horas de carnaval.

No dia seguinte, sexta, acordamos, tomamos café e fomos ao shopping comprar algumas coisas que um ou outro esqueceu em são Paulo e depois fomos a praia onde tomamos sol, comemos mini porções de acarajé e peixe e tentamos nadar, mas o mar estava bastante agitado, a maré estava alta o suficiente para passar sobre as pedras da praia da barra e chegarem fortes a areia. Saimos de la correndo para o hostel tomar banho, com medo de perder algum trio, eu consegui pegAr todos e até tirar fotos e filmar, coisa que no dia anterior não fiz pois a câmera estava sem bAteria. Nesse dia também falei com a Pammy e fiz uma promessa mental de levar ela a um show da Ivete, pois a coitAda realmente queria estar aqui. No sábado aconteceram muitas coisas. Acordamos e tomamos café e depois esperamos uns aos outros para banho e saímos todos para almoçar no shopping, pois todos queríamos comer direito. No shopping comi no burguês King e ganhei um squeeze, depois voltamos ao hostel, pois o shopping fechava as duas e demos uma volta na praia, só uma voltinha pois não havia tempo de sentar, o primeiro trio já estava para sair e nos tínhamos que tomar banho. Nesse dia o camarote encheu muuito! Mal havia espaço para andar e a noite teria sido um lixo se umas garotas aqui do hostel não tivessem chamado eu e a Silvia para comer, elas são divertidas e todas as melhores atrações já tinha passado, então eu fui e dei muita risada com elas, mas como todos os dias dormi cedo, só que no outro quarto. O ar condicionado do quarto que minha mãe está, aquele que estava sendo montado quando chegamos, quebrou e como o calor aqui é insuportável alguns de nos trocaram de quarto.

Hoje, domingo fizemos um bArraco aqui no hostel, primeiro sobre a lotação do camarote, depois sobre o ar, o ar foi consertado, o camarote estava cheio novamente. Depois do café da manhã fomos a praia e ficamos perto do farol, como no primeiro dia , pois o meio da praia onde ficamos no segundo dia estava meio cujo. A praia é linda, mas a água fica agitada depois da uma, pois a maré sobre e como já é o quarto dia de carnaval a praia já está um pouco suja, mas foi legal. Ficamos nas pedras no mar e depois de voltarmos ao hostel, tomar banho e ver o olodum fomos almoçar. Nesse dia a Cecília, a argentina que conhecemos foi com a gente a praia, ela é muito legal, meio maluquinha, mas divertida. Além dela conhecemos algumas outras pessoas, como a Cris e a Mirian com quem fui comer sábado a noite e o Daniel, um outro argentino simpático do hostel e o Miguel, que parece cachorro sem dono, ele terminou recentemente o casamento, e apesar de não falar muito comigo eu meio que gosto dele, daquele ar de cachorro sem dono e ele é bonitinho, mas parece gostar mais da Silvia e da Nádia. Bom, hoje de noite ficamos mais lá fora, na frente de hostel, do que aqui dentro, acabou sendo melhor tirar fotos perto da pipoca do que dentro do camarote, isso me irrita muito, mas até que foi legal, tirando o fato do Thiago e o Luizinho chegaram com as namoradas e parece que o Luizinho perdeu a carteira. Tadinho, mal chegou e foi roubado e eu filmando trio elétrico na pipoca e nada! Mas o mais legal foi quando um filho de Gandhi de verdade me deu um colar, ele estava com a namorada e minha tia pediu um colar, que eu descobri que serve para proteção, aí ele deu o colar e deu par Minha outra tia também é eu pedi para tirar uma foto das duas com ele, um moreno alto e até bonito. Foi candomblé me deu o colar e aí a cunhada ele falou que eu tinha que sair na foto também é aí tiramos as fotos. Ele explicou que o colar era de ogum e oxalá e que os mais claros eram de iemanjá, que ele estudava os filhos de Gandhi há uns 15 anos e ainda não sabia tudo, que a maior parte das pessoas usava a roupa e nem sabia direito o que caça coisa significava e que a troca do colar por u m beijo não era errado, mas que distribuir os colares era inicialmente uma forma de distribuir o amor, espalhar a paz no carnaval. Achei legal e pretendo pesquisar mais sobre isso.

Aliás a pipoca a maior parte das vezes é muito cheia, e os trios ficam parando nos camarotes dos famosos e puxando o saco dos famosos e é um camarote do lado do outro, sem espaço entre eles, por toda a avenida, cujo trânsito fica interrompido durante todos dos dias do carnaval. E é uma cidade suja, com muitos negros e tem muita gente bonita, que não tenho certeza se são turistas ou daqui mesmo.

Bom, a segunda parte do diário de viagem faço outro dia, agora está tarde e vou dormir.

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Hoje é quarta feira de cinzas. Segunda foi um dia normal, acordamos, tomamos café e fomos a praia, enquanto estávamos lá passou o bloco dos filhos de Gandhi, que foi muito bonito. Eu não beijei ninguém, mas senti a paz que eles queriam passar, a tranquilidade e minha tia e minHa tia foram na pipoca do bloco, assim como elas foram na pipoca do olodum. Todos trio é cercado por uma corda, dentro dessa corda fica o bloco, que são as pessoas com abada e em volta das cordas as pessoas se empurram loucamente tentando seguir o bloco, essa é a pipoca. Bom depois dos filhos de Gandhi voltei para praia, peguei minhas coisas e vim tomar banho, mas vim sem o resto do grupo, eles vieram depois. O carnaval nesse dia foi ótimo, estava muito cheio, como de costume, então ficamos na rua, mas fui na pipoca de Ivete com a argentina, Cecília, depois fui comer Temaki com as meninas do quarto debaixo e por isso perdi Daniela e depois vi a apresentação da Claudia que estava incrível como sempre. Na terça, depois do café, minha mãe, a Neide e o Paulinho foram procurar hotéis, eles querem mudar desse hotel e eu acho bom, se estivesse sozinha aqui eu ficava, mas eles querem mudar, então vamos mudar. Quando eles voltaram a norma, que vem reclamando de tudo na viagem, e o Edson tinham ido a praia do forte, que é do lado do farol, perto de úmidos hotéis que Elsa tinham visto mais cedo, então fomos todos encontrar eles e aproveitamos para ver o hotel. Vai sair um pouco mais caro do que ficar aqui, mas o hotel é um pouco mais exclusivo, afinal, é hotel é não hostel. Nesse dia chegamos a praia tarde e saímos tarde, perdemos alguns blocos, mas os que eu realmente queria ver eu vi: Daniela e Claudinha! A Daniela não tem muita presença no trio, mas é uma graça, linda e carismática. A Claudinha... Puxa, eu adoro a Claudinha! Cada apresentação dela foi diferente da anterior, foi o primeiro ano dela com o trio dela mesma e ela estava incrível! No primeiro dia ela cantou com o psy, que é o cara do momento, no segundo sozinha, no terceiro ela cantou dance bem ou dance mal e bonita e gostosa com as frenéticas e depois ainda cantou extravasa que estava mantinha cabeça naquela mesmíssima manhã, no último dia ela cantou sozinha, mas cantou uma música com o Gilberto Gil, camarote expresso 2222 e dançou com a Sheila carvalho, que estava no trio dela. Adoro a Ivete, mas a segunda apresentação dela foi igual a primeira e ela não passou aquela energia que ela tem, que a Claudinha passou, a Claudinha teve uma presença maravilhosa! Bom esse foi o último dia de carnaval e hoje, quarta feira ainda nem sei o que vamos fazer.

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Na quarta de manhã, depois de escrever aqui, fui com a Neide, a Nádia, a Ana, a Zuleika, a Silvia e a Cris no arrastão, que é um trio que sai lá pelas 10 da manhã na quarta ee cinzas e fecha o carnaval. Nos fomos até o farol, de onde saem os trios, esperamos lá e d3pois seguimos o trio até o Che lagarto. Foi bom, no trio estava a Ivete, a Daniela Mercury e o Saulo Fernandes, vocalista da banda Eva que agora vai seguir carreira solo. Foi o único dia que consegui ver a Daniela de verdade, ela é linda! Era para ter tido Carlinhos Brown também, mas por uma briga dele com a prefeitura ele não foi, o que me deixou meio barata com ele, poxa, a briga dele é com a prefeitura não com povo! Anyway, depois de voltar ao hostel arrumamos nossas coisas e mudamos de hotel, fomos para um no porto da barra, mais novo e confortável, com menos pessoas nos quartos, eu fiquei com a Ana, dormindo na cama de casal, ela na de solteiro e o quarto tem TV, ar condicionado, não é tão quanto quanto Che lagarto. O problema é que isso nos fez perder meio dia e quando finalmente terminamos a mudança e saímos para passear já era três da tarde! Aí fomos ao pelourinho, passeamos no mercado modelo, onde comprei várias coisinhas, como lembrancinhas para as amigas e para mim, tirei foto com os capoeiras que estavam dançando na frente do mercado e depois fomos ao elevador Lacerda, que essencialmente não tem nada demais, ele liga a cidade alta a cidade baixa e a vista quando você chega a cidade alta é linda! Do elevador Lacerda fomos andar no centro histórico, a ideia era ir a casa de jorge amado, mas estávamos todos com muita fome, então enquanto procurávamos um lugar com comidas típicas aberto aproveitamos para passear, só que não passamos por mais nenhum lugar famoso. Jantamos, pois já era umas sete horas e depois voltamos ao hotel, prometendo voltar outro dia para conhecer a casa de Jorge Amado, a igreja do ouro e do Bomfim. Chegamos no hotel, nos trocamos e ansiamos para encontrar o pessoal do Che lagarto e ir a um barzinho comemorar o aniversário da Silvia. Foi todo mundo e eles são divertidos, mas não ficaram muito tempo pois estavam todos muito cansados, alguns viajavam no dia seguinte, então quando voltamos ao hotel, de táxi, era umas meia noite e logo depois já dormimos.

Na quinta acordei cedo, as sete, pois íamos sair as oito para ir de van a praia do forte, passando por outras praias. Acabamos saindo as oito e meia, minha mãe e minha tia atrasaram todo mundo, o que me deixou muito brava e mau humorada, não sei se foi porque se fosse eu fazendo isso ela ficaria bbrava, ou se foi tem pós menstruação, o resultado foi que fiquei putissima e quando entrei na vans me dei conta que tinha esquecido a câmera no quarto delas, quando fui busca-las, aí ei um xilique! Chorei de raiva e disse que foda-se, vamos embora, não vou subir para buscar a câmera! Aí seguimos e no meio do caminho para Itapuã me lembrei que tinha colocado a câmera em outra bolsa, a da minha mãe e não da minha tia, mansão podia falar nada depois daquele chilique todo, ia ficar desmoralizada! Então quase não tirei foto em Itapuã, na lagoa do não sei o que não tirei nada e na praça Vinicius de morais tirei as fotos com a câmera da Nádia, na praia do forte, depois de dormir na estrada para lá, tirei algumas fotos com a câmera da Silvia, quando sai para caminhar e chegando de volta a mesa disseram que acharám minha câmera, aí fingi a mais completa surpresa e passei a tirar fotos com ela então. Andei para os dois lados da praia, lá é lindo, mas tem muitas pedras, que se por um lado formam piscinas naturais maravilhosas, por outro impedem um nado de verdade, como eu gosto. Aliás as praias aqui da Bahia tem muitas pedras, mesmo Itapuã, praia da barra e do forte da barra, todas elas tem muitas pedras, o que as deixa lindas, mas impede um nado perfeito. Enfim, a praia do forte é um vilarejo de ricos, um paraíso natural recém descoberto, com uma boa infra estrutura, complexas, restaurantes e etc, voltados exclusivamente ao turismo, é legal, mas não consegui deixar de pensar que seria mais bonito e duraria mais se não tivesse tudo aquilo que o homem construiu, pois agora, mesmo sem querer, estamos ameaçando o habitat das espécies que vivem ali, como peixes e tartarugas. Depois voltamos e quando chegamos a salvador novamente pegamos um trânsito que gerou piadas comparando salvador a são Paulo, mas foi legal, o motorista da vans colocou legião para tocar e nos ficamos cantando enquanto o sol se punha. Depois voltamos ao hotel, tomamos banho enrolamos um pouco, fiquei vendo vídeos na internet e aí fomos jantar em um restaurante aqui perto, menos a Neide e o Paulinho, pois eles foram ao hospital, o Paulinho está com infecção urinária. nesse dia comi de sobremesa profiteroles, foi a primeira vez que comi e nao tenho certeza se ele estava certo, mas estava uma delicia. Voltei para o hotel meia noite quase e cai direto na cama, exausta.

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Na sexta ficamos na praia do hotel de novo, todos estávamos muito cansados e a praia do porto da barra é linda. No começo fiquei chateada de não sair para conhecer lugar nenhum, mas depois fui nadar e vi a água cristalina, com um cardume de uns mil peixinhos passando debaixo de mim e mudei de ideia, achei ótimo ficar ali. A água é tão calma como a do hotel era e tem uns barquinhos de pescadores parados ali, a areia é bem parecida também, mas a faixa de areia é pequena e bem inclinada, a do hotel em Ilhabela era quase reta. O mais diferente de salvador, quando comparadores Guarujá é que os guarda vidas são mais ... Bem apessoados. Hahahaha mais fortes e bonitos. Outra coisa é que fiquei o dia todo quase na água, mas passando protetor e buscando a sombra quando fora da água. Houve um momento que um cara qualquer, desconhecido, chamou a Nádia para andar de jetski e ela foi! Depois ela voltou e a Silvia foi, eu não tive coragem, com elas eu brinquei que o cara podia me levar para qualquer lugar, sem contar que eu podia cair, achei melhor não. Nesse dia, no fim da tarde tentei ver o por do sol do farol da barra que é o mais bonito de salvador, mas não deu tempo, resolvi tomar banho antes e acabei perdendo, no fim da viagem não vi, e fiquei chateada por isso, mas passou logo, vi o finzinho e o começo e isso acabou sendo o suficiente. Depois fomos todos a praia do rio vermelho comer o acarajé da barraca da dinha, que é dito como o melhor, mas a verdade é que eu não achei nada demais e hoje sei que quero passar um bom tempo sem comer acarajé, nessa viagem comi o suficiente por um ano! Lá também tinha tapioca e eu queria, mas acabei não coMendo, pois depois íamos jantar na barra, no rio vermelho mantinha lugar, e eu queria jantar de verdade. Jantamos no barramento, em frente ao Che lagarto, a comida estava boa e o Petit gateau melhor ainda. Depois disso voltamos caminhando para o hotel, minha mãe foi de ônibus, mas eu não queria gastar mais 2, 80, pois já tinhamós ido ao rio vermelho de ônibus, e a noite estava linda para andar. Tinha um helicóptero sobrevoando o mar que vivia sumindo e fiquei brincando que ele era um ovini!

No sábado íamos acordar cedo e acordamos, mas a Neide e o Paulinho enrolaram e acabamos saindo quase onze horas para ir a igreja do nosso senhor do Bonfim. Lá comprei mais fitinhas, amarrei uma na grade e outra no pulso, fiz praticamente os mesmos pedidos e estava tendo missa, então esperamos acabar e depois demos uma volta na igreja. Minha mãe e minhas tias viram a missa mas eu não me importo com missa, gostei da energia do lugar no entanto, estava sempre ventando, principalmente quando amarrei a fita no pulso, senti isso como um bom presságio. De la pegamos o ônibus e fomos ao pelourinho novamente, passamos pelo mercado modelo, pois algumas pessoas ainda não tinham terminado as compras e de la a norma e a Nádia foram embora, pois não queriam mais ver o pelourinho. Do mercado subimos o elevador e fomos almoçar no pelourinho mesmo, depois vimos a igreja de são Francisco, conhecida como igreja do ouro, uma das obras de arte mais barrocas do Brasil e ela é linda, de verdade, é indiscutivelmente linda! Do lado tinha uma sorveteria francesa onde comi um sorvete de um sabor horrível, que me fez temer por um possível intercâmbio na França, não sei quanto tempo sobrevivo sem sorvete. Aí eu e a Ana corremos descendo a ladeira para ir para a praça do pelourinho mesmo, mas chegando vimos a casa de Jorge amado fechada, fechava mais cedo de sábado. Vi a fachada, mas não pude entrar, vi a sacada onde Michael Jackson fez seu clipe com o olodum, mas não tinha nada demais ali. Então, depois de encontrar o resto do grupo fomos embora de volta ao hotel para nos arrumAmos para saí para jantar. No jantar comecei a desconfiar que atendimento lento é algo típico de salvador, não sei se é impressão pois sempre que vamos jantar já estamos morrendo de fome ou se é lendo como dizem que o baiano é. Ficamos 40 minutos esperando dois pastéis! Até tínhamos pedido mais, mas cancelamos e fomós embora, cansados, com sono e fome, menos eu, meu pastel chegou pouco antes de cancelamos os pedidos, então eu fui pro hotel dormir e o resto pediu uma pizza no hotel mesmo, delivery.

Domingo queria ter acordado as sete, ou iria a praia ou ao terreiro da mãe menininha, mas por uma confusão com o fim do horário de verão acabei acordando as oito e pensei até que eles já tinham ido ao terreiro, eu tinha decidido ir a praia mesmo, mas no fim o terreiro estava fechado. Não que eu não tenha curiosidade, eu tenho, muita, mas fiquei receosa, não tenho proteção de religião nenhuma e acredito que o candomblé e a umbanda, por mexerem com espíritos e passado são muito poderosos então achei melhor não ir, além do mais amo praia, na praia sinto uma paz indescritível, me sinto completa, me sinto eu mesma, como se nada mais importasse, calma, tranquilidade.... Eu amo praia. Minha mãe acabou indo comigo e saímos de la as onze, tomamos banho, terminamos de arrumar as malas e deixamos todas as malas num quarto só, aí saímos para almoçar. Comemos no mesmo restaurante de quinta feira e depois fui tomar sorvete com a tia Zuleika. Na volta consegui fazer o checks-in pela internet e assim coloquei todos que estavam no mesmo voo juntos, para o bem e para o mal, pois agora qualquer um pode ler o que eu estou escrevendo. Fomos de vans do hotel para o aeroporto e agora estou no voo, já não senti aquele frio na barriga na decolagem, acho que estou perdendo o medo, me acostumando. Quando chegarmor em são Paulo vamos de vans para casa, novamente e por isso término aqui meu diário de viagem. Meu saldo é de que esse foi o melhor carnaval de todos!

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6 de fevereiro de 2013

Duas histórias, dois sentimentos

 

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  Hoje caminhando na Consolação, indo para o trabalho fui parada por um cara bastante educado. Ele tinha seus vinte e poucos anos, pele levemente morena, usava óculos escuros, camiseta branca e jeans e falou comigo em inglês. Ele perguntou se eu falava inglês, respondi que sim, perguntou onde era a Paulista, respondi para ele seguir em frente, perguntou se meu inglês era bom, eu disse que sim, mas tinha sido pega de surpresa, depois a conversa ficou mais pessoal… Ele perguntou o que eu fazia, onde eu trabalhava, se eu estudava, falou um pouco dele, que era sua primeira viagem ao Brasil, que ele era da Líbia e trablhava como tradutor em um consulado lá, que vivia viajando, principalmente para o Canadá, para fazer cursos de inglês. Ele contou que chegou a morar no Canadá, enquanto fazia seu mestrado e que teria que voltar lá em breve, para mais um curso e que gostaria de conhcer alguém legal lá, uma namorada, para se apaixonar. Sabia que era uma indireta, mas desconversei, falei que namoro exigia tempo e estabilidade e ele não tinha isso, eu não tinha isso. E falamos sobre mais coisas, sobre como os povos da américa do sul são mais receptivos, gostam de abraçar, ele disse que gostava disso e eu disse que não era lá muito de abraços. Ele falou que ia passar o carnaval no Rio com um grupo grande, 10 pessoas, e que havia sido convidado por uma brasileira recém conhecida e eu disse que ia a Salvador. Foi assim até chegar a Paulista, lá nos separamos sem saber o nome um do outro, como eu sempre faço, mas tendo em mente que mantive uma conversa, em inglês, com um líbio, que estava sim dando em cima de mim, mas nem liguei, ele foi sutil e era diferente.

Foi só mais uma conversa com um desconhecido, mas eu gosto dessas conversas peculiares.

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Me irrita, me entristece, me frustra e me decepciona ver pessoas que formam idéias, na maioria das vezes pré-concebidas, sobre um assunto e se recusam a entender mais, a ver de outro modo a mudar de opinião. O pior é que na minha família isso é tão presente, eu, minha mãe, meus irmãos, minhas tias, minha avó, meus primos e primas… É quase como se eles todos vissem o mundo só em preto e branco e se recusassem a ver em cores quando essa opção lhes fosse apresentada, é um preconceito com certos assuntos, idéias retrógradas tidas na ignorancia do mundo monocromáticos e eu… Eu quero ver tudo em cores nítidas, diversos tons, quero mudar de opinião, quero formar algumas opiniões, entender o que não entendo e antes de julgar saber a fundo do que estou falando.

Eu me sinto enjoada quando vejo eles expressarem essas opiniões em público, sinto vergonha, os amo, todos, mas sinto vergonha de ver suas idéias expressas onde todos podem ver como eles pensam…fechado. E aí sinto um pouco de vergonha de mim, por sentir vergonha deles.

2 de fevereiro de 2013

Alma Gêmea

 

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  Será que existe mesmo essa coisa de alma gêmea? E se existe, será que ela é necessariamente alguém porquem você se apaixone? Alhuém que você ame no sentido… bíblico? Uma vez minha tia, espirita, me disse que almas gêmeas existem sim, mas podem ser alguém de nossa família, um amigo ou amiga, qualquer um. Assim, as vezes acho que minha alma gêmea é minha prima, ou minha amiga, ou mesmo que está fragmentada em diversas pessoas, um pedacinho em cada pessoa da minha vida que eu quero manter ali para sempre. Outra parte de mim acha que é um príncipe encantado, que vai aparecer na minha vida a qualquer momento e nós seremos eternamente felizes.

  Minha imaginação e minha solidão não ajudam. Cada vez que vejo um cara diferente, conheço um homem que pensa como eu, ou mesmo apenas passo a ter contato com uma nova pessoa do sexo masculino já penso: pode ser ele! Talvez ele seja o cara que vai me fazer feliz para sempre, com ele vou viver meu grande romance! E aí nada acontece. Eu não faço nada, com o tempo e conhecendo melhor a pessoa acabo me desencantando e partindo para um novo sonho, uma nova paixão platônica. Na revista de horóscopo de 2013 que em 2012 acertou quase tudo dizia que esse ano eu me interessaria por um cara provavelmente mais velho, que esse romance tinha tudo para dar certo e que ele possivelmente era minha alma gêmea e eu o conquistaria agindo com meus atos maduros de sempre. Eu sei, é horóscopo, não dá pra confiar, até porque é muito SE numa mesma previsão, mas… E se estiver certo? A revista acertou muita coisa em 2012, eu conferi ao fim do ano! Então agora, mais do que nunca, cada homem, garoto ou pessoa do sexo masculino que conheço, penso que pode ser ele, minha alma gêmea. Penso isso até de um cara, mais velho e que admiro e me entendo bem, que já conhecia. Será o benedito?

1 de fevereiro de 2013

Diário de Bordo - Paraty

 

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Semana passada foi o feriado de aniversário de São Paulo, caiu em uma sexta feira e logo cedo a Ellen me deixou na casa do Flávio, namorado da Pammy, para que nós fossemos viajar. Fomos em seis pessoas, dois casais e dois solteiros, sem clima para que ficassem juntos, apenas uma viagem de fim de férias. E foi incrível. Foi a primeira viagem que eu fiz apenas com amigos e para um lugar desconhecido, bem eu já havia ido para Paraty, mas era muito pequena e não me lembrava, só recordava a estrada do ouro e isso foi de alguma ajuda nessa viajem.

Acontece a que Pammy viu o caminho pelo Google Maps e ele nos mandou até cunha e de lá desceríamos o que descobrimos no meio, ser a estrada do ouro. Ela é uma estrada de uns 8 kilómetros, de terra, cheia de buracos e nosso carro era semi-novo e dos nossos amigos era baixo. Nessa parte já começaram as risadas, conseguimos manter o bom humor mesmo nessa hora. Chegamos em Paraty, nos instalamos no hostel e fomos almoçar, depois fechamos um passeio de escuna para o dia seguinte e aí seguimos para a praia. Acho que a praia que nós fomos era a praia do pontal, perto do centro histórico. Tudo bem que janeiro é uma época de chuva, mas a praia era bem estranha, a areia era meio lodosa, a água morna e meio barrenta, eu e a Pammy entramos juntas e demos muita risada com nossos próprios chliques de nojo, a ponto de uma garota que estava ali nos dizer que só estava assim devido as chuvas, aí caia água do morro e deixava a areia assim. Nós não nos importamos, saimos dali e avisamos os outros, então ficamos apenas sentados bebendo e conversando até a hora de ir embora. Depois do banho no hostel saímos de novo, fomos até o restaurante Paraty 33, que é bem gostoso, mas não foi meu lugar favorito por ser um pouco mais caro e não tão aconchegante quanto os outros lugares. Era engraçado andar no centro da cidade, o tempo estava chuvoso e o chão do centro histórico é de pedras, então tinha bastante poças d’água e nós ficavámos desviando e nos equilibrando no chão.

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No sábado foi o passeio de escuna. Foi ótimo. A escuna, como sempre, estava cheia, mas ninguém nos incomodou, tinha outro grupo grande de SP que era bem engraçado e as paisagens eram incríveis. Paramos em duas ilhas e duas prais, os nomes que me lembro são Lagoa Azul e Ilha da Cotia. Nadamos bastante, demos risada uns com os outros, principalmente eu e a Pammy, depois que começou a chover no meio do passeio. Na escuna estávamos em um parte que molhava e enquanto todo mundo fugia a chuva nós não nos importávamos, ficamos até mesmo nos brincando de nos molhar, sentando de baixo da parte da lona que acumulava água e nossos amigos nos jogando essa água. No fim do passeio parte do nosso grupo subiu para o segundo andar da escuna, que não tinha cobertura e ficou por ali, tomando chuva sem se importar, fazendo brincadeiras infantis e dando risada. Na volta pra casa nos separamos de novo e eu, a pammy e o flávio fomos procurar o azeite de alho que ele queria comprar, mas nos perdemos, na chuva, eu de saída de praia branca, molhada, fazendo a alegria da rapaziada. Mesmo assim demos risada, achamos o azeite e usamos ele na pizza no jantar daquela noite. Foi o melhor jantar. Fomos numa pizzaria muito aconchegante no centro histórico chamada Porto da Pinga, a pizza é um pouco diferente da de São Paulo, mas é gostosa, leve e principalmente, o lugar já contou com a presença do Chico Buarque. Cheguei a tirar foto com a foto dele, escrever meu apelido na lousinha do lugar, bater papo com o dono da pizzaria, que era francês e ouvi Chico a noite toda porque o músico ouviu eu surtando e dizendo que amava ele (Chico). Depois que saímos ficamos passeando no centro histórico e só voltamos para casa bêbados de sono, menos um casal, que não tava muito afim de passear, e eu e a pammy começamos a falar besteiras.

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No domingo choveu mais, então não deu para fazer o passeio para as cachoeiras que nós queriamos, aí resolvemos visitar a praia do forte e do jabaquara, que dava pra ir andando, mesmo sendo meio longe. A vista do forte é linda, mas com a chuva não pudemos ver muito e a praia do jabaquara era longe e a chuva começou a encher o saco então paramos na praia que tem no meio do caminho, cujo nome não lembro, mas sei que tem um bar que chama balacobaco. Nessa praia eu e a pammy fomos as únicas a entrar na água. Confesso que a areia dessa praia não era muito melhor que a do pontal, mas era mais firme, menos lamacenta. O legal era o mar, um rio desaguava ali perto então a água não era tão salgada e era engraçado porque com isso o mar era gelado como rio na superfície e quente como…banho abaixo da superfície e a diferença era muito nítida! Depois dessa praia voltamos para casa, no caminho o grupo se separou novamente e minha parte foi comprar as lembrancinhas no centro histórico enquanto a outra parte almoçava. De volta ao hostel todos tomamos banho, pagamos a conta e nos separamos de novo, meu grupo ainda tinha que almoçar antes de pegar a estrada e o outro estava pronto pra ir. Fomos no Margarida Café, onde a comida é um pouco cara, tudo é um pouco caro, mas é gostoso, o ambiente é aconchegante e tem jazz e no fim tomamos um café que eu gostei bastante e aí fomos embora. Na estrada de volta pegamos uma parte livre de bater 170km com o carro na reta enorme e vazia que tinha, mas outra parte tão parada que demoramos 2 horas para fazer 15km. Era engraçado mesmo assim, com o cansaço, porque queríamos ultrapassar o resto do nosso grupo, então ficavamos mandando mensagens para eles para saber onde eles estavam e mudávamos de faixa para ultrpassar 2 carros naquelas duas filas enormes e paradas! Acho que só não alcançamos nosso objetivo porque fizemos uma parada pouco antes do ponto onde o trânsito se dissolveu e eles puderam avançar sem medo, mas não me arrependo dessa parada. Compramos salgadinhos e fomos ao banheiro, mas a fila das mulheres estava enorme, e era uma pessoa por vez, a dos homens tinha tres pessoas, entre elas o flávio. Então a pammy disse que se não chegasse mais ninguém e o ultimo da fila entrasse e saísse nós íamos no masculino. Sozinha eu jamais teria tido coragem, mas quando chegou a hora pammy me puxou e nós entramos, ela segurou a porta enquanto eu fui e vice versa, um cara tentou entrar e ela mandou ele esperar e quando nós saímos rindo o namorado dela já estava lá fora morrendo de vergonha e o cara que tentou entrar estava super confuso. A fila do banheiro feminino nem tinha se mexido.

A viagem foi ótima. Cheguei em São Paulo domingo, ou melhor, segunda as três da manhã, fiquei a semana inteira cansada, mas valeu a pena. Eu adorei as risadas, a sensação de ter passado três dias no paraíso, de ter gastado uma nota, mas não me arrepender de nada. A única coisa que me incomodou um pouquinho foi que com os dois casais eu as vezes sentia um pouco o vazio de não ter ninguém pra amar, mas era só as vezes, entre as risadas e paisagens. O mais legal é que essa viagem me deu gás para realizar outras, curtir mais, nem que sejam viagens pequenas como essa, valem a pena, ainda mais com amigos divertidos como os que foram com a gente.