16 de maio de 2013

Mulher Maravilha

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Não sei se já falei aqui, mas a verdade é que eu tenho um puta orgulho da minha mãe. É lógico que nós vivemos entre tapas e beijos e não sei se ela tem orgulho de mim, mas eu tenho muito orgulho dela, assim como tinha do meu pai. Uma amiga da minha mãe diz que a vida dela daria um livro e eu concordo, sempre achei que a vida dos meus pais seriam grandes livros de superação, mas o foco é minha mãe, já que o dia das mães passou.
Minha mãe foi a segunda de 11 filhos, ajudou minha vó  a cuidar de todos os irmãos mais novos, ajudou na criação deles, costurou roupas para eles (uma tia minha ainda tem o vestido de formatura do colégio, que foi minha mãe que fez e sempre que surge o assunto todas lembram que minha mãe costurava vestidos lindos pros bailes), deu bronca, expulsou uma tia minha da casa dos meus avós (a mais nova, quando ela já tinha 15 anos e minha mãe descobriu que ela não ia a aula há um tempão para ficar nos barzinhos bebendo), enterrou o irmão caçula, teve só um homem a vida toda (!), criou meu irmão mais velho como se fosse filho dela quando não era, fez questão de fazer meu avô se reaproximar do primeiro filho dele (de outro casamento e que mesmo depois da morte do meu avô continuou a frequentar a casa da minha avó e hoje os netos dele chamam minha vó de vó), ela foi mais de uma vez na secretaria da fazenda do estado pedir pro secretário da fazenda pra transferir meu avô para são paulo e assim ela, com menos de 30 anos conseguiu trazer a família toda de Fernando Prestes pra São Paulo, sendo que ela foi a primeira a vir e veio sozinha ficar na casa de uma tia, enquanto trabalhava e estudava… Hoje ela tem dois filhos criados, três, os dois mais velhos formados na USP, um em física e outro em medicina, com direito a intercâmbio em Harvard, e eu que estou cursando direito no Mackenzie. Ela conseguiu, entende? Ela cresceu na vida e trouxe a família toda junto com ela, eles eram super pobres e hoje são classe média, antes eles eram d/e, hoje são C e em alguns momentos já foram B. E eu tenho muito orgulho disso, de ela ter crescido tanto e quando eu acho que já foi o tempo dela, ela dá um jeito de me surpreender. Estávamos passando por uns problemas de dinheiro, ela pediu dinheiro emprestado pra deus e o mundo e esse mês teve que economizar horrores, eu achei que ela não conseguiria gastar só o que ela poderia, mas ela conseguiu gastar menos e ainda fazer uma venda! Mesmo que a venda abra e ela não receba, o trabalho dela ela fez e fez ainda mais do que eu esperava!
Minha mãe não é simplesmente uma mãe, ela é a mulher mais batalhadora que eu conheço, ela é forte E resiliente, tão corajosa que as vezes beira a burrice, e as batalhas que ela luta não são só por ela, inclusive a maioria das vezes é por terceiros também. Para ela não tem tempo ruim, ela faz o que precisa fazer, dá um jeito no final e supera todos os desafios que precisar. Minha mãe sempre teve como heroína favorita a mulher maravilha, acho que ela nunca percebeu que ela É a mulher maravilha, é a ponte que levou todas as pessoas ao redor dela ao sucesso, ou simplesmente a uma vida melhor. Ela é a minha ponte, que me leva ao sucesso e sem ela eu certamente não seria nem metade do que sou.

11 de maio de 2013

E o que é o amor?

 

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Eu desejo tão ardentemente amar, me apaixonar, me alego viciada nesses sentimentos, mas na verdade não tenho muita certeza de que realmente o que é o amor, ou a paixão. Eu conheço o sonho, o ficar pensando na outra pessoa, idealizando seu comportamento, nosso romance, isso eu sei o que é, e acho que só isso.

Paixão, pelo que eu vejo nos livros, séries, filmes e relatos é uma grande dose de atração física e uma pequena dose de carinho, é um não conseguir resistir ao outro, é uma faísca que pega fogo na hora do encontro. Conta com pouco conhecimento a respeito do outro e é um sentimento frágil, mas eu sempre tive para mim, desde que me conheço por gente, que passada a fase da paixão vem a fase do amor. No amor temos uma grande dose de carinho quase inconstitucional e uma pequena dose de atração física. O amor é mais resistente, pois você conhece a pessoa amada, tem amizade com ela e assim não se decepciona com tanta facilidade, não se desilude fácil. A atração do amor é resistível, pois vem temperada de carinho, de querer bem e de querer o melhor para o outro. O amor é sólido, mas se for perfeito tem fases de paixão ao longo de sua duração, uma paixão mais forte e confiável. Acho que a grande diferença entre o amor e a paixão é a amizade e a confiança presentes no amor.

É verdade que eu nunca senti nada disso por ninguém, mas é assim que imagino que seja, assim que espero que seja quando eu me apaixonar e amar.

6 de maio de 2013

De tantas que sou…

 

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…no fim nem sei quem sou. Quero ser como as personagens que vivem na minha cabeça: complexa demais, problemática demais, trabalhosa e impulsiva, irresponsável, irrefreável; ou quem sabe simples, vendo tudo em preto e branco, sem dúvidas, meias palavras ou preocupações, talvez até fútil, mas sempre doce; gostaria de ser uma mulher cheia de mistérios, com um passado desconhecido e escondido, com arrependimentos a me atormentar, mas força para seguir em frente e enfrentar tudo de cabeça erguida, até minhas piores verdades…

Mas ao invés disso só sei quem fui: já fui a Princesa de Sal, doce, apaixonada, sempre de birra com os pais, sempre a sombra do irmão, uma criança com a inocência a flor da pele; depois fui a Cinderela Complexa(da), que achava que a resposta de seus problemas era um príncipe em um cavalo negro, que já tinha tido algumas decepções, que não sabia lidar consigo mesma, não se aceitava completamente e acreditava em tudo o que lhe diziam sobre si mesma; e por último fui Neëh!, tentei deixar de ser, mas minha criatividade emperrou, não soube de outro nome para me chamar, me definir, por fim resolvi encarar a realidade de que ainda sou Neëh!; ainda sou essa jovem mulher em formação, que quer um romance sólido, que já sofreu perdas e decepções, que acredita mais em si mesma do que nos outros e aprende a se defender sozinha, enfrentar a vida de cabeça erguida e correr atrás de seus sonhos sem tantos medos.

Achei que já tinha deixado de ser Neëh! porque senti que estava mudando, estou mudando, sinto que vem algo grande por aí e achei que me mudar aqui seria o primeiro passo para enfrentar essa mudança, mas agora penso que a Neëh! como um todo é cheia de mudanças, ela entrou na minha vida em uma fase de transição, na fase do cursinho, da morte do meu pai, de Franca… foi uma fase em que eu estava me construindo e acho que ainda estou, por isso não consegui mudar de identidade, ainda sou essa transição, ainda sou Neëh!

3 de maio de 2013

Eu…assim, simplesmente.

 

entardecer1 Eu sempre tive para mim que escrever me ajuda a me entender, porque quando eu penso eu só fujo dos meus problemas, como se minha cabeça fosse um universo paralelo cheio de histórias a serem desvendadas e criadas, que só fazem com que eu fuja da realidade e não enfrente meus problemas. Aqui não, aqui eu foco em um problema e falo dele, de diversos aspectos dele, de modo que no fim eu o entendo por completo. Entendendo meus problemas e me auto analisando achei que encontraria eu mesma, que conseguiria saber quem eu sou e me definir.

O problema é que eu simplesmente existo, sem definição, sem explicação, todos somos assim. O ser humano não é uma coisa plana, descritível com poucas palavras, ele tem diversos aspectos a serem analisados. Não estou dizendo que eu sou uma pessoa diferente em cada ambiente em que circulo, essas pessoas são falsas, ocas. Digo que fisicamente tenho uma descrição, mas ela não me define, o fato de eu ter cabelos cacheados, castanhos com reflexos loiros, na altura do ombro não diz nada sobre mim. Assim como minha pele branca, meus olhos castanhos, meu queixo quadrado, minhas bochechas vermelhas, minha boca pequena, meus pés grandes, meus seios fartos, minha barriga sem forma, minha bunda pequena….nada disso me define. E a descrição da minha personalidade? Descrever a personalidade de alguém é sempre difícil, todos temos coisas boas, ruins, duvidosas, todos temos histórias que nos justificam, justificam nossos pensamentos, atos, escolhas profissionais, emotivas….

Então no fundo esse blog é uma grande frustração, é a minha frustração de não saber quem sou, de estar perdida e sem saber do meu futuro, planejando passos próximos e deixando o caminho aberto para todas as oportunidades. Isso me parece falta de objetivo, me parece que estou aqui em vão. Não sei se o que quero é ter uma vida simples, estável, como advogada, casada e criando filhos; ou se quero seguir uma carreira mais arriscada como constitucional ou internacional e trabalhar em orgãos públicos ou não governamentais; talvez eu devesse largar tudo e me afundar na literatura, ou fotografia… quem sabe eu tenha nascido para algo totalmente diferente disso tudo? Eu gosto da minha faculdade, assim como de escrever e fotografar, coisas que pretendo investir quando tiver tempo e dinheiro, mas não sei em que focar… ^

Talvez meu problema seja paciência. Paciência para poder aprender mais e escolher, para ter dinheiro e tempo para investir nos meus hobbies, para deixar a vida escolher por mim se meu futuro vai ser mais estável e familiar, ou mais solitário e grandioso, ou talvez misture tudo. Paciência, a grande deficiência do meu signo e da minha alma!