10 de setembro de 2013

Cruel

Bem e o mal

Talvez minha mãe tenha razão. Um dia ela me disse que quando eu brigo com as pessoas eu digo coisas muito cruéis, ponho o dedo na ferida. Na hora eu discordei, neguei e até fiquei ofendida, mas hoje eu percebo que é verdade.

Não que eu seja uma pessoa má, eu sou uma pessoa boa, tenho plena consciência disso, ajudo a quem não conheço e a quem conheço, não humilio ninguém, não faço piada a custa dos outros, nem rio de piadas a custas dos outros, não exibo os defeitos de ninguém para o público e tenho paciência, uma paciência de jó, quando brigam comigo, me ofendem ou me irritam. Mas não sou idiota. Uma hora minha paciência acaba e eu fico muito brava, com muita raiva e é aí que vem o problema. Quando tenho raiva ofendo a pessoa do jeito que posso, não me lembro de medir limites, se for um grande amigo ou alguém da família eu ainda seguro alguma coisa, dependendo da raiva do momento. Aliás esse é meu limite, quando mexem com algo que é meu eu dou uma surtada, viro um leão, pode ser minha família, meus amigos, minhas coisas, meu trabalho, isso me deixa muito brava e eu ponho o dedo na ferida dos outros.

Não vejo isso como algo necessariamente ruim, pode ser ruim, mas pode ser bom. Aquela expressão “ela não é flor que se cheire” não é necessariamente má. Sou uma pessoa boa, mas como todos, eu tenho um limite e quando chego ao meu limite então você tem que aguentar aquilo que provocou. É como assumir a responsabilidade pelos seus atos, você planta o que colhe, não?

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