20 de novembro de 2013

Essa indecisão

 

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Sinto meu mundo parar quando estou indecisa, é como se não conseguisse andar para frente porque não sei pra onde ir! Não sei qual meu objetivo, sei que quero me formar e fazer pós e outra faculdade, mas não sei com o que quero trabalhar, onde, se queri morar no país ou ter filhos… E eu sei que se eu não me decidir a vida vai decidir por mim, e não me leve a mal, mas eu não confio muito na vida, ela não tem sido lá uma grande aliada pra mim, todas as surpresas que ela me deu foram meio frustrantes, mesmo eu tendo aprendido a lidar com isso depois.

Mas por outro lado, é mais fácil planejar só o próximo passo sabe? Ano que vem vou continuar na faculdade, estagiar e tentar mudar para um escritório, continuar o francês e tentar fazer uma eletiva, tentar fazer uma pesquisa ou participar de um grupo de estudos e juntar dinheiro para meu intercâmbio. Vai ser um ano corrido, mas acho que vai valer a pena, é meu próximo passo. E é bom que seja só o próximo passo, pois não sinto aquele peso do sonho de uma vida em cada dia, cada movimento que eu faço, como quando eu estava no cursinho.

Mas como posso decidir sobre o que pesquisar, que eletiva escolher, ou que área do direito vou estagiar quando não tenho certeza do que quero para meu futuro? Eu sei que quero o intercâmbio porque quero morar fora, melhorar meu francês e ter essa experiência na europa, mas daí a futuro profissional? Bom, se eu passar nas matérias vai ficar bem no currículo, mas depende da área que eu quiser, talvez nem ajude muito. Mas é isso. Só o próximo passo e isso está me deixando maluca. Eu não sei nem se quero ser advogada ou funcionária pública e aí não tenho certeza de qual próximo passo é melhor e fico meio assim estagnada, tentando um pouco de tudo, sem nenhum objetivo certo.

7 de novembro de 2013

Espiral de ilusão

 

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Conte comigo para lembrar do passado, eu adoro, além da alegria meu sentimento favorito é a nostalgia, e dá-le masoquismo. Eu adoro me lembrar do passado, ver no facebook os amigos de infância e sentir saudade daquele tempo, mas principalmente me perguntar o que seria de nós se estivéssemos nos falando, se ainda fôssemos amigos. E ás vezes eu me lembro daquela paixonite, daquele talvez e de repente me vejo me imaginando um encontro com aquela pessoa de novo, o que eu falaria, o que ela falaria, se nos tornaríamos amigos, se seria algo mais, se nos casaríamos… Do passado distante eu me transporto para um futuro distante e utópico num espiral de ilusão, em geral com a mesma pessoa, do qual só a minha mãe consegue me trazer de volta.

Conte com a minha mãe para estragar seu sonho com uma realidade dolorosamente cruel. Ou nesse caso, uma lembrança perfeitamente queimadora de filme sobre aquela pessoa. Eu, sonhando com nossos filhos e minha mãe me lembra daquele detalhe brochante, daquela atitude decepcionante. Se nossa personalidade se forma até os seis anos e depois apenas se desenvolve essa pessoa seguiu essa linha a risca, mas será que quem somos agora é uma versão mais… aprofundada de quem éramos quando criança? Será que esse detalhe chato piorou com o tempo?

Eu sempre fui mimada e continuo assim, odeio quando as coisas não são como eu quero e sempre sou eu que organizo passeios, festas e encontros, do mesmo modo que era eu que mandava na brincadeira quando criança. Continuo timida e insegura, mas adorável quando me solto e entro na brincadeira, ainda tenho ataques de raiva súbita e quero matar alguém, mas já não bato em ninguém, tento me controlar. Ainda choro quando estou com raiva ou frustrada, ainda adoro nadar e só sou completa com praia. Ainda protelo na hora do estudo e adoro acordar tarde. Mas será que meus defeitos pioraram?

Será que ele se sente do mesmo jeito que eu? Ou ele nem se lembra de mim, porque não tem esse apego masoquista ao passado? Eu queria mesmo reencontrar algumas pessoas, ver o que elas se tornaram e se eu fiz um bom negócio ao tirá-las da minha vida, ou ao deixar que elas se fossem. Queria reencontrá-las para talvez assim entender melhor quem eu sou e como está minha vida agora, afinal é olhando o passado que nós podemos mudar o futuro, né?

5 de novembro de 2013

Me deixa dormir...

Nós devíamos ser avisados, ao sair da cama, de como seria nosso dia, assim poderíamos escolher se saímos e enfrentamos o dia ou não. Eu teria escolhido ficar na cama hoje.
Dois meses atrás eu comprei meu sonhado smartphone e uma semana depois fui furtada, hoje descobri como, do mesmo jeito que me levaram hoje meu porta moedas e meu porta cartões, ao descer do ônibus abriram minha bolsa. Hojeeu senti alguma coisa e achei que tinham esbarrado em mim, mas assim 1ue pisei na calçada me dei conta de que tinham me levado o porta cartões, com o cartão do banco, cnh, cartão do seguro saúde e da faculdade, eu tinha acabado de fazer o da faculdade! E o porta moedas é aquele que eu comprei em cusco! Quase não tinha dinheiro dentro, mas... Era ede cusco.
Vim para a faculdade segurando o choro e liguei para minha mãe, pois meu celular velho o cara num quis, e acabei soltando algumas lágrimas quando contei para ela e perguntei o que fazer.
De novo, choro de raiva, de frustração, por me sentir burra em ser roubada duas vezes da mesma forma. Então a aula começa e eu troco duas palavras com minha amiga e o professor vem me falar que estou falando demais, que da próxima vez ele vai me mandar sair. Duas palavras.
Então não são nem dez horas e eu já estou frustrada, irritada, mau humorada. Mas é claro, afinal estava tudo tão bem antes! Ontem foi meu último dia no trabalho e eu recebi presentes e me falaram que se eu quisesse voltar eu podia e me desejaram sucesso e me abraçaram e hoje vou entregar os últimos documentos e pegar o contrato no novo trabalho, então estava tudo bem, eu estava feliz, mas sempre tem alguma coisa para arruinar isso. Sei que os momentos felizes quem faz somos nós, pois os tristes vem sem pedir licença, mas as vezes me parece que eu não tenho direito a felicidade, pois sempre que estou feliz vem uma onda e me derruba. As vezes nem preciso estar feliz para vir essa onda me derrubar.
Eu só... Eu só queria que tivessem me avisado de como seria meu dia quando eu acordei, eu teria decidido ficar na cama.