24 de dezembro de 2013

Ah o Natal!

Lembra quando você era pequeno e já no dia 23 de dezembro começava a sentir aquela ansiedade por causa da aproximação do bom velhinho? Lembra quando você olhava a casa toda arrumada e sentia que havia certa magia no ar? Cada segundo era um segundo a menos na espera pelo papai noel, pelos presentes fantásticos que sempre te surpreendiam, aquele brinquedo que você pediu, mas não tinha certeza que ia ganhar, aquele livro que você queria,  eram tantos presentes! E passar a noite descobrindo as delicadezas de cada um, no dia seguinte brincar mais! 
Era uma coisa boa, uma magia única que em algum momento da minha transição da infância para a vida adulta se perdeu. Eu acho que foi quando meu pai vendeu o hotel e eu passei a passar os natais com minha família, ajudar na arrumação dia 24 de dia, passar a noite entre grupos conversando, crescer e receber menos presentes, ter menos surpresas, fazer um pedido a seus pais e receber exatamente aquilo que pediu, o mesmo com o amigo secreto, o dinheiro passar a ser o presente mais cobiçado, porque com ele posso comprar o que realmente quero. Mas sinto falta da magia, da surpresa ao receber presentes inesperados, da festa animada, de brincar e se divertir. Hoje, nas conversas, sempre me sinto meio deslocada, como se tivesse uma visão de mundo completamente diferente da da minha família e não há muito sobre o que conversar. Não dou tanta risada e eu adoro dar risada! E no ano novo é a mesma coisa, sem contar a falta da praia, para mim não estar na praia vendo os fogos é fatal. A melhor parte do natal acaba sendo o dia 25, quando eu e meu primo ficamos vendo filme na televisão e comendo sanduiche de pernil.
E o pior é que eu realmente gosto das festas de fim de ano, mas, de uns anos para cá, elas acabam sempre sendo meio decepcionantes e eu tenho medo de que seja sempre assim, odiaria passar a ser uma dessas pessoas cínicas que odeiam o fim de ano.

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