11 de março de 2014

Meio misturada

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E se eu me jogasse em seus braços? E se eu te chamasse para sair? E se eu esquecesse sua idade e você esquecesse a minha? E se eu decidisse te conhecer melhor? E se quiser me descobrir? E seu eu gostar de você? E se eu te entregar meu coração? Assim sem medo de perder nada, sem medo de sofre, sem medo de ser feliz, sem medo de você, da opinião dos outros, esquecendo meus medos e preconceitos…

Mas eu fico esperando seu primeiro passo, não porque eu acho que o homem tem que dar o primeiro passo, longe disso, é medo mesmo, insegurança. Vai que eu te chamo para sair e você diz não? E se eu for falar com você e você me achar chata? Me ignorar? Já aconteceram outras vezes, e nunca aconteceu o contrário. Eu sempre quero quem não dá a mínima para mim, ou quem não me quer do mesmo jeito, e no fim fico lá com gosto de sal na boca e um pouquinho mais bloqueada.

Eu queria ter coragem de novo, mas cada vez que penso em fazer algo parece que existe uma cortina de ferro intrasponível entre minha vontade e minhas atitudes, então eu acabo só na vontade, do ládo de lá da cortina, onde tudo é mais seguro e mais morno. Mais do que vontade, eu queria alguém que desafiasse minha lógica, que somasse, que me entregasse um pouco da confiança que ele tem em mim e fizesse eu querer sair desse meu ninho, me arriscar a me deixar gostar dele e estar com ele. Sentir a segurança desse príncipe.

E eu sei que o problema sou eu, minha insegurança já existente, que se somou a algumas rejeições e nenhuma aceitação. Porque não adianta alguém gostar de mim, isso faz bem, ajuda, mas não combate a ferida do amor não correspondido, quem cura isso na auto estima e na auto confiança é o amor correspondido e esse não veio. E eu vou trabalhar nisso, não por esse possível futuro amor, mas por mim, para ser feliz comigo mesma mesmo sem esse amor.

É que tem uma curiosidade também, em saber como é ser amada, namorar, apresentar para a família, ter alguém que te entende, ou pelo menos aceita, com quem você faz planos, saber como é o sexo com outra pessoa, satisfazer o desejo, brincar com uma explosão de raiva e deixar ela se seguir por uma explosão de paixão… Viver essas coisas que você vê por aí, não só as de filme não, mas as que você vê em casa, entre os amigos, no trabalho, na rua…

Mas me falta paciência, eu tenho pressa, tudo o que eu quero, eu quero agora! E isso me deixa assim ansiosa, insatisfeita, meio triste, meio apressada, meio misturada.

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