26 de abril de 2014

Maybe we are meant to be

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  A primeira vez que ouvi falar de você foi quando a minha melhor amiga começou a ficar afim do seu melhor amigo. Ou o contrário. Vocês estudavam juntos e ela mencionou que você dava carona para ele e ela. Foi em um e-mail que eu só lebrei de ver depois de já te conhecer, anos mais tarde. Ela sempre comentava de você, ela adora você e sempre falava bem e carinhosamente, então eu me afeiçoei por osmose, passei a ficar curiosa querendo saber quem era você. Quando eu estava prestes a te conhecer fiquei nervosa, já fazia uns dois anos que ouvia falar de você, não que ela tentasse despertar meu interesse, pelo menos acho que não, mas eu fiquei curiosa. Então eu te conheci e nós nos demos bem, tão bem quanto seria normal, já que nossos melhores amigos estão juntos. Você é divertido e leve e todo mundo precisa disso na vida, mas você não tem um objetivo e isso me assusta. De qualquer modo você me marcou, foi doce comigo e essas coisas me marcam. Não te vi mais por um tempo, tentei falar com você algumas vezes, mas acho que talvez eu não tenha te marcado ou despertado seu interesse/curiosidade, então aceitei isso. Depois ainda te vi, rapidamente, mais umas duas vezes, uma delas você nem ligou a outra pareceu buscar amizade, mas foi rápido o encontro. Desde de então não te vi mais.

Mas ela ainda fala de você. E fala de um jeito que parece de leve querer atrair minha atenção. E ela consegue. Não sei se ela quer que nós fiquemos juntos, pode até ser, se for, ela sabe me “jogar” muito bem. Mas não sei se ela merece tal crédito, porque parte de mim acha que ela não faz de propósito, mesmo. Outra parte de mim não entende porque eu tenho esse interesse inexplicado por você, se é ela que sabe me “jogar” bem ou se é… se é o destino. Às vezes acho que nosso destino é ficar juntos, não se assuste, eu nem te conheço e não sei muito sobre você, a não ser os depoimentos dela que são tendenciosos, mas você não faz exatamente eu tipo e tem essa falta de objetivo na vida que me apavora em qualquer pessoa, mas ainda assim eu me sinto atraída por você como um imã. Mesmo sabendo que você pode me dar alguma dor de cabeça, afinal a lei do menor esforço diz que é mais fácil ficar com quem já está construído do que ajudar alguém a se construir. Mas você deve ser o polo negativo do meu imã, porque mesmo sendo adepta da lei do menor esforço sinto uma força me puxar a você. De novo, não sei o crédito que ela merece, não sei o quão genial ela deve ser para me fazer me interessar por você de maneira tão sutil ao longo de tantos anos sem realmente empurrar um ao outro como cupido, coisa que se ela fizesse me afastaria de você.

Então eu fico assim, sem entender se ela pretende alguma coisa, sem saber da onde vem essa atração e me questionando se realmente existe um destino por aí colocando você no meu caminho.

Pode ser incrível

 Então vai, fala, não precisa perder o medo, mas arrange coragem. Eu não sei se tenho interesse em você, mas talvez depois de te conhecer de verdade eu me descubra que sim. Você é adorável e não do tipo perfeito e sem defeitos, o que é ótimo porque a perfeição me assusta e irrita. E você também não é do tipo problemático que vai bagunçar minha vida toda, o que também é ótimo porque apesar de montanhas russas serem divertidas o frio na barriga só vem depois de muita fila e depois eu sempre fico enjoada. Você é um passeio no parque em um domingo de sol e eu gosto de domingos de sol e de passeios no parque, então talvez eu goste de você. Mas você só vai descobrir quando colocar esse seu interesse para fora, porque enquanto você carregar ele dentro de você eu nunca vou saber.

E o mesmo serve para mim. Que em alguns momentos me sinto como um prêmio que deve se manter quieto enquanto espera alguém me ganhar. Então vai, muda, não precisa perder o medo, mas arranja corragem! Vai fala, entra no jogo, se deixa seduzir e seduza. Ninguém quer ser paixonite de ninguém e nada vai evoluir se  não sair de dentro de mim e pelo menos tentar ganhar o outro. “Escuta teu coração menina, você tem uma inteligência racional e emocional muito boa, só precisa equilibrar melhor, você tende a ignorar o emocional e assim se priva de coisas que podem ser incríveis, porque pelo que você me conta quando você escutou seu coração as coisas saíram do papel e deram certo.”

Então vai. Fala. Se permita. Se abra. Ganha coragem. Tenha paciência. E não tema os resultados, porque eles podem ser incríveis.

23 de abril de 2014

Eu anotei…

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…Na minha memória, logo abaixo do Robin.

E quem escuta pensa que eu marco só as mancadas, os deslizes, as vergonhas alheias. Mas eu anoto tudo. Ou melhor, me lembro de tudo. E posso te garantir que a lista das coisas boas que você já me disse é bem maior do que a das suas mancadas. A segunda tem duas coisas e a outra…

A outra tem aquele dia em que você me disse que eu era inteligente e madura demais para a minha idade. Tem a Ingrid Bergman e a Jean Grey. Tem aquele beijo inesperado que me arrepiou e suas outras tentativas. Tem o elogio ao meu cabelo. E também aquele fiu-fiu que eu tenho quase certeza que escutei de você e me desconcertou inteira. Essa lista tem nela recém anotado o dia em que você disse que o mendigo me chamou de gorda porque sabia que eu era o tipo de mulher que ele nunca poderia ter. E aquele sorriso que você tem que mostra o menino em você, logo acima da imagem do seu rosto corando… Ah, eu ainda quero te fazer corar mais. E eu coloquei também o chocolate e o Robin, porque ainda que estejam na outra lista eu acho se encaixam nessa também, porque você se lembrou de mim sem motivo algum. Mas em primeiro, na lista, está você me dizendo, que mais de uma vez, que se vocês fazem brincadeira comigo, se fazem bullying ou conversam, é porque vocês tem interesse, é porque eu sou interessante, porque se eu não fosse vocês nem se quer lembrariam meu nome. Não que tenha sido o fato mais marcante, mas foi a primeira vez que você demonstrou algum tipo de interesse em mim, então vai em primeiro na lista.

E eu não sei o quão comprida ela vai ser, se vai servir de memória de um romance, ou se logo ela se encerra sem desfecho algum e com a minha assinatura no final atestando minha covardia, mais um exemplo da minha auto sabotagem amorosa. Mas em todo caso, ela está aqui, para te mostrar que ainda que você não veja, que eu não fale ou que você saiba, sua lista de positiva é bem maior que a negativa, não se preocupe.

16 de abril de 2014

Então eu fui…

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Tentei ir com quem eu já conhecia, mas ela não pôde, então me permiti começar de novo e estou tentando. Cheguei falando a raiz do problema e me senti corar, fiquei com calor, tive vontade de levantar e sair, de nem ir, de fingir que eu achava que não era um problema, mas no fim deu tudo certo. Saí de lá me sentindo mais leve, como se tivesse tirado um peso do meu peito. Nas sessões seguintes eu falei de outros assuntos, amigos, trabalho, faculdade, família, mas parece que eu tenho muito a dizer e o tempo é curto. Mas eu vou falando, vou tentando, as vezes travo e ela tenta me incentivar com perguntas, o silêncio é desconfortável, mas acho que é porque a gente não se conhece direito. Acho que com o tempo ela vai me conhecer e vai saber me ajudar a me desbloquear. E eu quero me desbloquear, eu quero ir lá e tentar, dar a cara a tapa, mas tenho medo de na hora travar, me assustar.

As vezes parece que eu sou uma garotinha, uma menininha que ainda não está pronta para ser vista como mulher, mas que já é vista assim. As vezes eu acho que ainda me vejo como menina, que ainda não me dei conta de que cresci, de que tenho as responsabilidades e a inteligência de uma adulta. Eu acho que de modo geral vejo o quão mulher eu sou,mas que quando chega na parte romântica eu, como num passe de mágica, viro aquela menininha assustada. Espero que ela possa me ajudar a crescer aí, acho que crescendo eu me desbloquiaria.

Porque eu quero esse desbloqueio, eu quero o flerte, as faíscas, o romance, aquilo que vem depois do felizes para sempre, a rotina… Eu quero me permitir não ter medo de congelar, quero não congelar e nem afastar os que se aproximam de mim. Eu estou olhando para dentro para me permitir ser tudo o que eu posso ser, para que minha mudança se espelhe por fora. Agora eu só preciso arriscar de pouquinho em pouquinho, dando um passo de cada vez e se eu congelar já tenho onde me apoiar.