27 de novembro de 2014

Primeiras vezes

Decidi fazer da minha viagem ao Canadá uma viagem de primeiras vezes. Dessa vez estou mais segura, mais preparada e um pouco experimentada nessa coisa de viajar sozinha. Na viagem ao Peru eu me deixei levar, decidi tudo na hora, conheci muito de mim mesma e me percebi completa sozinha, dessa vez quero me descobrir um pouco mais com os outros. Quero tentar fazer nessa viagens coisas que eu nunca fiz aqui e não teria coragem.
Quero sair com uma menina, beijar uma menina na boca, quero sair com um cara e beijar esse cara, quero tentar me depilar em algum lugar, quero ver neve, esquiar, fazer um boneco de neve e falar francês. Quero me experimentar com os outros! Vai ser difícil por causa da língua,  mas em último caso vou fugir para o inglês, porque preciso dessas primeiras vezes lá fora, preciso delas lá para tentar me desenvolver aqui. Não pretendo extrapolar as primeiras vezes, mas fazê-las acontecer em quantidade suficiente para que eu consiga dar continuidade aqui.
Eu vou pro Canadá aprender francês, mas, principalmente, me aprender com outro

26 de novembro de 2014

As palavras que você me diz

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Ora são carinhosas, ora são espinhosas. Provocações e carícias sem razão alguma que as justifique. Nada do que eu faço pode servir como motivação para definir uma ou outra, você as joga em mim ao seu bel prazer e eu… Eu só recebo suas palavras cheia de expectativa e curiosidade. Nunca sei como reagir a elas, seja qual for a natureza, e na verdade, sempre acabo achando que deveria ter te respondido outra coisa. Fico tentando entender o que cada uma diz, qual traduz melhor a sua impressão de mim, qual é aquela palavra, frase, brincadeira, que vai me mostrar como você realmente se sente, o que você de fato acha. Mas nenhuma delas me satisfaz. Nenhuma das suas palavras se iluminam, quase como se fossem todas mentiras bem pensadas para me atingir, ou verdades bem medidas para não me derrubar. Nunca consigo decidir se você é espontâneo e naturalmente doce ou malandro e repetidor de boas palavras feitas.

Ah… as palavras que você me diz que me fazem flutuar por oras com a cabeça nas nuvens, saboreando lentamente cada uma, tentando decifrar as intenções escondidas por de trás delas. Ah… as palavras que você diz e que eu ecoam nos meus ouvidos por horas sempre com a mesma questão girando ao redor delas: será que você sabe, tem alguma idéia do efeito que elas me causam?   

21 de novembro de 2014

Ela tem tudo

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Ela é loira e tem o cabelo curto, a cor dos olhos um mistério, mas eles eram levemente puxados, o rosto redondo e ela era alta, magra, a blusa larga não mostrava curvas, mas a calça justa fazia a imaginação voar. Ela estava em um grupo, duas mulheres e quatro homens, mas a outra moça, que devia ser um pouco mais nova, nem aparecia, quem dominava o ambiente era ela, seus 30 e poucos anos e seu riso fácil.

A banda começou a tocar e ela que já estava de pé logo começou a dançar, braços no alto, um sorriso na boca e o corpo se mexendo no ritmo da música.  Ela dançava com um colega, abraçava o outro, ria de alguma coisa do terceiro, eles falavam entre eles e com ela, todos juntos e se divertindo. Todos de social, já estavam ali há algumas horas, happy hour de véspera de feriado que se prolongou, e a diversão rolava solta, regada a muita cerveja, músicas e risadas. Ela parecia estar com todos, parecia ser de um só, parecia ser de ninguém.

Com um deles havia mais intimidade, uma química rotineira de casal casado, a garçonete até comenta, ambos dizem que estão juntos, são casados, mas ela não acredita e vai embora dando risada enquanto eles ficam ali rindo também. Depois do segundo set de músicas eles se sentam, ela está de pé chega ao pé do ouvido do “marido” cochicha alguma coisa, faz um sinal. Ele balança a cabeça em negação, ela diz mais alguma coisa, ele faz não com a mão. Ela não se abala, dá um selinho nele, vai até o outro colega e puxa ele pela mão, ambos se dirigem para longe do grupo, mas antes, ela, por cima do ombro e lançando um olhar de maliciosa vitória para o “marido” mostra o dedo do meio. Ele ri, dá os ombros e continua conversando com os outros. Não está com ela, não é dela e não queria ficar com ela naquela noite, sem ressentimentos e ela sabia disso, todos ali sabiam, inclusive o que foi. Minutos depois ela está encostada na parede de algum canto do pub, o o que foi está na sua frente, e os dois estão se beijando com vontade e voracidade.

Ninguém a julga. Sua leveza, sua vontade, sua alegria, seu sexo, seus amigos, sua vida. Ela faz o que quer e não se permite censurar por ninguém, é segura de si e sabe escutar um não sem se deixar abalar. Ela é a mulher moderna, a que todas as jovens querem ser, livre, leve, solta e feliz. 

O outro lado da vida

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Você passa por eles todos os dias e não nota, ou prefere fingir não notar. A segunda opção é melhor, acredite, pelo menos ela diz que você não está totalmente perdido, que você ainda tem dentro de si um pouco de compaixão pelo próximo, você finge não notar para não se sentir mal por eles. Você está mentindo para si mesmo, você é um hipócrita por isso, sente pena, mas não faz absolutamente nada para mudar a realidade do outro, ou torná-la menos terrível. Mas se você fosse parte do primeiro grupo seria pior ainda, porque quer dizer que você perdeu a capacidade de sentir pena, que você não os percebe e que você não se importa. Não se importar é horrível da sua parte.

Você pode estar no segundo grupo, pode estar em um terceiro grupo, daqueles que fazem alguma coisa, por menor que seja, para aliviar sua culpa e a pena que sente do outro. Pode ser que você não se importe, mas faça alguma coisa, o que te torna um hipócrita também e é horrível porque você não se importa, ainda que você ajude, se você não se importa isso é ruim. Para ele pode ser bom receber sua ajuda, mas a maior parte precisa de mais que ajuda, precisa de alguém que se importe. Todos precisamos de alguém que se importe.

E ele, aquele ali dormindo na rua, poderia ser você. Um dia li em um livro uma moradora de rua que disse que quem mora na rua está o outro lado da vida. Ela não quis dizer nada espiritual, só que é um outro tipo de vida muito diferente dessa que a maior parte das pessoas vive e que existe uma fronteira muito tênue entre os dois lados, uma fronteira que pode ser ultrapassada por diversos motivos, mas que depois é muito difícil de voltar, quase impossível. E cada vez que tudo está impossível no lado de cá é necessário que nós paremos para lembrar que aqui pode ser bem ruim, mas no outro lado da vida  a luta diária é bem mais difícil e os monstros muito mais implacáveis.

Por isso não se importar é o pior sentimento, porque aquele poderia ser você, poderia ser sua mãe, seu irmão, sua namorada, seu amigo, poderia ser qualquer um, basta um golpe da vida, as vezes um golpe nem tão certeiro assim, e pronto: você está do outro lado da vida. No livro eu aprendi que na maior parte das vezes é um processo, mais lento ou mais rápido, mas um processo e qualquer coisa pode desencadeá-lo, qualquer pessoa pode sofrê-lo. Por isso você deve se importar, porque quando você não se importa você esquece o fator humano, eles são todos humanos, seus semelhantes, a sua empatia é o que te torna humano e se você não possui essa empatia com eles você deixa de ser humano.

Tem muita gente por aí que já deixou de ser humano, as vezes isso também é um processo, as vezes isso é patológico, pode acontecer com qualquer um e nesse caso pode nem ser notável. Mas eles, aqueles que estão desse outro lado da vida, eles são humanos, eles precisam de ajuda, as vezes não do jeito que eles pedem e as vezes eles nem vão saber receber a ajuda, mas o principal é você não esquecer: eles são humanos. Não deixe que eles esqueçam também.

8 de novembro de 2014

Preciso te dizer

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Te falar de qualquer jeito algumas, talvez derradeiras, palavras.

Em primeiro lugar você precisa saber que sim, eu te acho bonzinho, mas que não, isso não faz de você alguém inferior, como eu acho que você acha, muito pelo contrário. O mundo deveria valorizar mais os bonzinhos, mas acho que enquanto isso não acontece você vai ter que se contentar só com o valor que eu te atribuo mesmo.

Outras coisa que é muito importante que tenho a te dizer é obrigada. Obrigada por todas as conversar politico-social-filosóficas que nós tivemos, elas me ajudaram a crescer muito neste ano que passei aqui. Mas mais do que isso, muito obrigada por ser coerente as suas opiniões emitidas nessas conversas, suas atitudes refletem muito os seus pensamentos e essa coerência é difícil de encontrar em um mundo tão contaminado de hipocrisia. E outra coisa incrível que eu vi e agradeço é que além de problematizar as coisas, pensando sobre o mundo e, principalmente as pessoas, de uma forma geral, você não perdeu a esperança e isso traz alguma paz para meu jovem coração que morre de medo do cinismo que pode me acometer no futuro.

Esse ano que eu passei por aqui foi um dos mais incríveis em termos de crescimento pessoal e profissional e você é uma das pessoas que fez isso possível, muito obrigada!

Ah… como eu sei que você vai sentir minha falta, ainda que de maneira obtusa, afinal eu sou uma estagiária mediocre, pode me mandar uma mensagem quando a saudade bater e a gente marca de sair.

E queria…

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Eu queria que minha vida fosse mais complicada, desesperadora, sofrida. Eu queria ser capaz de experimentar todo aquele sofrimento que as estrelas de Hollywood tieveram em algum momento, e queria fazer como elas, fugindo para as drogas. Eu queria que depois disso eu me recuperasse e mostrasse para o mundo todo como eu sou forte e me tornasse um exemplo de força e sucesso. E queria ser capaz de levar isso para meu trabalho na música, nas artes cênicas, nos livros, desenhos… E ser idolatrada ou odiada por milhões.

E eu poderia ser assim, mas se eu fosse não seria eu. Eu sou forte e responsável, jamais teria coragem de usar drogas, apesar de sempre ter tido vontade de perder o controle. E me dá raiva perceber que eu não consigo perder o controle e fazer alguma idiotice e ser um pouco mais como eu gostaria. Eu sei que nunca vou influenciar milhões com a minha história de superação, mas eu queria chegar em algum lugar nesse caminho.

Eu queria escrever livros que fossem lidos, encenar peças ou atuar em filmes materializando as histórias dos outros, e queria ser bem sucedida com isso. Quera também ter uma vida tranquila, numa casa confortável, com filhos, marido e tranquilidade, ao mesmo tempo que essa idéia de tranquilidade me apavora porque me soa como sinônimo de chatisse.

Eu tenho em mim essa voz que me diz que meu lugar é nas artes, no teatro, nos livros, no mundo, que a rotina de advogada, por mais que seja segura, é chata. É uma voz que não se conforma com o normal, com o comum, que quer que eu viva mais intensamente e que está começando a realmente se fazer ouvida. O meu medo de tudo e de todos ainda existe, mas essa voz também e isso me acalma, porque o que vai me matar é não ter mais essa voz dentro de mim.

Essa é a voz do meu coração, que eu sempre sufoco, mas que é insistente. É a minha voz revolucionária, guerreira, artística e sonhadora. É por causa dela que eu sigo em frente nessa vida comum, o que faz com que ela as vezes fica frustrada, cabisbaixa, se conformando com menos, mas sempre viva e quando eu menos espero ela volta com força total para me trazer de volta a vida. 

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  Cada uma de um jeito, cada uma chegou em um momento, cada uma se tornou algo diferente, cada uma está em um lugar, cada uma é alguém completamente independente das outras, mas cada uma tem as outras ao alcance uma mensagem:

“vamos sair?”

E não é necessário dizer muito, poucas palavras bastam para as outras saberem a extensão do problema, da dor, o que é necessário para a solução e como a outra vai lidar com tudo. Porque elas estão juntas desde sempre, elas se entendem, se conhecem, como ninguém. Certas coisas nem precisam ser ditas, aquele cara de quem uma delas está a fim, ela nem precisa dizer que está a fim, depois de alguns dias as outras já sabem, já dão conselhos, já brincam, e elas nunca o viram, nunca falaram com ele, nunca escutaram a amiga dizer como se sente, mas não precisa, elas já sabem. Elas sentem umas as outras.

E também brigam, quando não concordam com as atitudes de uma, ou com as palavras ditas por outra, quando aquela não se mexe, ou esta está perdida. Brigam umas com as outras tentando empurrá-las para frente, sempre considerando o jeito de cada uma, com paciência e sinceridade.

O ciúmes das outras já não existe, a afinidade maior com uma não exclui as outras porque na verdade elas se completam. Elas são irmãs, uma amizade muito mais firme do que podiam imaginar ter um dia, uma amizade que não se cansa de ser descrita, pensada e contada. Uma amizade dessas que dá orgulho e que você vai fazer de tudo para levar com você pela vida toda, porque a vida sem elas nunca seria são boa. 

2 de novembro de 2014

O Feminismo nos liberta!

 

Faz mais ou menos um ano e meio que comecei a me interessar pela luta feminista e hoje li um texto que me fez refletir sobre isso.

Eu odeio rótulos, esquerda/direita, comunista/capitalista, boa/má, vadia/santinha e etc., mas nesses últimos tempos me rotularam de feminista e ainda que em um primeiro instante eu tenha estranhado e repudiado esse rótulo, hoje, conhecendo o atual movimento feminista, eu não só passei a aceitar ser chamada de feminista, como me sinto orgulhosa de mim mesma quando me chamam assim. Eu não sou militante, sinto vergonha de admitir, mas nunca fui em uma marcha, nem colaboro com nenhum blog/página do Facebook. No entanto, tenho feito o que posso para mudar um pouco a mente daqueles ao meu redor, e mais importante, tenho me policiado para mudar o meu próprio pensamento.

Eu cresci no seio da família da minha mãe, onde, apesar da autoridade soberana ser minha avó e ela ter tido 9 filhAs e 3 filhOs, reina o machismo. Minha mãe me ensinou desde pequena a guardar a roupa do meu irmão (seis anos mais velho que eu) no gurada roupa dele, arrumar a cama dele, lavar a louça dele, entre outras coisas. O engraçado é que meu pai, dez anos mais velho que minha mãe, achava ridículo eu ter que fazer essas coisas por ele e me incentivava a me libertar, o que eventualmente, a muito contra gosto da minha mãe, aconteceu. E não era só aí que o machismo estava presente. Na casa da minha avó as mulheres fazem a comida, põe a mesa e lavam a louça, os homens ficam na sala vendo futebol. E as mulheres da minha família são guerreiras que não perceberam ainda o próprio potencial, e por isso não fazem nada sem a aprovação do marido, ou do irmão, mesmo se ele for mais novo.

E com oito anos um dos meus tios me disse que eu não deveria usar shorts muito curto, mesmo no verão, porque chamava a atenção dos homens. E eu, com 21 anos, avisei minha prima de 10 que ela não deveria usar shorts muito curto, não era legal, talvez se ela morasse na praia, mas em São Paulo não. Claro, que eu não disse isso para ela com o mesmo intuito do meu tio, ele achava que se eu usasse shorts curto era porque queria estimular o olhar masculino. Não, quando eu falei com a minha prima falei do mesmo jeito que meu pai me disse para não usar biquini muito pequeno, para me proteger, para proteger a ela, de ser vista como adulta e receber aqueles olhares desagradáveis dos homens. No fundo meu tio me via como agente e queria evitar o assédio, meu pai me via como vítima e queria evitar o assédio, eu via minha prima como uma criança que não merecia receber aquele olhares tão lascívos em tão tenra idade. Mas no fundo… Dá no mesmo né? Eu não pude usar o biquini que eu queria, ela não pôde usar o shorts que ela queria.

Em outra ocasião, uns dois anos atrás, minha prima de dez anos, agora com 13, veio até mim chocada, uma outra prima nossa disse a ela que a camisa um pouco transparente dela era vulgar. Ela tinha 13 anos, a outra 19 e eu 21. Eu disse que não era bem assim, só que depende do lugar que ela iria, para uma balada a camisa transparente e um soutiã estavam ok, para o trabalho ou escola era um pouco demais. Nesse dia eu lembro de ter pensado muito antes de responder e quando respondi achei que estava tudo bem, mas minha prima de 13 anos ficou chateada ainda assim. Essa semana fui com ela ao ginecologista, ela vestia um soutian rosa chock cuja alça estava aparente debaixo da regata cinza. Eu perguntei se ela achava que isso era certo, mostrar o soutian por aí. Ela respondeu que sim, que ele era confortável. Eu dei risada, disse: é isso aí, e se alguém censurar sua roupa você manda se fuder, a roupa é sua, o corpo é seu e a vida é sua! Ela deu risada, já me escutou dizendo isso algumas outras vezes desde o episódio da camisa vulgar.

Acho que aquele foi o último episódio em que eu cerceei o direito alheio com base no machismo, desde então muita coisa mudou, sem mudar quase nada. É que a mudança foi dentro de mim, meu pensamento, meus sentimentos. Eu comecei a conhecer os movimentos feministas depois da polêmica do Tubby/Lulu, porque foi com ele que eu percebi que era oprimida e oprimia todo dia e nem percebia. Desde então eu parei de julgar as meninas que vão para faculdade de shorts curto, parei de julgar as meninas que vão de regata muito aberta, camisa transparente ou mini saia. Passei a usar o shorts que eu queria, a blusa que eu queria e a não me preocupar tanto com o que os outros pensam sobre isso. Se aquela menina abraça todos os meninos o tempo todo o problema é dela e deles, se aquela outra ficou com cinco mil numa noite, ou deu pra um cara no meio da festa o problema é dela e dele. Assim como o problema é dela se ela quiser casar virgem e não trabalhar fora para ficar em casa cuidado dos filhos. O problema é de cada um, desde que seja por vontade própria e não forçada, ou para atender os desejos dos outros. Hoje, quando eu ando na rua, ao invés de me sentir oprimida e desconfortável com as cantadas indecentes e constrangedoras, eu mostro o dedo do meio, chamo de babaca e sigo andando. Não posso negar que ainda me sinto desconfortável com certos olhares e que não xingo todos que me passam cantadas, longe de me sentir lisonjeada, mas alguns são “mais educados”. Talvez essa seja outra mancha na minha ficha feminista, acho que existe uma diferença clara entre um olhar lascívo que me despe por inteira e um olhar impressionado que me admira.

Esse é o feminismo moderno, que quer a igualdade real do homem e da mulher, que respeita os desejos de cada um e que permite não só que as mulheres usem as roupas que quiserem, mas que elas possam se amar como são. O feminismo moderno quebra e combate os padrões de beleza estipulados pela sociedade e permite que você se ame do jeito que você é, ele busca a emancipação sexual feminina, além da profissional e outras tantas. O feminismo moderno liberta os homens também, quando diz que ele não tem que pagar a conta sozinho nunca, que ele não precisa de carro para ficar com uma garota, que ele pode chorar, que ele pode ser vaidoso, que ele não precisa pegar todas, nem ser o provedor da família e nem nada disso! E é por isso que eu acho que o feminismo liberta, depois de ler e entender ele um pouco melhor eu repensei minha visão de mundo e me livrei de inúmeros preconceitos, julgamentos e inseguranças.

E eu passei a passar essa mensagem para meus amigos, quando eles julgam a menina do mini shorts, e para minha prima quando ela quer usar mini saia, e cada vez que falam alguma coisa minimamente machista perto de mim todos que me conhecem param o que estão fazendo o me lançam um olhar de expectativa, porque eu não vou ficar calada. Eu não vou deixar os outros serem oprimidos perto de mim do mesmo jeito que eu não quero mais ser oprimida em lugar algum. O feminismo nos liberta quando nos possibilita não viver sob os padrões machistas da sociedade, que na maior parte das vezes estão tão incrustrados na gente que nós nem percebemos mais.