9 de dezembro de 2014

Paquera na era moderna

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Acho que não sei brincar de paquerar. Aliás, acho não, tenho certeza! Pessoalmente sempre acabo falando besteira, não sei fazer aquelas brincadeiras que trazem tensão sexual, não sei ser sutil e provocativa, na verdade o que eu faço é exatamente o oposto. Eu afasto a tensão sexual, porque afinal, ela me deixa tensa, e nessa de não ficar tensa eu também acabo afasto a sutileza, porque se tem uma coisa que eu já não sou é delicada, imagina quando estou tensa? E a provocatividade… Bom, acho que ela precisa da sutileza e da tensão sexual para funcionar e eu já eliminei as duas no começo do jogo então…

Aí resolvi tentar usar esses aplicativos de paquera que estão super na moda, no meu caso eu escolhi dois: Tinder e Flert. Os dois são legais, bacanas, fáceis de usar, tem gente legal e gente chata como qualquer outra situação da vida, tem gente bonita e feia, gente sem papo e gente que nem se dá ao trabalho de começar a conversa… tudo como na vida real, mas ao alcance do toque do meu dedo. Achei que seria interessante testar, afinal na vida real como ela é eu não conheço muita gente nova, não sei paquerar em voz alta… quem sabe escrevendo eu seja melhor?

Bom, eu tentei. Até saí com um carinha e pretendo usar em Montreal, mas é isso. Não consigo conceber a idéia de que vou conhecer um futuro namorado ou namorada no tinder. Eu preciso de mágica e não consigo ver isso com ninguém lá. É tudo tão plano, mecânico… artificial, sabe? E tem aquela conversinha morna com a outra pessoa, você ou ela tentando puxar assunto, criar intimidade e descobrir semelhanças… eu não tenho paciência para esse tipo de coisa. Esse papinho me dá uma preguiiiiça.

Então é isso. Vou ter que sair da porta sozinha, vou ser obrigada a enfiar meu rosto na vida real e parar de me esconder atrás de aplicativos. 2015 aí vou eu.

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