2 de janeiro de 2015

O ano passou...


E nele eu comecei a fazer terapia porque finalmente reconheci que sozinha não estava sendo capaz de lidar com meus problemas. E a terapia me ajudou, com a ajuda dela eu entendi que minhas dificuldades começam no recebimento de carinho, eu não sei receber ele, não estou acostumada a demonstrá-lo. Entendi também que eu ainda me vejo cono uma menina e não vou conseguir ser uma mulher enquanto não mudar essa minha visão. Que mais importante do que ansiar e me preparar para o futuro é reconhecer minhas conquistas passadas, não colocar tanto peso nas minhas decisões, no fim da tudo certo, no começo é assustador e a insegurança  bate forte, mas no fim tudo acontece por um motivo. Tudo vale a pena se a alma não é pequena. 

Em 2014 eu conheci Joinville, Aracaju, Montreal e nova yorque. Minha mãe começou a realizar a segunda parte do sonho dela, que era reformar a casa, e problemas com dinheiro e vizinhos a parte ela vai ficar linda. Eu também não peguei nenhuma dp, fiz parte de um grupo de estudos e terminei o curso de francês, mas para nenhum deles estudei o quanto deveria. Comprei coisas demais para satisfazer meu eu capitalista, li livros, mas talvez não tantos quanto eu gostaria e vi mais filmes e séries do que eu precisava.

Também conheci pessoas ótimas, algumas que eu queria levar para a vida inteira, como as pessoas do meu trabalho, ou algumas que eu conheci nesse finzinho de ano distante de casa, outra que eu queria poder logo ver se pode ser algo mais, e também tem aquelas que mal chegaram e já foram. Tem, como sempre, pessoas que eu já conhecia e só esse ano passei a ter mais contato e percebi que são incríveis e outras que a distância talvez tenha nos alcançado. 

E me dei conta de que a idade te traz certas coisas como paciência com quem você não pode, não deve e não quer manter longe, mas na mesma medida te traz coragem para afastar de você aquelas pessoas com quem você simplesmente não quer conviver, nem por educação, até porque educação envolve respeito e certas pessoas não merecem isso de você. Também me dei conta de que facebook no celular vicia, mas o blog facilita e que o mundo é muito machista, mas que o meu inimigo sou eu mesma e essa mania de julgar os outros, então comecei a parar com isso. Comecei a reparar e cortar muito machismo em mim e isso me foi libertador, mas libertou algumas outras pessoas do meu olhar severo também. Esse ano me decepcionei ao não ver mudanças nos eleitos como reflexo dos movimentos de 2013, mas me emancipei politicamente, aprendi muito e ainda tenho esperanças. 

2014 foi um ano cheio de acontecimentos, a Alemanha ganhou a copa, a Dilma ganhou as eleições e eu me conheci, me aceitei e cresci um pouco mais, nunca achando que isso um dia terá um fim, mas nunca deixando de buscar. 

Que em 2015 eu seja capaz de amar e me deixar ser amada, tenha em volta de mim todas as pessoas maravilhosas da minha vida e as que ainda vão chegar, conheça lugares incríveis, ria todos os dias até doer a barriga, aprenda tudo que eu puder e tenha muito a agradecer quando 2016 chegar.

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