20 de março de 2015

Aqui, amanhã, depois... o que?

Eu sou um dilema constante. Nunca sei o que realmente quero. As vezes tenho vontade de ser aquela mulher fina que sabe ser ameaçadora sem descer do salto, as vezes quero ser aquela mulher sempre sincera que passa até por doida, mas que ninguém desafia. As quero ser uma advogada rica e poderosa, as vezes acho que a mediocridade me convém por causa da tranquilidade e que essa qualidade de vida é o que eu devo buscar. Tem dias que nem sei se quero ser advogada, talvez eu tenha nascido para ser jornalista, atriz... Mas ai, essa vida nessas profissões em geral é muito mais sofrida. Escritora não posso ser, eu protelo demais. Aliás, taí outra coisa, tem dias que me odeio por ser preguiçosa, mas em outros dias tudo o que eu quero é viver na preguiça.  

Ontem eu queria continuar te amando porque o amor é amar as imperfeições também, é passar pelos momentos difíceis e saber perdoar, um relacionamento exige trabalho, não vem pronto, nem mesmo os imaginários. Mas hoje eu acho que você foi um grande babaca e que eu mereço melhor, acho que tenho que partir pra ojtra e não ficar te remoendo em mim que isso não me faz bem, você não está pronto para ficar comigo. E amanhã eu provavelmente vou estar triste porque você não veio na minha sala e porque eu, por alguma razão fortíssima, vou achar que você nem nunca gostou de mim.

Vivo nessa dualidade constante de quem não sabe o que quer. Não tenho foco ou objetivo certo de vida. De uns tempos para cá me permiti viver cada dia sem pensar muito no futuro distante, planejo as coisas, mas não arquiteto planos longos e agora me desespero sem ter certeza de que andei fazendo o certo. O sentimento que tenho é de que estou perdida no mar da vida. Eu sou jovem, tenho tempo de ser quem eu quiser, mas não sei quem quero ser. Talvez essa seja alguma crise comum aos vinte e poucos anos que em alguns meses, ou anos, vai me parecer boba...

Mas a vida não tem manual, quem é que vai me dizer que plano se vida seguir? Que decisões tomar? Como viver nessa dualidade? Aliás, nessa pluralidade?! E enquanto essas decisões não vem, nem me sufocam, eu vou descobrindo no dia a dia, no passo a passo, aproveitando as oportunidades que me aparecem sem deixar de me render as comodidades que me convém, esperando que no futuro isso não vá me prejudicar, que ser jovem não faça de mim uma velha amargurada

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