16 de novembro de 2015

Demônio do meio dia

Eu sinto que preciso descarregar, mas ainda não tenho certeza do que. Aquela agonia já não me domina, mas ainda tem dias melhores que outros. Via de regra, tenho focado no futuro, é um escape fácil, se pensar muito no presente começo a sentir seu peso e não acho que possa carregá-lo. 

Acho que aprendi a cooperar, lidar com essa parte pessimista e desesperada de mim, então no inverno fico sonhando com o verão e no verão me preparo para o inverno, só não tenho certeza de qual estação estou nesse exato momento, as vezes elas se confundem.

Talvez fosse mais fácil se minha relação com a liderança não fosse tão... Inominada. Temos um vínculo em comum, alguém que eu admiro muito e por isso tenho medo de decepcionar, mesmo sabendo que eu nunca o decepcionaria, primeiro porque desfruto de uma confiança que eu não sei de onde veio, segundo, porque não é do feitio dele se decepcionar, ele é realista demais pra isso. Em todo caso fico com medo de não corresponder às expectativas dela e assim decepcionar a ele, ao mesmo tempo que acho que ela já simpatiza comigo, por causa desse vínculo e por outro lado, ainda acho que ela já não simpatiza comigo por causa desse vínculo. Eu não sei onde piso com ela e isso é assustador.

Então eu coopero, penso no futuro, que apesar de incerto é leve e cheio de possibilidades e vou levando o dia a dias sem pensar muito. O problema é que eu sou o tipo de pessoa que precisa parar e pensar um pouco, no silêncio da natureza e na calma da solidão. 

Acho que estou ficando viciada em meditação.

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