28 de fevereiro de 2016

Late night reflections

There is strength in needing other, I know that, sometimes I have a hard time admitting that to others, and acting according to that statement, but I know that. What is often forgotten is that there is no problem in being alone as well. I think that first of all we have to be ok with ourselves, and only then we will be able to be ok in the company of others. 

I like being by myself, sometimes I think that this is the only way I can actually think, and sometimes I need to be alone just so I can breathe. But I like being with other people too... I have a little trouble admitting to myself that I need the company of other people as much as I need to be alone sometimes, but I do. 

And there is times I am just to sensitive and don't want to be with other people, and by that I mean some people, because I know I will end up getting hurt, or stressed.

20 de fevereiro de 2016

No caminho de mim mesma

Esse ano estou tentando me tornar alguém que eu gostaria de ser, alguém que eu tenha orgulho de ser, quem eu quero ser no futuro. 

Não é fácil. Primeiramente porque eu não sei quem quero ser, depois porque para me tornar essa pessoa eu deveria parar de fazer certas coisas que não me acrescentam em nada, mas me dão prazer. Ninguém abre mão dos próprios vícios facilmente.

Mas eu tenho tentado, estou acima de tudo tentando me entender e descobrir o que eu quero, o que não é simples ou rápido, até porque eu sou uma das pessoas mais indecisas que eu conheço. Mas algo tem ganhado força dentro de mim, é a ideia de fazer um mestrado no exterior. Eu quero fazer e quero fazer um que não só me acrescente algo no currículo, mas que me habilite a desenvolver uma profissão no exterior. Foi assim que me deparei com a possibilidade de fazer um mestrado em jornalismo. É quase um sonho de tão raso que é o plano, mas é alguma coisa. Até porque, no meu caso eu tenho algumas facilidades e ultimamente, e aqui talvez seja meu instinto de fuga falando, não me vejo morando no Brasil e criando uma família aqui. 

Nesse processo eu tive que tomar algumas decisões difíceis, como sair do meu trabalho e focar nos estudos. Ainda não tenho certeza de onde esse caminho vai me levar, mas tenho confiança no destino e acredito que em algum momento tudo vai fazer sentido... A gente dá um jeito no final.

6 de fevereiro de 2016

Se empoderando

Eu sempre me sinto terrivelmente ofendida quando me dizem alguma coisa do tipo "é por isso que você não tem namorado". É estupido que uma ofensa tão machista me afete tanto, que eu deixe me afetar tanto, mas cada vez que me falam isso é um soco no estômago, principalmente se vier de um homem. 

Talvez eu não esteja empoderada o suficiente, simples assim. Porque eu sei que o simples fato de dizerem algo assim para mim é de um machismo extremo, como se eu estivesse sozinha porque os homens não me querem e não porque eu simplesmente quero, ou ainda mais, porque eu não quero a maior parte dos homens.

A verdade é que eu sempre me senti extremamente oprimida pela sociedade, eu não ía no carnaval a noite porque me sentia mal com os olhares que recebia, eu não gostava do jeito que me tratavam e me tratam, de forma geral, porque grande parte das vezes parece que os outros acreditam que o que eu tenho a dizer não é importante o suficiente. E por último ainda tem a obrigação que a sociedade me impõe de que eu tenho que ter um namorado, tenho que ir para as festas para ficar com alguém, não posso estar solteira sem querer ficar com alguém em uma festa, não posso estar solteira porque quero, porque preciso, porque tenho alguns problemas para resolver comigo mesma antes de me ligar a outra pessoa, ou até mesmo porque grande parte dos homens que conheço simplesmente não me agrada dessa forma. Infelizmente eu vivo em um núcleo da sociedade que é bem machista e eu até poderia corresponder às expectativas dele e namorar alguém, mas seria certo comigo mesma? Namorar alguém que não me interessa, talvez até me anulando, como vejo acontecer com várias mulheres desse núcleo. Eu não vejo vantagem nenhuma em namorar só para corresponder às expectativas dessa sociedade, principalmente se for para me anular no caminho. 

Eu quero sim namorar, e talvez por isso me doa quando jogam na minha cara porque estou solteira. Mas quero namorar porque quero estar com alguém ao meu lado que eu ame, não porque os outros querem que eu o faça.

1 de fevereiro de 2016

Caminhos estranhos

Eu estou estressada e sempre só percebo isso depois de ser grossa ou impaciente com a minha mãe, o que depois faz com que eu me sinta culpa e consequentemente mais estressada. E o pior é que não sei se estou assim por causa do trabalho, ou porque não consegui achar outra coisa ainda. As cartas dizem que meu ciclo vai mudar novamente, que logo chegará alguma aliança profissional e ainda que eu já não ache que ir para o z seja o melhor para mim, acho que essa aliança pode ter algo com ele. O problema é que enquanto espero vou correndo atrás e... E levando portas na cara. Me estressando e estressando os outros. Eu não quero ser essa pessoa, prefiro ficar desempregada, e aí me lembro do ano passado em que pensei em tirar uns meses para mim. Talvez a vida esteja me forçando a isso. Acho que se até começar o cursinho não conseguir nada vou sair e procurar emprego desempregada mesmo, pelo menos assim sei que vou conseguir estudar, ir nas aulas do cursinho e talvez não fique tão estressada. Sei lá... Quem sabe esse não é o jeito da vida me dar o que eu preciso? Às vezes a vida nos leva por caminhos estranhos, mas nos leva a algum lugar.