9 de abril de 2016

Você


Você está sempre entrando e saindo dos meus pensamentos e eu não sei a razão. Eu queria parar de sonhar com você quando eu menos espero e de lembrar de você por razão nenhuma. Fazem dez anos que nós acabamos e eu acho que ainda não te superei. E nós nunca realmente fomos nada, não é mesmo? Nós nunca acontecemos. Você pode me culpar, eu me culpo um pouco, mas culpo você também e principalmente o nosso timing que não foi certo.

Ah... mas como eu queria te encontrar por aí, por acaso, sem querer. Eu não sei como iria reagir, não sei se iria falar com você ou tentar passar despercebida, porque eu tenho um pouco de medo de te encontrar. Eu tenho medo de tudo na vida, mas te encontrar é um medo mais específico, porque nesse tempo, a cada lembrança, a cada sonho, eu te idealizo um pouco e sei que você não atenderá minhas expectativas. E como da última vez, isso vai me frustrar. Você sempre foi um pouco filhinho de papai, eu lembro que aos 12 anos eu te achava mimado. Mas também lembro que aos 14 você era capaz de me aguentar nas piores TPMs, não só com paciência, mas com educação e um olhar de quem gosta de verdade.

Eu sinto falta de fazer nada com você. Eu queria conversar e saber como você está, ver se você é o que o Facebook me mostra e que não me agrada, ou se você ainda traz em você aquele menino bonito que você era, aquele menino capaz de amar. Eu estraguei isso em você? Porque eu te vejo por aí na internet com muitos amigos, mas nunca com um amor. Tenho medo de ter culpa nisso. É que nessas lembranças eu acabo sempre me perguntando se nós não somos o destino. Me pergunto se um dia, como nos filmes, nós não vamos nos encontrar por aí e dessa vez no timing certo e nos deixar amar. Depois assopro essa ideia boba da minha cabeça e passo mais um tempo sem pensar em você.

Mas você sabe né? A esperança, ela é a última que morre.

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