31 de maio de 2016

Críticas

Algum tempo atrás falei aqui de como a vontade de comunicar meus pensamentos e sentimentos ao mundo andava me importunando, uma vontade de gritar, de publicar, de postar e até viralizar, fossem textos, fotos, vídeos... qualquer coisa que fosse capaz de expressar ao mundo o que eu penso. Mas ao mesmo tempo que havia, que há, essa vontade, também existe alguma coisa dentro de mim que me segura e me impede de fazer isso. Pensando no assunto eu percebi que não era apenas medo de fracassar terrivelmente nisso, era algo diferente.

Uma coisa é eu querer alguma coisa e não ir atrás com medo de que não dê certo no sentido de mudar de emprego, carreira ou país. E nesse ponto eu morro de medo do fracasso, a ponto de não fazer nada para tentar fazer essas coisas acontecerem. E acho que outra coisa é eu não publicar meus pensamentos na internet, seja em um blog ou um vídeo no youtube, sem pretensão nenhuma de ser viral, grande ou algo assim. Qual o fracasso decorrente disso se minha expectativa com isso é nenhuma? Então comecei a pensar no assunto e percebi que além do medo de fracasso eu tenho um medo congelante da opinião das pessoas que me cercam, do que elas pensam de mim. Não de estranhos, eu não ligo para eles, mas os que me rodeiam? Deus me livre de que eles pensem menos de mim!

E eu sei que isso não faz sentido nenhum, porque se eles me rodeiam, e/ou fazem parte da minha vida de algum jeito, eles me conhecem e sabem como penso em muitos assuntos e provavelmente o que eu poderia escrever ou divulgar de alguma forma, não os chocaria nem nada. Eu vou levar isso para a terapia, mas estou pensando seriamente em enfrentar isso mais de frente de alguma forma. Veremos.

29 de maio de 2016

Memórias de uma agenda perdida

Vasculhando algumas coisas achei uma agenda perdida, cheia de textos antigos, mas nem tão antigos assim. Textos escritos no passado, mas que ainda me espelham perfeitamente.

01. Um texto que eu poderia ter escrito ainda hoje.

"Apegada ao passado, ao que podia ter sido e não foi. Deveríamos poder viver cada dia duas vezes, assim se fizéssemos uma coisa da qual nos arrependêssemos no primeiro dia, teríamos uma segunda chance para fazer o que achássemos certo. Pensar no que poderia ter sido e não foi não vai mudar nada, mas as vezes não posso evitar a reprise daqueles momentos na minha mente, talvez seja por causa da minha auto estima, já que aquele não foi um momento de glória, talvez simplesmente porque sou uma saudosista. Apesar das não mudanças na minha vida, eu sinto que algo em mim mudou, está mudando, e para melhor. Não que eu esteja agindo muito diferente, mas mudou o modo como eu olho o mundo e as pessoas."



02. Um texto que só não teria escrito hoje porque hoje assumo que sou "comunista" ou algo "do tipo".

 "Eu não me encaixo, simplesmente não me encaixo. Eu sou do tipo de garota que se sentiria culpada por ser muito rica. Não sou comunista nem nada do tipo, mas acho idiotice gastar R$ 300,00 reais para entrar em uma balada, ou R$ 2.000,00 em uma garrafa de champagne. E sinceramente? Odeio me sentir a garota mais feia da festa só porque meu cabelo é cacheado e meu vestido não é Armani. Sinto que sou maior que isso, que esse mundo de aparências. Vejo as pessoas me olhando na rua como se eu fosse uma vitrine... Cara, eu sou mais que isso! Eu tenho conteúdo! Me sinto excluída por não desejar vários carros caros na garagem, por querer ir para África, por só ter como objetivo de vida ajudar os outros, fazer deste um mundo melhor. Eu não me encaixo e isso não faz de mim pior que os outros, faz melhor."


03. Ainda não sei se foi medo, mas não me arrependo, e se acontecesse de novo eu faria igual.

"Não é medo. Pela primeira vez não é medo. É vontade, pode até ser capricho, mas não é medo. No início achei que sim, que fosse medo ou comodismo, mas agora realmente acho que desta vez não é medo. Também não é vontade de passar na USP. É só vontade de não ficar lá, de não fazer UNESP, porque não iria valer a pena, porque o custo benefício era ruim, porque prefiro ficar aqui. Não vou negar que ficar longe da minha família seria difícil, ma no quesito morar sozinha eu iria me dar bem. Na verdade eu não sei porque não quis nem tentar, fiquei me perguntando o porquê e achei vários motivos para não ficar, mas sabia que no fundo não eram eles a razão. Agora, já em SP, em uma discussão com meu irmão e disse que era medo, mas então comecei a chorar nervosa, porque percebi que não era. Espero estar certa, espero que não seja medo, espero nã me arrepender." 

22 de maio de 2016

Autosabotagem

Eu vivo dizendo que eu quero tudo, eu tenho uma sede de conhecimento muito grande vontade de experimentar de tudo, mas nunca faço nada porque sou muito medrosa. Acontece que eu nunca tinha falado sobre isso com ninguém (o que é bem estranho já que eu faço terapia há alguns anos). E aí, conversando com a minha psicóloga sobre meu futuro, ela (que sempre se dá muito bem com as minhas metáforas, a ponto de as usar algumas vezes contra mim) me fez perceber algumas coisas.

Eu quero tudo porque nunca vou atrás de nada. Sempre fico apenas no querer, no máximo experimento aquilo que gostaria de ter, mas nunca realmente tento alcançar meus objetivos. É como se eu só pulasse de bungee jump, o que deve ser bem divertido, mas nunca é um salto completo. Você pula de uma base segura com uma corda amarrada nos seus pés e experimenta a paisagem, mas não consegue colocar os pés no chão lá embaixo e caminhar. A base segura é de onde eu tenho medo de sair, e o chão lá embaixo é para onde eu gostaria de ir se fosse menos medrosa. E meu medo não é da caminhada para alcançar o que eu quero, eu não ligo de lutar e encontrar dificuldades no caminho, meu problema é apenas chegar lá e não gostar, não dar certo por alguma razão, e eu não conseguir voltar para a minha base segura.

Eu me saboto. Eu não faço nada porque já acho que quando fizer não vai dar certo, não vai ser tão bom quanto eu imagino, ou coisas assim.

Eu, que vivo gritando com orgulho o quão resiliente sou, tenho medo de não dar certo, mas o que é não dar certo? Fazer meu mestrado em direito no exterior e não conseguir trabalhar lá? Voltar e ainda assim sofrer com desemprego, mau salário ou algo assim? Ou fazer outra faculdade no exterior e acontecer o mesmo? Ou não for o que eu quero? Ou sofrer demais com saudade? E se isso tudo acontecer? E se acontecer ao mesmo tempo? Eu vou ficar triste, vou me abalar, mas a vida não é um livro com começo, meio e fim, se isso acontecer não vai ser o fim. Vai ser uma página e na página seguinte tem mais, talvez seja mais dor, talvez seja mais alegria. Eu sei que se/quando essas coisas acontecerem eu vou dar um jeito, vou sobreviver, eu sempre sobrevivo, todo mundo bem ou mal sobrevive. Na vida o fim é a morte e fracasso, em condições normais de temperatura e pressão mentais como as minhas, não mata ninguém. As vezes até fortalece.

E essa base segura da qual eu tenho medo de me soltar vai continuar sempre aqui, porque ela não é uma plataforma fixa, mas uma rede de contatos e conexões que vai ser capaz de me segurar caso eu solte sem corda. Ela pode até crescer, quem sabe eu não conheço mais gente lá em baixo caminhando? 

Eu tenho a maior sorte do mundo: uma rede de proteção de amigos e família em quem confiar. Talvez eu até esteja enganada sobre isso, mas ficando ou pulando uma hora eu vou descobrir e se algum vínculo se soltar os outros se emendam, além do mais, eu sou resistente a quedas.

3 de maio de 2016

Ça n'est pas français, je sais

C'est une chose qui je n'ai pas choisi, mais c'est une chose qui a passé e maintenent je besoin prendre une decision. Je sais que je veux, je veux faire l'etage, je veux apris beaucoup avant de devenir une avocat, mais j'ai peur. J'ai peur de me nuir avec la preuve, j'ai peur de que le nouveau travaille va être mauvaise, que je vais être trop fatiguèe. Mais au même temps je sais qui non. Je sais qui je peux faire tout ça, j'ai dèjá fait, pendent tout la université. Ça va être bien.

Et j'ai aussi le problem du futur, parce que je veux sortir du pays, je n'ai aucune idèe de comment on va faire ça, ou porquoi, mas c'est une chose qui je veux faire. Je pense que je vai travaille maintenent,  je vais faire l'etage e ça va être ok, et aprés mon graduation je peux faire une post, e apré un master en france, ou au canada, parce que je veux vraiment le canada, même si je dois paye pour les etude la bas.