25 de julho de 2017

Aqui e agora.

Eu estou acostumada a viver em função do futuro, é o que eu sempre fiz, o que eu sei fazer melhor. Quando criança vivia esperando meu aniversário, as férias, o fim de semana... conforme fui crescendo passei a ter desejos mais concretos e vivia esperando por coisas mais específicas, como a aprovação na escola, que aquele garoto me notasse, que eu ganhasse algo específico de presente... até que comecei a sonhar com o futuro se verdade. O futuro lá adiante, onde eu seria uma adulta, dona de mim e vivendo coisas incríveis. Eu fazia histórias sobre isso, contava para as minhas amigas que diziam que eu era sonhadora, como se fosse ruim, mas secretamente elas sonhavam junto comigo.

O tempo foi passando e eu virei adulta. Eu sou uma advogada recém-formada, cursando pós-graduação e trabalhando em um pequeno escritório no centro da cidade. Eu estou vivendo coisas legais, mas não estou vivendo aqueles sonhos que tinha. Estou muito mais em um esquema metrô-boulot-dodo, transporte-trabalho-cama. Acho que no fundo é isso que acontece com todo mundo que trabalha em horário fixo, ou com todo mundo que trabalha at all, mas sinto que estou fazendo nada da minha vida.

Meu grande sonho no momento é conseguir ir morar em outro país, mas é um plano a longo prazo, para o qual preciso juntar dinheiro. Ele está em ação, estou juntando dinheiro, trabalhando no meu inglês, no meu alemão, depois de operar a garganta vou fazer um coaching ou orientação vocacional e não tem muito mais o que fazer nesse sentido. Eu agora precisava fazer aquilo que minha psicóloga vive dizendo: aproveitar o caminho.

É um desafio para mim. Viver no presente. Uma coisa bastante nova, mas acho que agora é a hora. E nesse meio tempo vou aproveitando para descobrir hobbies novos, me descobrir um pouco.

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